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Blog do Paulinho

Coluna do Fiori

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

http://www.navegareditora.com.brEmail:caminhodasideias@superig.com.br

apito limpo

“A competição é alei da selva, a cooperação é alei da civilização”

Piotr Kropotkim: foi um geógrafo, economista, sociólogo e ativista político russo

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Frase acima é direcionada a maioria dos árbitros federados e associados SAFESP de minha época até os atuais.

Observação

Em dia da semana que se finda, passando em frente do imóvel pertencente aos associados, ex-árbitro visualizou sede fechada e estacionamento com veículos

Conclusão

Não tem jeito, no ontem, no hoje e no amanhã a dependência dos árbitros referente ao valor da taxa ou satisfação do ego, os faz subservientes e tecer crítica sobre o desempenho dos consortes.

Havendo dúvida!

É comigo mesmo e.

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11ª e 12ª Rodadas da Série A do Brasileirão 2022

Sábado 11/06

Corinthians 2 x 0 Juventude

Árbitro: Ramon Abatti Abel (SC)

VAR

Rodrigo Nunes de Sa (FIFA-RJ)

Item Técnico

Trabalho convincente dos representantes das leis do jogo

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: 01 para corintiano e 04 para defensores da cidade de Caxias do Sul (RS)

Atlético-MG 1 x 1 Santos

Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (CE)

VAR

Rafael Traci (SC)

Item Técnico

1º – Correto por ter amparado o assistente 01: Nailton Junior de Sousa Oliveira (CE) quando da marcação da posição de impedimento de um atacante santista no instante em que mandou a bola profundo da rede

2º – No ato nada apontou, alertado pelo VAR, foi ao monitor, voltando apontou a falta penal cometida pelo atleticano Jair no oponente Eduardo Bauermann;

Penalidade

Cobrada por Rwan, concluída no empate santista 1×1.

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: 04 para santistas, idem para atleticanos

Vermelho: Correto para o santista Luca Pires que no ato da falta cometida recebeu amarelo, contudo: acatando pedido VAR, árbitro foi ao monitor, reviu, voltou retirou o amarelo e, corretamente lhe deu o expulsou da contenda.

Internacional 3 x 1 Flamengo

Árbitro: Braulio da Silva Machado (FIFA-SC)

VAR

Daiane Caroline Muniz dos Santos (FIFA-SP)

Item Técnico

1º – No inicio da segunda etapa placar apontava 2 x 0 para equipe colorada, determinado instante, árbitro deixou passar batida a clara falta-penal favorável a equipe rubro-negra no momento em que Gabigol recebeu clara cotovelada do oponente Mercado e VAR se fez de migue!

Conclusão

Flamengo prejudicado

2º – Errou ao determinar à marca da cal no instante do leve e involuntário tocar da mão do flamenguista Matheuzinho no costado do oponente Pedro Henrique, objetivado única e exclusivamente lhe retirar a posse da bola;

Penalidade

Batida por Pedro Henrique decretando o 3º gol colorado

Item Disciplinar

Cartão Amartelo: 03 para Colorados 03 para Rubro-Negros

12ª Rodada – Quarta Feira 15/06

Atlético-PR 1 x 1 Corinthians

Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS)

VAR

Emerson de Almeida Ferreira (MG)

Item Técnico

Acerto na marcação da infantil penalidade máxima cometida pelo vez e outra indisciplinado corintiano Raul Gustavo no Vitor Roque,

Que

Pós-batida por Davi Terans findou no fundo da rede determinando a contagem final.

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: 02 para atleticanos e 02 para corintianos

Vermelho: Correto para o atleticano Hugo Moura, idem para o corintiano Roni por troca de testadas objetivando demonstrar quem era o menos profissional dentre todos os disputantes.

Observação

Pedro Vuaden poderia e deveria ter advertido o corintiano Du Queiróz por ter saído donde estava e peitar o oponente, gesto que deu inicio ao acima a confusão e troca de testada.

Concluo

Árbitro e assistente não influenciaram no resultado

Quinta Feira 16/06

Avaí 3 x 2 Fortaleza

Árbitro Rafael Claus (FIFA-SP)

VAR

Pablo Ramon Gonçalves Pinheiro (RN)

Item Técnico

1º – Placar apontava Avaí 1×0 no instante que William Pottker atacante da equipe mandate no interior da área do Fortaleza,

Tendo

O domínio da redonda, teve seu pé esquerdo tocado leve e maliciosamente pelo oponente Jussa;

No

Ato, com domínio total e sem pestanejar Rafael Claus interpretou e acertou ao apontar a marca da cal.

Pra

Não passar batido, no meu entender, indevidamente, VAR interferiu solicitando que fosse ao monitor,

Chegando por duas vezes pediu que lhe mostrasse o momento do malicioso toque que provocou a falta penal, voltando ao campo, reafirmou sua determinação; penalidade batida por Bissoli profundo da rede Avaí 2×0.

2º – Rafael Claus acertou ao marcar a penalidade máxima do goleiro Boeck da equipe visitante no opositor William Pottker.

Bissoli

Bateu estabelecendo o terceiro gol do Avaí.


Versão em Vídeo

A versão em vídeo desta coluna retornará na próxima semana


Política

Não faltou coragem em 1932

Soldados paulistas posam para foto durante a Revolução Constitucionalista de 1932. FOTO: ACERVO ESTADÃO

A celebração dos 90 anos da Revolução Constitucionalista de 1932 merece a melhor consideração por parte das mídias, mas também dos intelectuais paulistas. A tradição de brio bandeirante esteve altaneira entre os pensadores à época. Não se portaram como avestruzes, nem se escudaram na falaciosa escusa de que “política é suja e não entro nela”. Assumiram o seu compromisso para com a História. E o compromisso estava muito claro desde os primórdios dessa Revolução fratricida, em que São Paulo ficou sozinho, a lutar contra todos os outros Estados da Federação, áulicos da ditadura, de cuja desfaçatez extraíam benesses.

Dois efetivos partícipes da Revolução escreveram livros que são testemunhos autênticos do que ocorreu em São Paulo naquele 1932 de heróis. Alfredo Ellis escreveu “A Nossa Guerra” e Menotti Del Picchia publicou “A Revolução Paulista”. Ambos eram integrantes da Academia Paulista de Letras, instituição que existe desde 1909 e que hoje tenho a suprema honra de presidir.

Naquele momento, não houve Pilatos entre os mais influentes eruditos de Piratininga. Os tempos mudaram. Existe a massa considerável de pusilânimes, que não têm coragem de evidenciar suas simpatias, a não ser quando o cenário confirmar o favoritismo de algum lado. Há também os hipócritas, que rendem culto simultâneo a vários altares. Querem estar bem com todos. Em menor número, os que se definem.

Poder-se-ia perguntar: onde foi parar a coragem cívica? Onde foi parar a responsabilidade cidadã? Onde foi parar a honra?

Mas é Menotti quem nos relata que, em 1932, assim como todos os industriais, os engenheiros, os médicos, os professores, os advogados, os operários, os estudantes e o povo da zona rural, que ainda era bem povoada, assumiram o encargo de lutar pela constitucionalização do Brasil. São Paulo assumiu a tutela de valores que não eram tão importantes para as unidades da Federação que tiravam proveito do autoritarismo.

Não faltou coragem aos intelectuais de São Paulo, dignos herdeiros da tradição bandeirante, aquela mesma que garantiu a esta nação a sua dimensão continental e a ocupação de todo o imenso território por obra e mérito dos bandeirantes. Tão menosprezados hoje, como se fosse possível julgar com valores do século XXI, as condutas dos séculos de XVI a XVIII.

Recorro a Menotti para homenagear – em singelo preito de gratidão, virtude por muitos negligenciada, por outros totalmente esquecida – aqueles que merecem nosso reconhecimento. Diz ele: “Todos os nossos intelectuais estiveram a postos. No jornal, no rádio, na cruzada artística, nas organizações de guerra e nas trincheiras. Nenhum faltou ao seu dever a não ser um ou outro renegado a quem o cálculo e o interesse falaram mais alto que a voz do sangue. Monteiro Lobato, Cassiano Ricardo, Paulo Setúbal, Guilherme de Almeida, Mário de Andrade, Alfredo Ellis, Cyro Costa, René Thiollier, os Alcântara Machado, Correia Júnior, Motta Filho, Orígenes Lessa, Cleomenes Campos, Rocha Ferreira, Veiga Miranda, Mello Nóbrega, Walther Barioni, Eurico de Góes e todos os demais romancistas, poetas, críticos, ensaístas; Antonieta Rudge, Guiomar Novaes Pinto, Souza Lima, Francisco Mignone, Marcello Tupinambá, Camargo Guarnieri, Alonso Annibal da Fonseca, Francisco Caldeira e todos os nossos mestres musicistas cooperaram por todas as formas; Victor Brecheret, Gobbis, Mugnani, Lopes de Leão, Pedro Alexandrino, Monteiro França, Lasar Segall, Badenes, Belmonte, Valle, enfim, todos os grandes nomes da pintura, da escultura, das artes em geral trouxeram sua contribuição valiosa e espontânea. Assim o fizeram os mestres de direito, da medicina, da engenharia, de todas as ciências, professores e magistrados, profissionais e estudantes. Todos os operários do pensamento e os mais fulgurantes líderes da nossa espiritualidade”. Todos os primeiros mencionados por Menotti eram “imortais” da Academia Paulista de Letras, o que evidencia o protagonismo dessa Casa de Cultura por excelência do Largo do Arouche.

E não foi mera manifestação de “simpatia”. Foi uma adesão incondicionada, uma “cooperação sem tréguas, integral, uma verdadeira emulação de esforços”.

Menotti recorda os pronunciamentos candentes, que empolgavam multidões, como o de Ibrahim Nobre, que Paulo Bomfim cognominava “o Tribuno da Revolução”, que exultava: “Até que enfim, minha Terra! Chegou a nossa hora, a hora física da nossa fé brasileira! São Paulo hoje é um soldado só. De pé e em armas. Sem desfalecimento. Sem discussão. Nós vamos para a frente, nós marchamos para o Rio de Janeiro, custe o que custar. Por Deus do céu. Nós defendemos uma causa. Não pleiteamos uma coisa. É a luta da luz contra a treva: do bem contra o mal; do sol contra o miasma; de Jesus contra Lenine. Nós somos o lar, a religião, a tradição, o passado, o futuro, o sangue. Brasileiramente. Catolicamente”.

Essa coragem ainda reside em algum peito mais patriota? Que resplandeça, quando o Brasil dela necessitar. E parece já estar necessitando.

José Renato Nalini é reitor da Uniregistral, docente da pós-graduação da Uninove e presidente da Academia Paulista de Letras. Publicado dia 17 de junho de 2022, no site Estadão: Blog do Fausto Macedo.

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Finalizando

“A grande força da democracia é confessar-se falível de imperfeição e impureza, o que não acontece com os sistemas totalitários, que se autopromovem em perfeitos e oniscientes para que sejam irresponsáveis e onipotentes”

Ulisses Guimarães: foi um político e advogado brasileiro e um dos principais opositores à ditadura militar iniciada em 01 de Abril de 1964, findada no dia 15 de março de 1985

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Chega de Corruptos e Corruptores

Se liga São Paulo

Acorda Brasil

SP-19/06/2022

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