São Paulo não tem solução a curto prazo

Herdeiro de gestões terríveis desde os tempos de Carlos Miguel Aidar, o São Paulo, antes vendido como modelo a ser seguido, caminha a passos largos para a inviabilidade.

Esportiva e financeira.

Se o rebaixamento à segunda divisão nacional parece ter escapado (ainda é possível) na bacia das almas, a possibilidade de não estar, novamente, entre os piores em 2022 é remotíssima.

O torcedor não deve tomar como parâmetro, por razões óbvias, o Paulistinha, em que fatores diversos ocasionam, frequentemente, a vitória de equipes horrorosas.

Exemplo claro é o próprio Tricolor.

Com a dívida, segundo recente balancete divulgado, na casa dos R$ 675 milhões e novos empréstimos de R$ 154 milhões, a tendência é que a bola de neve se avolume diante da escassez de arrecadações, várias delas atreladas ao desempenho esportivo recente.

Retornar à política de revelação de jogadores, não para revenda ao exterior ou acumpliciamento com intermediários – como ocorre atualmente, mas objetivando encorpar o elenco profissional, que tem gastado fortunas em mediocridades indicadas apenas para embolsamento de cartolas e agentes, é a única solução se o clube quiser abreviar o período terrível que se avizinha.

O fundo do poço ainda não chegou, mas chegará, se a limpeza política no Tricolor, de fato, não ocorrer de maneira profunda.

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1 Comentário

  1. Concordo com tudo que escreveu Paulinho, exceto a parte que diz que a equipe vencedora do Paulista era horrorosa, porque não era e não é. O que falta é vontade e vergonha na cara de muitos dos atletas que hoje vestem essa camisa.

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