Acórdão de agentes viabilizou proposta do Corinthians a treinador português

Luís Castro, na Ucrânia

Duílio ‘do Bingo’ Monteiro Alves conseguiu consenso entre os agentes que administram, efetivamente, o departamento de futebol do Corinthians.

O diretor Roberto Andrade permite a ingerência e, dizem, não sai de mãos abanando.

Somente após esse acórdão o clube divulgou tratativas com o treinador português Luís Castro, que, durante grande parte da carreira comandou a base do Porto, no mesmo período em que elas eram acusadas de servirem de entreposto para negociações obscuras de intermediários.

Na sequência, Castro esteve na Ucrânia, sob as ordens de Kia Joorabchian e Franck Henouda – retratado em publicação europeia como se fosse vértice da máfia ucraniana no Brasil.

Trata-se do perfil adequado para permitir a movimentação comercial do futebol corinthiano.

Se, esportivamente, vingará, são outros 10%.

Duílio permitiu que Jorge Mendes, com quem Carlos Leite manteve sociedade no Brasil, e Kia Joorabchian, através de Giuliano Bertolucci, sentassem à mesa de negociações e definissem métodos, valores e demais pendências do negócio.

Mendes se reuniu com o presidente do Corinthians num hotel; Bertolucci, com o treinador, em negociação direta.

Consultado, Fernando Garcia, que negocia com Castro há algum tempo, não se opôs.

Além de lucrarem com as contratações a serem indicadas, caberá a Bertolucci/Kia receber, provavelmente em nome de terceiro, comissionamentos sobre os quase R$ 2 milhões mensais oferecidos à comissão técnica, além dos R$ 6 milhões a serem pagos pela rescisão contratual com o Al Duhail, do Catar.

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