Coluna do Fiori

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE
Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.
http://www.navegareditora.com.brEmail:caminhodasideias@superig.com.br

“A justiça não consiste em ser neutro entre o certo e o errado, mas em descobrir o certo e sustentá-lo, onde quer que ele se encontre, contra o errado”
Theodore Roosevelt: foi um estadista, historiador, naturalista, autor e político norte-americano
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Confiando no comparecimento da maioria dos árbitros federados dos anos 1960 a 2005, anexo convite dos integrantes da comissão organizadora para o encontro do dia 08/11/2021


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Até o presente MPT não obteve resposta do SAFESP
Dois possíveis caminhos que poderão ser tomados com a possível negativa ou fraquíssima resposta do letrado jurisconsulto e líder da atual diretoria do SAFESP à indagação inserida na representação emanada do associado Renato Canadinho, no MPT.
1º – Deposição da diretoria por não cumprir o inserido no Estatuto Social/ Regimento Eleitoral 2004, como também: de ter virado as costas para com o prometido no decurso da campanha eleitoral 2019;
Com
Imediata posse da Chapa segunda colocada em virtude do não completar o segundo ano da posse dos atuais dirigentes conforme inserido no estatuto
2º – Destituição, seguida da nomeação de interventor, que, por sua vez, publicara edital convocando nova eleição, assim como: da inscrição das chapas.
No
Meu entender, referente ao item 2, entendo que deva ser chapa única, com abandono de vaidades e esquecer desavenças para gerar União e conversações deliberando a atividade do presidente e vice-presidente,
Ficando
Presidente contatos com dirigentes da FPF, CBF, Clubes. ANAF e entidades representativas abrigadas noutros estado deste Brasil, brasileiro;
Ao
Vice-presidente, a parte administrativa; dentre estas: participação nas concorrências publica dos eventos futebolísticos, idem junto aos clubes não federados que promovem torneios internos, e por ai vai.
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21ª Rodada da Série A do Brasileirão 2021
Sábado 18/09
Chapecoense 0 x 2 Palmeiras
Árbitro: Paulo Roberto Alves Junior (PR)
VAR
Adriano Milczvski (PR)
Item Técnico
Algumas falhas não influentes no resultado
Item Disciplinar
Cartão Amarelo: 02 para defensores da cidade de Chapecó e 02 para palmeirenses
Observação
Expressou falta de atenção para com sua responsabilidade demonstrado ter esquecido no vestiário os cartões amarelo e vermelho, no instante que foi advertir o palmeirense Patrick de Paula, remexendo os bolsos de suas indumentárias sem encontrá-los, tendo se socorrido dos préstimos do quarto árbitro Adriano Milczvski (PR)
Ceará 0 x 0 Santos
Árbitro: Anderson Daronco (FIFA-RS)
VAR
Rafael Traci (FIFA-SC)
Item Técnico
Trabalho natural dos representantes das leis do jogo
Item Disciplinar
Cartão Amarelo: 03 para cearenses e 02 para santistas
Domingo 19/09
Corinthians 1 x 1 América-MG
Árbitro: Savio Pereira Sampaio (DF)
VAR
Wagner Reway (FIFA-PB)
Item Técnico
Trabalho oportuno dos representantes das leis do jogo
Item Disciplinar
Cartão Amarelo: Correto para o corintiano Gabriel Girotto Franco
Vermelho: Direto para Gabriel Girotto Franco por ofender o árbitro após encerramento da contenda
Copa Libertadora da América 2021 – Terça Feira 21/09/2021
Palmeiras 0 x 0 Atlético-MG
Árbitro: Patricio Loustau (ARG)
VAR
Mauro Vigliano (ARG)
Item Técnico
Patricio Loustau acertou por ter apontado a marca da cal quando da penalidade máxima cometida pelo palmeirense Gustavo Gomes no oponente Diego Costa;
Penalidade
Batida por Hulk, com a redonda tocando no poste esquerdo do goleiro, voltando ao campo, jogo seguiu
Item Disciplinar
Cartão Amarelo: 01 para palmeirense, 01 para atleticano
Confira abaixo o programa “COLUNA DO FIORI”, desta semana.
Nele, o ex-árbitro comenta assuntos, por vezes, distintos do que são colocados nesta versão escrita:
*A coluna é também publicada na pagina http://esporteformigoni.blogspot.com
*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.
Política
‘Canudos não se rendeu’
A boçalidade registrada em Nova York é constrangedora para nossas elites
As peripécias envolvendo a comitiva presidencial para participar da Assembleia-Geral da ONU em Nova York demonstram que boçalidade é contagiante. É até possível por hipótese admitir que um político disputando votos, como é o caso de Jair Bolsonaro, calcule ganhar vantagem eleitoral com comportamentos boçais em público. Faz tempo que “tosco” virou “autêntico” (Collor dizia ter aquilo roxo).
Também por hipótese pode-se admitir que ministros de Estado que fazem gestos obscenos para manifestantes (o da Saúde) ou macaqueiam símbolos usados em campanha política pelo presidente (o das Relações Exteriores) – como aconteceu em Nova York – jogaram fora compostura e decoro para agradar ao chefe. Puxa-saquismo e apego ao cargo são reconhecidamente parte da condição humana. Talvez imperdoável, mas compreensível.

Não é por acaso que o mundo empresarial adaptou da política a expressão “cultura corporativa” para descrever como uma figura de comando (um CEO, por exemplo) é capaz de moldar estruturas hierárquicas ao seu estilo e, o que é mais importante, seu modo de pensar. Basta constatar que não só ministros forçosamente metidos na política, como Paulo Guedes, mas também alguns considerados “técnicos” abraçaram teorias boçais de conspiração que sustentam o universo paralelo de Bolsonaro.
Na verdade, o fenômeno da boçalidade contagiante é muito mais amplo e profundo. Já foi tratado na ciência política como “princípio da comunicabilidade”, e o que aconteceu em Nova York é parte dele: são processos pelos quais elites sociais deixam corroer seus valores e acabam vencidas pelo “simples” (no caso, boçal) na conformação do seu universo de pensamentos. Numa imortal passagem literária, é a exclamação de Euclides da Cunha de que “Canudos não se rendeu!”
Em outras palavras, é a admissão quase impossível de ser feita em público por elites (na época de Euclides, as tais “classes letradas”) da falência de suas maçarocas ideológicas e a vigência das crenças (teorias conspiratórias) e o modo bronco e rude de dizer “as verdades”. Não, não se trata de forma alguma de comparar Bolsonaro a Antonio Conselheiro, e muito menos o arraial de Canudos às redes sociais bolsonaristas. Seria uma injustiça com Conselheiro e Canudos.
Mas, sim, de registrar o fato de que o modo de pensar de elites foi vencido pela boçalidade que elas julgaram poder comandar. Provocou em muita gente um sentimento de “vergonha alheia” a boçalidade da comitiva presidencial em Nova York – que abrange dos comportamentos descritos acima à ideia profundamente boçal de que algo mudaria na péssima imagem externa do Brasil a partir de um discurso na Assembleia-Geral da ONU inconsequente, dirigido em primeira linha aos convertidos do bolsonarismo.
Boa parte das elites sociais brasileiras repudia o que viu e ouviu em Nova York e se sente ofendida diante da, no mínimo, reiterada desonestidade intelectual dos que falaram pelo Brasil. Esse sentimento de “aquilo não somos nós” foi aprofundado pela noção do ridículo de ver o País virar piada pronta – a de ter na comitiva presidencial um ministro da Saúde transformado em potencial “super spreader” do vírus que o chefe minimizou, e a delegação brasileira em risco para o resto do mundo na sede da ONU.
A vergonha é genuína. Em parte ela surge de uma constatação profundamente desagradável: a de que nossa sociedade nem de longe venceu desigualdade, miséria e injustiça social em todas as suas formas. Ao contrário do que possa parecer, porém, a frase “Canudos não se rendeu” não é a descrição do triunfo da ignorância, ou uma denúncia do atraso social.
Era um duríssimo recado de Euclides da Cunha (que alguns descreveram como um “conservador lúcido”) às elites da sua época: vocês não conseguiram derrotar um universo de pensamentos, vocês são parte dele, com suas ideias pretensamente científicas e populares. Nesse sentido, Canudos vive.
Jornalista William Waak – Publicado no Estadão do dia 23/09/2021
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Finalizando
“Pode-se fazer política com ética e respeito ao cidadão. Para tal, basta ter decência e caráter!”
Joel Vieira Caldas: Pensador
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Chega de Corruptos e Corruptores
Se liga São Paulo
Acorda Brasil
SP-25/09/2021
