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Del Nero e o novo afastamento de Caboclo da CBF

Ontem (01), em reunião emergencial, a diretoria da CBF, sob benção extraoficial de Marco Polo Del Nero, prorrogou o afastamento de Rogério Caboclo do comando da entidade por mais 60 dias.

Diante desse quadro, é provável a judicialização.

Essa nova movimentação na guerra de bastidores da entidade teve duas motivações óbvias: a possibilidade de retorno de Caboclo antes da decisão do Conselho de Ética e a troca de farpas, públicas, entre o cartola e Del Nero.

Ficou ainda mais claro quem, de fato, manda na Casa Bandida, apesar de não poder fazê-lo, há tempos, por decisão da FIFA.

Diante de tantas mentiras, algumas verdades parecem claras e estão postas à mesa.

É fato que Caboclo agia como canalha diante da ex-funcionária que o denunciou, e gravou.

A proximidade da cerimonialista com Del Nero, anterior ao afastamento deste, também é testemunhada.

Razão pela qual é perfeitamente crível que o ex-presidente, como alertado ontem, tenha negociado o silêncio da vítima pelos tais R$ 12,4 milhões, demonstrados numa conta de ‘papel de padaria’ com a suposta letra do cartola.

A moça, além de vítima seria também vilã?

Parece mais provável, embora nada possa ser descartado num submundo do futebol em que a inocência é rara, um sequestro emocional, com objetivos políticos e, tudo indica, também financeiros, de quem estaria se aproveitando do medo de quem, em tese, teria pedido socorro.

Nesse contexto de imoralidades, desde as comprovadas às sugeridas, que a CBF, há décadas, tem prejudicado o futebol brasileiro em favor dos interesses de grupos amparados pelo judiciário brasileiro, infestado de juizes, desembargadores e promotores a serviço da ‘patota’, porque dela também fazem parte, conforme comprovam os quadros de conselheiros e diretores de clubes e Federações.

Num país sério, todos os ex-presidentes da CBF, além de alguns dirigentes, estariam encrencados com a Lei, como José Maria Marin bem sabe e sentiu na pele.

Por aqui, essa gente é tratada como ‘de bem’ em jantares, salas de reuniões e cadeiras de tribunais, como testemunhou, diversas vezes, este Blog do Paulinho, ao ver magistrados quase beijando as mãos de bandidos que o processavam.

A formação de uma Liga, desde que tratada com seriedade, concomitantemente à extinção das embaixadas da corrupção, que são as Federações, e o isolamento da CBF para que cuide, se tanto, apenas da Seleção Brasileira seria a solução a ser tentada.

Talvez o último suspiro de um futebol que já foi o melhor do mundo e hoje respira, com dificuldades, por aparelhos.

Caboclo diz que manuscrito de Del Nero pede dinheiro para evitar denúncia de assédio

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