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A triste composição dos poderes do Corinthians

Anteontem, após escolher o deputado federal Antonio Goulart para a presidência do Conselho Deliberativo, político condenado por improbidade no TJ-SP e desvio de recursos pelo TCE-SP, deixando Andres Sanches nas mãos de Paulo Garcia, dono da Kalunga e das ações do parlamentar, os conselheiros do Corinthians decidiram as vagas do CORI (Conselho de Orientação), Conselho Fiscal e Comissão de Ética e Disciplina.

Os eleitos, em grande maioria, são exemplos claros de submissão e malandragem.

Para o CORI, entre inexpressividades (certamente o elenco menos relevante da história do órgão) destacamos cinco, entre dez nomes:

  • Yule Biseto, blogueira que vendeu a alma a Andres Sanches e recebeu expressiva votação, boa parte dela resultado de seus procedimentos nos assuntos “Ingressos” da Arena, além de convites VIPS para o estádio e também baladas que, dizem, seriam responsáveis por ocultar dinheiro do presidente alvinegro;
  • Waldir Rozante, vulgo Waldir “Coxinha”, acusado de esquema com Notas Fiscais frias na gestão Dualib;
  • Claudio Faria “Vila Maria” Romero, o único que se diz “opositor”, mas talvez seja a mais patética representação dos limites do puxa-saquismo, absolutamente submisso ao ex-diretor de finanças Raul Corrêa da Silva, este responsável direto por viabilizar diversos problemas financeiros do Corinthians;
  • Antonio de Paiva Monteiro Filho (Toninho Paiva), caricato vereador de São Paulo, envolvido até a medula em diversas denúncias, quase todas ligadas a recebimentos de propinas;
  • Roberson de Medeiros, ligado a Eduardo “Gaguinho” Ferreira, foi o responsável pela ONG COOPERFIEL, que arrecadou recursos de torcedores com discurso de construir um estádio para o Corinthians (antes da proposta de Itaquera), mas não devolveu dinheiro a ninguém;

Os demais eleitos foram: Pedro Luis Soares, Armando da Costa Pacheco, Aurélio de Paula, Joaquim de Souza Gonçalves e José Antônio Avênia Neri

No Conselho Fiscal, três foram os escolhidos: Osmar Basílio, José Roberto Pagura e Carlos Eduardo da Silva.

Destes, beira o escárnio a escolha de Basílio, principalmente por conta, segundo soubemos após conversa com ex-sócio da Faculdade Drummond, da qual é proprietário, dos hábitos “fiscais” de suas empresas, contrários ao que se espera de um fiscalizador do setor, além da ligação com dirigentes historicamente nefastos do Parque São Jorge.

Por fim, na Comissão de Ética e Disciplina, elegeram-se: Edmilson Parra Navarro, mais conhecido por ser marido da famosa “Cacilda da Fofoca”, apoiadora folclórica de Andres Sanches, além de Ivaney Caires, com histórico, na condição de policial, preocupante e conflitante aos desígnios da pasta, Paulo Roberto Almeida Souza, funcionário do ex-presidente Roberto Andrade em agência de automóveis, além de réu em processo de improbidade administrativa, fraude a licitação, corrupção e formação de cartel como membro da Prefeitura e Cássio Fernandes Augusto, funcionário de Paulo Garcia, dono da Kalunga.

 

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