Discurso e prática do compliance do Corinthians

Nos últimos dias, Andrei Kampff, sócio do escritório contratado para o serviço de compliance do Corinthians, por conta do início da Copa São Paulo tem postado textos ‘educativos’ de como deveriam ser tratadas as categorias de base dos clubes brasileiros.

Abaixo alguns trechos:

“Começou a Copinha: fábrica de talentos não pode ser também fábrica de ilusões. Realidade mostra que Imensa maioria não realizará sonho de transformação social pela bola. Por isso, formação tem que ter foco na educação, com o manda a lei”

“Claro que a Copinha pode ser um caminho para um sonho improvável, mas possível. Mas depois de passar pela barreira do profissionalismo, um segundo grande desafio se apresenta: fazer com que o futebol seja um trampolim social”

“Por isso, além de investir no talento (um negócio legítimo dos clubes formadores), é fundamental formar o cidadão, investindo também na educação dos jovens”

“A Lei Pelé, no artigo 29, determina que os clubes têm de garantir assistência educacional, médica e psicológica aos atletas das categorias de base. Alguns clubes com Certificado de Clube Formador da CBF têm feito esse trabalho, mas a imensa maioria, não. E pior, não se tem controle sobre isso”

“Proteger as próximas gerações é proteger o futuro do país. E essa responsabilidade é do esporte e de todos nós. Podemos começar acabando com essa “fábrica de ilusões” sobre o futebol”

O discurso, como se observa, é impecável.

A prática, porém, deixa a desejar.

No Corinthians, clube para o qual Kampff presta serviço, supostamente independente, de fiscalização – apesar de que, no passado, manteve vínculo comercial com o diretor jurídico que o indicou (seu ex-advogado), as categorias de base, paraíso dos intermediários de atletas, são administradas, e exploradas, por um notório contraventor.

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