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Racismo ‘justificado’ no Conselho do Corinthians

Ricardo Maritan

Horas após a diretoria do Corinthians, de maneira correta, decidir pelo desligamento do lateral Danilo Avelar, flagrado cometendo ofensa racista contra adversário de videogame, iniciou-se uma triste discussão entre conselheiro alvinegros.

Muitos, apesar das provas contundentes, tentaram relativizar o fato, por conta do posterior pedido de ‘desculpas’ do atleta – que somente aconteceu mediante pressão.

Outros, pensaram nas perdas financeiras que o Corinthians teria ao dispensá-lo.

O mundo mudou e essa gente insiste em permanecer no atraso.

Não há margem possível para tolerância aos preconceitos, sejam eles de raça, orientação sexual, contra mulheres, etc.

É obrigação do ser-humano, diante de tantas fontes de informação, estudar a respeito e, principalmente, colocar em prática o aprendizado.

No caso específico de Avelar, quem poderá mensurar o sentimento dos torcedores pretos atingidos, ainda que indiretamente, pelo preconceito de quem, até então, tratavam como ídolo?

Essa discussão não deve ser travada pela imensa maioria branca, com grande incidência de preconceituosos, do Conselho corinthiano, em meio à tímida representação de diversidade.

O Corinthians é, desde a origem, símbolo de união dos mais humildes; dos perseguidos.

Era no estádio do Pacaembu (cada vez menos em Itaquera) que as classes sociais se uniam numa tribo única, momento em que até o mais vil dos neo ‘feitores’, principalmente no êxtase do gol, abraçava-se ao ‘escravo’ da era moderna.

Por noventa minutos, aquele pedaço de mundo apresentava-se perfeito.

Quantos não repensaram seus preconceitos nessa verdadeira ‘sala de aula’ proporcionada pelo amor a um clube de futebol?

Seria inaceitável, nesse contexto, perdoar qualquer ato de racismo.

Ainda que os cartolas do Corinthians tenham demorado quase oito horas, após o anuncio de que investigavam o caso, para tomar a única decisão possível, em meio a tratativas comerciais indevidas e consultas jurídicas compreensíveis, o fato é que o respeito à imagem do clube, de seus torcedores e da civilização em geral foi preservado.

Como tinha que ser.

A Danilo restará seguir adiante, reservando tempo para, entre uma partida ou outra de videogame, estudar para modificar a maneira de pensar e agir diante do que lhe parece diferente.


Ricardo Maritan, Augusto Melo e José Avenia Neri

Abaixo, destacamos um exemplo de ignorância: postagem de Ricardo Maritan, candidato a vice-presidente na chapa encabeçada por Augusto Mello nas recentes eleições, justificando, financeiramente, seu desacordo com a correta decisão da diretoria do Corinthians

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Um comentário sobre “Racismo ‘justificado’ no Conselho do Corinthians

  1. Ulisses

    olha eu não demitia o Avelar pelo histórico dele nunca causou probelma eu afastaria pagaria todo o historico da conversa depois multaria usaria ele para faz campanha contra o racismo si Neto fizesse aquele ato contra juiz você acha que seria idolo do Corinthians hoje? o fato não demitir o pelo historico ele pediu desculpas reconheceu o erro não sou racista sou nego deficiente então eu sei muito bem o que o racismo preconceito eu acho que diretoria está usando isso do caso do Avelar da chuteira verde do jó para desvia o foco do time ruim do tecnico ruim

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