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Forças Armadas agonizam antes da queda do Genocida

Ontem (07), após novas revelações de desvios de conduta de militares brasileiros, o Ministério da Defesa, em Nota Oficial assinada pelo Ministro General Braga Netto e demais comandantes de Exército, Marinha e Aeronáutica, decidiram sobrepor a realidade em ataque aos Senadores que desvendam mal feitos das instituições.

É fato que, seja individualmente ou coletivamente, as Forças Armadas estão em delito.

Não faltam crimes a serem imputados, inclusive, a generais da ativa.

Desde a pequena rapinagem, efetivada com parceria de subalternos de empresas inidôneas, até cumplicidade em Genocídio.

Em referência à Nota, a reclamação se deu porque o Presidente da CPI, Omar Aziz, ao dirigir-se ao depoente, Roberto Dias, que era militar, disse que os bons da instituição estariam envergonhados do que testemunham na Comissão.

Foi o suficiente para a carapuça servir para alguns e o recibo, ou, oficialmente, a Nota, ser publicada.

Do texto, destacamos:

“A Marinha do Brasil, o Exército Brasileiro e a Força Aérea Brasileira (…) gozam de elevada credibilidade junto à nossa sociedade conquistada ao longo dos séculos”.

“(…) as Forças Armadas do Brasil pautam-se pela fiel observância da Lei e, acima de tudo, pelo equilíbrio, ponderação e comprometidas, desde o início da pandemia de Covid-19, em preservar e salvar vidas”

“As Forças Armadas não aceitarão qualquer ataque leviano às instituições que defendem a democracia e a liberdade do povo brasileiro”

Não é verdade.

A credibilidade desse grupo se esvaiu quando do Golpe de 64 e a consequente instauração de longa ditadura do pais.

Nesse meio tempo, entre a retirada, a forceps, torturas e mortes, das liberdades de brasileiros e a retomada democrática, barbaridades diversas foram cometidas, inclusive a ocultação de corrupção mediante censura da mídia.

Criaram-se, então, narrativas falsas para justificar a atuação dos militares e a incorreta percepção de que, apesar de tudo, eram honestos e saíram ‘pobres’ do poder – aliás, frase utilizado por Aziz na CPI, convenientemente esquecida na manifestação dos generais.

Desde então, acoelhados sob a insignificância global e a força da democracia, os militares, sem força nem apoio popular para retomada de poder, encontraram no então ‘projeto de genocida’ a oportunidade, sem a necessidade de confronto – ao menos a princípio – de retornarem a postos relevantes do Governo.

Para manter o status e, principalmente, as benesses, fecharam os olhos para sucessivas humilhações impostas pelo Presidente, recompensadas por centenas de cargos num evidente aparelhamento de Estado, imoral e antipatriótico.

Porém, diferentemente dos anos de chumbo, a imprensa, ainda livre, e o parlamento, por enquanto atuante, diariamente, revelam à população o quanto nossas forças militares, sejam elas ligadas ao Ministério da Defesa ou às facções milicianas dos Estados, trabalham, quando não em favor da corrupção, do abafamento de casos envolvendo seus bandidos.

Todos em apoio ao projeto de poder do facínora do Planalto, que os trata, no laço da subserviência, com a falta de respeito não ocorrida – como falsamente descrita – na CPI do genocídio.

Voltando ao manifesto, sobre pautarem-se ‘pela fiel observância da Lei’ e estarem comprometidos ‘desde o início da pandemia de Covid-19, em preservar vidas’, tratam-se de bravatas desmentidas, com enorme clareza, pelo silêncio diante dos responsáveis pelas mais de meio milhão de mortes inocentes no país, personificadas no constrangedor ‘ele manda, eu obedeço’ de um general da ativa diante do assassino da nação.

General, aliás, que afrontou as Forças Armadas, como Aziz nunca fez, mas, diferentemente deste, em vez de nota de repúdio ganhou a absolvição de um Tribunal Militar complacente com a vergonha, além de nova fonte de ‘embolsamento’ de recursos na nação.

Por fim, a intimidação implícita da frase final do comunicado nada mais é do que a expressão pura do desespero daqueles que perceberam a proximidade do final da linha, sem chance, como no passado, de apoio internacional para ousadias maiores.

Bolsonaro é caso raro, certamente por burrice, de governante desalinhado com as nações mais relevantes, ainda que estas pensem e atuem em sentidos nitidamente opostos.

Todos, Governo e apoiadores, cairão, alguns esperneando, outros presos e muitos fugindo, sorrateiramente, pelas portas dos fundos.

Espera-se, para nunca mais voltarem.

Esse é o temor das Forças Armadas, o da oportunidade perdida pela equivocada adesão, e proteção, em troca de acordos espúrios, a um sujeito que, desde os tempos de agitador do Exército, demonstra, diferentemente do que discursa, enorme desprezo pela ‘honra’ militar.

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Um comentário sobre “Forças Armadas agonizam antes da queda do Genocida

  1. Jose Ricardo

    O ditador Mao Tse Tung afirmou: “O Partido Comunista precisa controlar todas as armas, pois desta forma as armas nunca poderão ser usadas para comandar o Partido”, algo que o o boquirroto Aziz deveria saber antes de falar a mer.. que falou. Quem brinca com fogo geralmente acaba se queimando, porque militares não ameaçam, agem. Aziz e sua gangue criaram a crise com militares agora querem arrastar o Senado todo, a última vez que um parlamentar desafiou o Exército sabemos bem como isso terminou. Aziz pra quem não sabe é indiciado por corrupção num escândalo na saúde no Amazonas envolvendo nada menos que R$ 260 milhões, sua mulher chegou a ser presa e nem visitar o Mickey na Flórida ele pode porque está com passaporte apreendido pela Justiça.

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