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Acusado por diversos crimes, novo coordenador da Seleção Brasileira é agente de jogadores e aliado de Collor de Mello

Fernando Collor e Gustavo Feijó

Não espanta, diante do histórico da Casa Bandida, que o vice-presidente Gustavo Feijó tenha sido indicado para ocupar o cargo de Coordenador da Seleção Brasileira, vago desde a humilhante demissão do semelhante Andres Sanches.

Aliado do ‘ilibado’ senador Fernando Collor de Mello, o cartola, ex-presidente da Federação Alagoana, manda e desmanda no Município de Boca da Mata (AL), local em que aproveita-se do clube Santa Rita, presidido pelo filho, Felipe Feijó (que utiliza o sobrenome “Omena” no intuito de disfarçar o parentesco) para facilitação de seus negócios.

Felipe “Omena” Feijó é também o atual presidente da Federação Alagoana, em perpetuação da dinastia familiar no Estado.

Ainda em Alagoas, o Corinthians Alagoano tem outro parente do vice da CBF no comando, o irmão João Dantas Feijó.

Gustavo Feijó, além do ótimo trânsito na CBF, é agente de jogadores, o que, por si, dentro de um contexto decente, o desqualificaria como gestor da Seleção Brasileira.

Relatório Paralelo da CPI do Futebol, no item 2.9. – Fraudes no Registro de Atletas de Futebol, elencou denúncias publicadas pelo Blog do Paulinho (detalhes ao final da matéria), algumas delas protagonizadas pelo cartola (citado no documento):

“Com a instalação da CPI do Futebol – 2015, notícias de crimes envolvendo determinados atos jurídicos regulamentados e controlados pela CBF, mais precisamente sobre Registros e Transferências de Atletas de Futebol, chegaram ao conhecimento desta Comissão Parlamentar de Inquérito”

“As matérias jornalísticas revelam um esquema criminoso montado na Confederação Brasileira de Futebol, tendo como partes envolvidas: diretores da própria CBF; empresários ligados ao ramo do futebol; entidades estaduais de administração do futebol (federações); entidades de prática do futebol (clubes); e o Superior Tribunal de Justiça Desportiva – STJD”

“As denúncias descortinam um esquema criado para favorecer economicamente a grupos criminosos que aliciam jogadores, sem o conhecimento da agremiação com a qual o atleta possui vínculo contratual de trabalho, para em seguida negociá-los, com a obtenção de lucros exorbitantes, em detrimento do clube empregador. A bandalheira materializa as famigeradas “transferências pontes”, por meio de clubes popularmente conhecidos como “barriga de aluguel””

“O conluio delituoso impõe necessariamente fraudes nos registros de responsabilidade da CBF, especialmente no Boletim de Informação Diário do Atleta – BID, uma vez que as normas dispostas no Regulamento Nacional de Registro e Transferência de Atleta de Futebol coíbem veementemente a prática das “transferências pontes”, entendida como toda transferência que envolva o registro do atleta em um clube intermediário sem finalidade desportiva, visando à obtenção de vantagem, direta ou indireta, por quaisquer dos clubes envolvidos (cedente, intermediário ou adquirente), do atleta ou de terceiros”

“Oportuno advertir que, inegavelmente, o “caminho das fraudes” também passa pelo sistema denominado FIFA/TMS – Transfer Matching System, que consiste numa plataforma de dados da FIFA, de preenchimento obrigatório pelos membros associados da entidade, justamente para melhorar a transparência, a eficiência e a governança envolvendo transferências de jogadores entre clubes e associações de futebol”

“Com efeito, as denúncias, devidamente protocoladas na Secretaria de Comissões do Senado Federal, apontam diretamente para REYNALDO BUZZONI DE OLIVEIRA NETO e GUSTAVO DANTAS FEIJÓ, respectivamente, Diretor de Registro e Transferências e Vice-Presidente da Confederação Brasileira de Futebol, com fortes indícios de cometimento de crimes contra a fé pública e o patrimônio, sem afastar possíveis condutas criminosas atentatórias à ordem tributária e contra o sistema financeiro”

Em 09 de junho de 2017, a Polícia Federal, através da ‘Operação Bola Fora’ executou mandados de busca, apreensão e até de prisão (de Felipe Feijó), relacionados às atividades criminosas ligadas ao vice-presidente da CBF, entre as quais o possível recebimento, via Caixa 2, de R$ 600 mil em doações da Casa Bandida, utilizados, supostamente, em sua candidatura à prefeitura, no ano de 2012.

Menos de dois anos após, em fevereiro de 2019, Gustavo Feijó foi afastado, por decisão da Justiça de Alagoas, do cargo de Prefeito de Boca da Mata/AL, acusado de desviar, no mínimo, R$ 28 milhões, num esquema criminoso que teria participação de onze servidores, durante os anos de 2013 a 2018.

R$ 22 milhões em bens do ex-prefeito foram confiscados.

No atual contexto da CBF, seria impossível Feijó assumir a coordenação da Seleção sem o aval de Marco Polo Del Nero, banido do futebol pela FIFA e impossibilitado de sair do pais sob risco de prisão por acusações de corrupção.


ROLOS DE FEIJÓ COM O DEPARTAMENTO DE REGISTRO DA CBF E NAS FEDERAÇÕES ALAGOANAS E CEARENSE PARA DESVIAR JOGADOR DE FUTEBOL

mauro carmélio marin e havelange

Tramita na Justiça o caso do jogador Bismark, então vinculado ao Palmácia (CE), que destacou-se em empréstimo ao ABC, passando, então, a receber propostas de clubes e empresários.

Por ingerência de Gustavo Feijó, ação para tentar romper o vínculo do atleta com a modesta equipe cearense foi motivada, resultando em liminar que suspendeu o contrato, mas não rescindiu.

Ou seja, o caso seria avaliado, ainda, no mérito.

Porém, em interpretação distorcida da decisão judicial, no claro intuito de favorecer os interesses do vice da CBF, o Departamento de Registros rescindiu o contrato de Bismark, avisando ao Santa Rita (AL), ligado ao dirigente, que tratou de registrá-lo.

detalhe: sem precisar pagar um centavo ao Palmácia (CE).

Em sequencia, Feijó, por intermédio da equipe dirigida por seu filho, emprestou o atleta ao Narjan SC, da Arábia Saudita, equipe que tem outro parceiro do dirigente da Casa Bandida, o treinador e empresário Helio dos Anjos, como responsável pelo departamento de futebol.

No referido processo, instruído pelos advogados, Bismark alegou desejar a rescisão porque o Palmácia vivia emprestando-o a outras equipes, exatamente o mesmo procedimento que aceitou, sem reclamar, ao ser inscrito em Alagoas.

Observando a documentação oficial das transações é fácil notar os procedimentos de facilitação.

Bismark assinou contrato com o Santa Rita (AL) em 14 de janeiro de 2016, porém o documento só foi publicado no BID da CBF em 18 de janeiro, data em que a transação internacional para Arábia foi concretizada.

Somente após todo esse trâmite, em 19 de janeiro, é que o Palmácia, que, em tese, ainda seria detentor do vínculo do jogador, foi notificado dos procedimentos.

Outro fato que exemplifica bem a obscuridade do negócio, é que Bismark viajou para assinar com o Narjan apenas no dia 19, saindo de São Paulo, utilizando-se do voo das 21h48m da Emirates Arlanes, chegando à Arábia no dia 20, às 19h.

É impensável, em procedimento usual, o jogador ser transferido sem ter chegado ao país de destino, antes mesmo de assinar o contrato de empréstimo e sem a solicitação, obrigatória, da Federação Árabe.

Em exemplo, seria o mesmo que o Ibis comunicar o Departamento de Registros da CBF que vendeu um de seus atletas ao Barcelona, sem a confirmação da equipe catalã, e a transferência, em confiança, ser efetivada.

Ainda assim, existe o risco do negócio não se concretizar, por diversos motivos, entre os quais lesões do jogador, que somente poderiam ser constatadas após exames médicos de admissão.

Para viabilizar a operação, foi necessário o aval da Federação Cearense de Futebol, que, não por acaso, é presidida por Mauro Carmelo (foto com Marin e Havelange), amigo pessoal de Gustavo Feijó.

Carmelo estava com Marin na Suiça no episódio que levou à prisão do então presidente da CBF pelo FBI, testemunhando a operação, a fuga de Marco Polo Del Nero, e votando, em nome da Casa Bandida, nas eleições presidenciais da FIFA (há quem diga, beneficiado por generosa gratificação).

BID DA CBF

bid bismark 1

TMS DA FIFA

tms bismark 2

LIBERAÇÃO DE BISMARK, ASSINADA POR REYNALDO BUZZONI, DIRETOR DE REGISTROS DA CBF

passaporte de jogador

Troca de emails entre a Federação de Alagoas, presidida por Felipe “Omena” Feijó (filho do dirigente), solicitando informações (sem justificativa) sobre a equipe do Palmácia (CE) (da qual o jogador Bismark foi desviado) e a Federação do Ceará, que tem como mandatário Mauro Carmelo, de estreita ligação com a cúpula da CBF (a ponto de votar pela entidade em eleição da FIFA):

email 1 email 2

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