Duílio ‘do bingo’ é o presidente que obedece

Bastaram sete meses de ‘gestão’ para verificar o real tamanho de Duílio ‘do Bingo’ Monteiro Alves no Corinthians: o de subalterno com a necessidade de se manter no cargo para salvar as finanças da família.
Desde sempre foi assim.
À época da diretoria de futebol, Duílio juntou-se à empresa ‘Providence’, de Miami/EUA – durante o período em que precisou se ausentar do Brasil, acossado que estava pela justiça -, facilitando negócios obscuros de Andres Sanches, entre os quais a contratação de Alexandre Pato.
Pelos serviços prestados, tornou-se ‘presidenciável’, sob a condição evidente de submissão.
Antes disso, retornou à diretoria de futebol ao mesmo tempo em que mantinha, em paraíso fiscal, uma conta de depósitos, apesar de estar com bens e finanças bloqueadas no Brasil.
Oficialmente, Duílio não tem renda nem apresenta sua fonte de sobrevivência, apesar de, nitidamente, sobrar-lhe dinheiro no bolso.
Eleito presidente, o herdeiro dos Monteiro Alves tem obedecido às combinações, cedendo o comando do clube, extra-oficialmente, aos que sempre estiveram no poder.
Enquanto o futebol segue meio de sobrevivência de Andres Sanches, o clube é comandado por André Negão e a base pelo bicheiro Jaça.
Todos sem cargo.
Não se esperava, porém, que a submissão se estendesse a outros ‘comandantes’.
Sem coragem, Duílio obedece a qualquer um que lhe seja firme nas imposições, entre os quais a organizada Gaviões da Fiel, que basta ‘pisar o pé’ para ver o cartola tremer as pernas.
O único pedido da torcida, por enquanto, não atendido, foi a demissão de Roberto Andrade, somente porque retirá-lo do cargo, sem a devida ‘compensação’ – ainda mais agora que o dirigente foi expulso da própria empresa acusado de roubo -, seria o mesmo que colocar o próprio pescoço na guilhotina, parceiros que sempre foram de negócios obscuros e rabos entrelaçados.
Ontem, logo após receber a mensagem ameaçadora de Jarrão, vice dos Gaviões, prometendo derrubá-lo do cargo se não demitisse o Gerente de Comunicação Marvio dos Anjos, Duílio não pensou duas vezes e obedeceu.
É nesse contexto, de um ‘presidente que obedece’, mas embolsa – talvez até por isso, que o Corinthians caminha a passos largos para o segundo rebaixamento esportivo de sua história.
