O que será do Corinthians em 2023?

Às portas do rebaixamento no início do Brasileirão 2021, o Corinthians, como num passe de mágica, abandonou a política ‘pés no chão’, prometida em campanha presidencial, para retomar os acordos irresponsáveis.

Quatro jogadores foram contratados com salários superiores a R$ 1 milhão – um deles próximo de R$ 2 milhões.

Por óbvio, o time melhorou e garantiu vaga na Libertadores.

Resta agora seguir pagando a conta.

Basta pequena pesquisa nos diversos tribunais cíveis e trabalhistas, além dos balanços do próprio clube e do Arena Fundo – gestor do estádio – para constatar a impossibilidade de pagar as despesas básicas mensais.

Todas as contas do Corinthians estão bloqueadas, o recebíveis (prêmios, cotas de tv, etc) penhorados e os bens também.

Nesse quadro, Duílio ‘do Bingo’ fez vazar através de seu novo ‘porta voz’, o bem remunerado comentarista Neto, da BAND, eleito conselheiro em chapa oposicionista, que uma de três grandes estrelas será contratada em 2022: Cavani, Suarez ou Diego Costa.

Nenhum deles recebe menos de R$ 3 milhões mensais; Cavani embolsa R$ 6,5 milhões.

A desculpa, como na contratação de Paulinho, é a absorção dos custos através de parceria com empresas.

TAUNSA, responsável pelo volante alvinegro, tem proprietário condenado por duplo-homicídio e acusado de golpes em ações judiciais.

Qual será o padrão do novo ‘sócio’?

O que também não é contado: todos os encargos, comissionamentos e demais despesas são de responsabilidade do Corinthians.

Inclusive os ‘direitos de imagem’, maior parte dos vencimentos que costumam ser divididos entre agentes e cartolas associados.

Dualib, Andres, Gobbi e Roberto Andrade, todos foram campeões pelo Timão.

Não é difícil ganhar quando se gasta o que não tem e a dívida é deixada para o mandatário posterior.

O estádio de Itaquera é exemplo claro.

Com esse time sugerido, é bem provável que novas conquistas sejam comemoradas, mas a que preço?

A ‘bomba’, o ‘limite do cartão’, o ‘fundo do poço’, todos estiveram bem próximos no início de 2021.

O que será de 2023 se 2022 for administrado da mesma maneira que nos últimos quinze anos?

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