Os tumores do Vasco da Gama

Rebaixado quatro vezes para a segunda divisão nacional; incapaz de retornar à elite em meio a adversários que praticam futebol horroroso, o Vasco da Gama, que aproxima-se de R$ 1 bilhão em dívidas, da maneira em que se encontra, não se salvará.
Sobrarão apenas as lembranças de glórias passadas e uma história magnífica de tolerância em tempos de preconceito.
A única luz no final do túnel é a adesão à SAF, que dificultará a vida da cartolagem e exigirá transparência dos procedimentos, a ser cobrada pelos interessados em investir na agremiação.
Ainda assim, protestos contra a iniciativa estão sendo fomentados em São Januário.
Por detrás, cartolas e conselheiros que sobrevivem do clube.
Vagabundos profissionais que almejam a última gota das tetas quase secas pela corrupção que, há décadas, sustenta a todos eles.
Na linha de frente, torcedores que levam dinheiro para servir de seguranças a essa gente e alguns idiotas úteis que sequer compreendem contra o que estariam protestando.
O Vasco, para sobreviver, precisa antes de tudo eliminar de suas proximidades esses verdadeiros tumores do atraso, que obstam, por esperteza, a única mão estendida para livra-lo da areia movediça.
