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Bolsonaro fracassou na reunião dos embaixadores antes do encontro

De O GLOBO

Por MIRIAM LEITÃO

TSE

A insólita tentativa do presidente da República de difamar o processo eleitoral brasileiro, convocando os embaixadores para uma reunião sobre supostas fraudes eleitorais, fracassou antes mesmo do seu início. Primeiro, ele queria levar um grande número de embaixadores, falou em 50, depois mandou convite para todos, e agora fala-se em torno de 40 presentes, mas a lista não foi divulgada. Segundo, ele imaginou uma manobra para constranger o Judiciário, especialmente o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Bolsonaro disse as mentiras de sempre, mas o presidente do TSE, Edson Fachin, esquivou-se de ouvir.

O que Bolsonaro disse em seu discurso de 50 minutos foi constrangedor. Informações sem nenhum embasamento e que já foram desmentidas por diversos órgãos de controle. Os relatos são de que houve embaixadores que deixaram o recinto sem cumprimenta-lo. As palmas esparsas ao final de sua fala foi eloquente do despropósito sobre esse encontro.

Sobre Fachin, o que Bolsonaro esperava era que, como convite de presidente da República em geral não se recusa, o ministro fosse comparecer. Fachin recusou com uma excelente resposta. Lembrou que como presidente da Corte não pode ir a atos de campanha. Preservou-se de estar nesse teatro de absurdos e ainda deixou claro que tipo de evento é. Bolsonaro fracassou também porque as urnas eletrônicas brasileiras têm um alto grau de confiabilidade e ele nunca apresentou provas do que acusa. O presidente do STF também não vai.

De qualquer maneira, é uma derrota para a democracia brasileira ter um presidente que tenta desqualificar o processo eleitoral diante de representantes de outros países. O Brasil viu tantos absurdos neste governo que foi se acostumando. É de novo inaceitável esse comportamento do presidente da República.

Bolsonaro demonstrou que ficou irritado porque Fachin já tinha chamado os embaixadores para falar da integridade das urnas. Mas esse papel o TSE faz bem de fazer, até porque observadores internacionais sempre houve em qualquer eleição brasileira e são bem-vindos. Bolsonaro disse que quem faz política externa é o presidente da República. Sim, ninguém discute isso. Essa reunião, além de ser um absurdo institucional, foi ridícula.

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