Ronaldo e Luxemburgo

Ronaldo ‘Fenômeno’ chegou ao Cruzeiro, empresário que é, objetivando ganhar dinheiro em transações de jogadores.

Há quem diga que precise, também, utilizar o clube para formalizar fontes de receita que, por razões diversas, podem estar à margem do conhecimento de alguns.

Não à toa, seu primeiro convite foi a um ‘especialista’: Andres Sanches, ex-presidente do Corinthians.

O cartola alvinegro, apesar da notória parceria com o ex-jogador, decidiu não trocar o certo pelo duvidoso.

Ronaldo, então, segue atrás de colaboradores que possam facilitar-lhe a gestão.

Antes disso, tratou de ‘limpar a casa’.

De cara, eliminou um ‘concorrente’: Alexandre Mattos, parceiro de inúmeros agentes de jogadores.

Ontem, foi a vez de V(W)anderlei(y) Luxemburgo, com direito a humilhação.

O desrespeito pode ser provável vingança do ‘patrão’ que, quando ‘funcionário’, era tratado de maneira semelhante pelo treinador.

Para que o Cruzeiro possa proporcionar a Ronaldo o retorno esperado, se faz necessário obediência irrestrita dos subalternos.

Todos ganham, desde que o chefe defina o que será embolsado.

Qualquer sinal de iniciativa ‘paralela’ será punido com demissão.

Mattos e Luxa serviram de exemplos iniciais.

Ao Cruzeiro restará torcer para que, em meio a esse emaranhado de possibilidades, os jogadores contratados possam formar um time ao menos razoável, ou, com grande sorte, reeditarem o abortivo Flamengo de Jorge Jesus, montado sob premissas assemelhadas.

No Valladolid não deu certo.

O time espanhol do ‘Fenômeno’ caiu para a segunda divisão e, neste momento, amarga desconfortável quinta colocação no torneio.

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