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Blog do Paulinho

Coluna do Fiori

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

http://www.navegareditora.com.brEmail:caminhodasideias@superig.com.br

apito limpo

“Se aqueles que não gostam de mim soubessem o que sinto por eles gostariam menos ainda…”

Bob Marley: foi um cantor, compositor e guitarrista jamaicano

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Retificação sobre locação do imóvel dos associados SAFESP

Através de conversa por telefone obtive do associado Benedito Martinho Correia de Oliveira que a locação efetuada pelo presidente ‘juris171consulto’ abrange a área do estacionamento não o todo do imóvel.

Ainda assim

Ocorreu desrespeito ao estatuto e associados, por não ter tido convocação de assembleia esclarecedora, seguida da votação ‘sim ou não’.

Dúvida

Se houver danos ou ladrão concretizar furto ou roubo do veículo, legalmente o SAFESP poderá ser responsabilizado pelo dono do veiculo, seguradora?

Sintetizando

Acordem associados SAFESP!

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Duas Semifinal da Serie A do Paulistão 2022

Sábado 26/03

Palmeiras 2 x 1 Red Bull Bragantino

Árbitro: Luiz Flavio de Oliveira (FIFA)

VAR

Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral

Item Técnico

1º – Acertou por ter corroborado o assistente Luiz Alberto Andrini Nogueira quando da correta sinalização da posição de impedimento do palmeirense Dudu no instante que dominou a redonda, passou para Scarpa mandar profundo da rede

2º – Confirmou a sinalização do assistente Luiz Alberto Andrini Nogueira quando da posição de impedimento do palmeirense Gustavo Gomes no momento que cabeceou a redonda profundo da rede

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: 04 para Alviverdes, incluso técnico Abel Ferreira e 04 para defensores do Massa Bruta.

No todo

Desempenho plausível do principal representante das leis do jogo e assistentes.

Domingo27/03/2022

São Paulo 2 x 1 Corinthians

Arbitro: Vinicius Gonçalves Dias Araújo

VAR

José Claudio Rocha Filho

Item Técnico

Desempenho aceitável dos representantes das leis do jogo

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: 04 para são-paulinos e 04 para corintianos

Vermelho: Após encerramento direcionado ao corintiano Adson por ofensas ao árbitro

Primeira das duas finais da Série A do Paulistão 2022

Quarta Feira 30/03

São Paulo 3 x 1 Palmeiras

Árbitro: Douglas Marques das Flores

VAR

José Claudio Rocha Filho

Item Técnico

Como principal: Estava em cima do fato, visão total no lance casual da batida da bola na mão esquerda do palmeirense Marcos Rocha proveniente de cruzamento derivado do lado esquerdo do ataque são-paulino, e, corretamente determinou segue o jogo.

Na

Primeira paralização aconteceu inconveniente apreciação do VAR crendo que Marcos Rocha teve intenção de desviar a trajetória da bola,

Neste

Momento instou que Douglas Marques das Flores revisse lance no monitor;

Chegando, o assoprador do assobio viu e rapidamente, mudando de opinião, apontou a marca da cal. Penalidade batida por Calleri transformada no gol de abertura do placar.

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: 04 para são-paulinos e 04 para palmeirenses, dentre estes para os contumazes indisciplinados: Abel Fernando Moreira Ferreira (Técnico) e João Miguel Barreto Martins (Auxiliar técnico).

Conclusão

Trabalho ruim e desmoralizado diante da imposição do VAR quando da volta atrás na inexistente penalidade máxima que prejudicou a equipe alviverde.

Observação

A segunda partida incidira na tarde do domingo 03/03 no Allianz Parque:


Confira abaixo o programa “COLUNA DO FIORI”, desta semana.

Nele, o ex-árbitro comenta assuntos, por vezes, distintos do que são colocados nesta versão escrita.

*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.


Política

Basta de coronelismo evangélico

O coronelismo é uma marca da república brasileira. No clássico “Coronelismo, Enxada e Voto” de Victor Nunes Leal foi apresentado o funcionamento desta forma de dominação e expropriação do voto do eleitor. Era ainda um Brasil rural em que as cidades tinham menos expressão eleitoral do que as zonas rurais.

O processo de deslocamento campo-cidade e, mais ainda, a vinda de centenas de milhares de nordestinos para o Rio de Janeiro e, principalmente, para São Paulo no pós-Segunda Guerra —foi o maior deslocamento populacional nas Américas naquele período— rompeu com este sistema de dominação. O sertanejo passou de um instrumento que só tinha vida no momento da eleição e para sufragar o escolhido pelo coronel, para um cidadão que podia escolher livremente em quem iria votar. Vale ressaltar que dois documentos eram fundamentais para a obtenção de um emprego nas áreas industriais: a carteira profissional e o título de eleitor.

A democracia de massas marcou os anos 1945-1964. Mesmo nos anos da ditadura militar, o eleitorado urbano deu mostras de independência. Basta recordar a grande vitória do MDB para as eleições para o Senado em 1974 quando, de 22 estados, o partido oposicionista venceu em 16, e a Arena em apenas seis —recordando que no Maranhão o MDB não conseguiu nem sequer apresentar um candidato ao Senado.

A redemocratização encontrou um país com enorme desejo de participação. As eleições eram uma festa. Não faltavam candidatos com propostas, ideias, programas, projetos. Votar se transformou em momento de afirmação da cidadania. Era o momento da elaboração da Constituição cidadã, feliz definição de Ulysses Guimarães.

Concomitante a este processo, foram se expandindo rapidamente as regiões metropolitanas. Novas demandas sociais e econômicas foram apresentadas, mas sem que obtivessem as devidas respostas. Milhões de brasileiros foram excluídos, apartados dos resultados de momentos eventuais de crescimento econômico. Os serviços de Estado, a cada dia, demonstraram sua ineficiência nos campos da segurança pública, educação, saúde, habitação, saneamento básico. A última década pode sintetizar este processo de desesperança econômica e de falta de perspectiva. Nada indicava que o futuro seria melhor do que o presente, que os filhos viveriam melhor do que os pais, como nos anos 1930-1980, quando o Brasil foi o país que mais cresceu no mundo ocidental.

Numa intersecção com este processo, os evangélicos foram ocupando espaços onde o Estado estava ausente. E transformaram suas igrejas em partidos políticos. O sagrado se transformou em linguagem profana, política. As contradições sociais e econômicas, as injustiças tão presentes no Brasil, acabaram sendo justificadas e aceitas. Foi estabelecida uma Teologia da Libertação às avessas.

Os partidos políticos a cada eleição —e temos pleitos de dois em dois anos— acabaram se submetendo à lógica dos pastores. Isto porque nas últimas décadas surgiram centenas de igrejas evangélicas —algumas com forte presença internacional— com milhões de adeptos. Uma delas tem até um partido político para chamar de seu.

O chefe partidário considera que o pastor é o novo coronel, só que agora urbano. Assim, para alcançar o eleitor tem nele o elemento de mediação. Vai à igreja e publicamente pede apoio do pastor. Isto dá a ele —o pastor, entenda-se— uma legitimidade ainda maior frente ao seu “rebanho”. Não se importa que está legitimando uma prática nociva à democracia, como também ferindo a Constituição e mais: transformando o evangélico em uma espécie de moderno Jeca Tatu.

Romper o coronelismo evangélico é hoje uma tarefa de sobrevivência para a democracia brasileira. Os partidos têm de buscar o eleitor evangélico sem passar pelo controle dos novos senhores do baraço e do cutelo. Defender o Estado laico está se transformando quase em uma ação subversiva, por mais estranho que pareça. O governo Bolsonaro já demonstrou quão nociva é a relação fanatismo religioso-política. É necessário urgentemente dar um basta a tudo isso.

Marco Antonio Villa: é um historiador, escritor e comentarista político brasileiro – Publicado no Estadão do dia 29/03/2022

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Finalizando

“Por causa e em nome de Deus é que se tem permitido e justificado tudo, principalmente o mais horrendo e cruel”

José Saramago: foi um escritor português. Galardoado com o Nobel de Literatura de 1998

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Chega de Corruptos e Corruptores

Se liga São Paulo

Acorda Brasil

SP-02/04/2022

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