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Corinthians gastou quase R$ 1 milhão por minuto no contrato de volante cedido gratuitamente para o Marítimo/Portugal

Jean Eduardo Ferreira Corinthians (Foto: Diego Ribeiro)

Em 26 de agosto de 2016, o Corinthians, sob a gestão Roberto Andrade, pagou R$ 1 milhão (parcelado) para trazer o desconhecido volante Jean, que atuava no Paraná Clube.

Apesar disso, o contrato foi assinado por longos cinco anos.

Jean jogou apenas 13 minutos pelo Corinthians, divididos nos duelos contra Sport e Internacional, pelo brasileirão de 2016.

Em 2017, o atleta foi emprestado ao Vasco da Gama, em 2018 e 2019 ao Botafogo/RJ e em 2020 ao Vitória/BA.

Eis que, no dia 15 de setembro de 2020, de maneira estranha, Andres Sanches, um ano antes do término do vínculo com o volante, não apenas rescindiu o contrato do jogador, como assinou dois documentos de confissões de dívidas, que, somados, atingem R$ 973.711,39.

R$ 650,6 mil para a pessoa física de Jean (justificado como remanescente da compra dos direitos econômicos – foram pagos R$ 350 mil de R$ 1 milhão) e R$ 323 mil à jurídica (direitos de imagem).

Uma semana depois de garantir a saída do Corinthians a ‘custo zero’, apesar do Timão ter desembolsado os R$ 350 mil da contratação, além de quatro anos de salários (R$ 200 mil mensais; quase R$ 2,5 milhões anuais) para que jogasse em adversários, e de tornar-se credor de quase R$ 1 milhão, no dia 22, Jean assinou contrato com o Marítimo, de Portugal, sem um real de compensação ao alvinegro.

Levando-se em consideração que Jean jogou quatro de seus cinco anos de contrato no Corinthians, o clube, na totalidade de sua passagem pelo alvinegro, gastou, aproximadamente, R$ 10 milhões em salários, R$ 350 mil na contratação e R$ 973,7 mil na rescisão.

Porém, o prejuízo não ficou por aí.

O leitor do Blog do Paulinho sabe que, no Corinthians, alguns jogadores e intermediários são orientados a assinarem, como feito por Jean, contratos de confissão de dívida sabedores, previamente, de que não serão honrados.

Este procedimento joga a pendência para a Justiça, em que o clube, para se defender, apesar de possuir corpo jurídico, contrata escritório terceirizado e os cartolas beneficiam-se, também, da generosidade dos advogados.

Além disso, o atleta fica satisfeito porque vê a dívida aumentar, tendo a certeza de que será paga quando dos bloqueios das contas e recebíveis diversos do Corinthians.

Somente no último mês, por exemplo, a Rede Globo quitou duas execuções milionárias promovidas contra o clube pelo agente Fernando Garcia, que, comprovando a tese, nunca deixou de fechar negócios com o Timão.

Nesse contexto, Jean, no recente dia 30, ingressou com dois processos contra o Corinthians (como pessoa física e jurídica) cobrando a pendência confessada, com os devidos acréscimos de juros e demais correções.

Ou seja, os R$ 650,6 mil transformaram-se em R$ 827.739,58 e os R$ 323 mil em R$ 381.559,18, totalizando R$ 1.209.298,76 (se contar despesas jurídicas não calculadas).

Refazendo a conta, constatamos que o Corinthians gastou, entre salários, contratação e confissão de dívida, quase R$ 12 milhões para que Jean jogasse apenas 13 minutos pelo clube.

Próximo de R$ 1 milhão por minuto.

Absurdo que, somados a outros, amplamente documentados neste Blog do Paulinho, deveria servir de base, no mínimo, para a expulsão da cartolagem que, até os dias atuais, segue enriquecendo na medida em que o Corinthians empobrece.


Distrato ‘pessoa jurídica’ de Jean


Confissão de dívida à ‘pessoa física’ de Jean


Transferência da carreira de Jean comprovando saída a ‘custo zero’ do Corinthians

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