Por que o Galo insiste em passar vergonha?

O exemplo do Palmeiras, que apesar de não ter conquistado um campeonato mundial insiste em se autoproclamar campeão, com direito, inclusive, a uma ridícula estrela vermelha bordada no uniforme do time de futebol, parece não ter servido de alerta ao Atlético/MG.
Ambos servirão de chacota aos adversários, ao menos enquanto perdurarem as teimosias.
A do Galo é a pretensão de ter reconhecido como Campeonato Brasileiro um título conquistado em disputa amistosa pelos campeões de alguns torneios regionais de 1937.
Mesmo que a CBF chancele, como fez com Roberto Gomes Pedrosa e Taça do Brasil, somente os mais fanáticos dos torcedores, mesmo sabendo tratar-se de puro ajuste político, comemorarão.
Envergonhados, porém.
Campeão em 1971 e bi em 2021, convenhamos, não haveria qualquer necessidade de se expor a esse tipo de constrangimento.

Vamos lá: um fato é um fato. Pra chegar a ao ponto de ser fato, precisa ser comprovado. Testemunhas oculares e notícias à época reafirmam a história do evento como um fato. Você como jornalista, estudou pra saber que fato é verdade, e que verdade é diferente de narrativa. O Mundial de 1951 do Palmeiras tem narração, matérias em jornais à época, incluindo jornais da Áustria, Uruguai, Portugal, França, Itália e Sérvia, que deram status de MUNDIAL DE CLUBES à Copa Rio; fator histórico plausível em cima da fatídica perda da Copa do Mundo de 1950, por parte da Seleção Brasileira; campeonato chancelado pela FIFA, com supervisão de Ottorino Barassi, que tornou-se embrião da Champions, conforme integrantes que organizaram, de forma que a comissão não foi 100% brasileira; jornalistas que, acredito eu, vc deve respeitar, como o Carsughi, por exemplo, reafirmam o título mundial do Palmeiras; a Jovem Pan cobriu o torneio, a Gazeta também, O Globo idem e tantos outros; anunciado um ano antes, o povo brasileiro aguardou ansiosamente pela possível reviravolta do futebol brasileiro; mais de 100 mil pagantes presenciaram o jogo e em uníssono, ovacionaram os jogadores. O Palmeiras, antes de vc se formar jornalista, de tempo em tempo, ostentava a estrela vermelha; além de pleitear, na década de 90, o reconhecimento que, em nada tem a ver com SCCP ter ganho em 2012, como vcs vociferam. Além disso, há o fato de revisionismos históricos sempre tendem a abolir o que é fato. É isso que vc e quase toda a imprensa, insiste em fazer. É feio. É desonesto. É infantil. É birra. E é burrice. Mas, lembre-se: um fato se sobrepõe a uma narrativa, que nada mais é que uma verdade sob ponto de vista de alguém já eivado e tendencioso a desmerecer a verdade.