Levante de atletas impediu Vôlei brasileiro de sofrer em Tóquio

Às vésperas das Olimpíadas de Tóquio, a CBV enviou ofício a seus atletas com ameaças, entre as quais de cortar 50% dos salários, aos que insistissem em jogar com tênis de marca diferente da Asics, patrocinadora da Confederação.
Precisou um levante de jogadores para que a posição fosse revista.
Ontem (26), o Blog do Paulinho teve acesso a relatos de atletas olímpicos que reclamaram de bolhas nos pés que prejudicaram rendimentos em competições pretéritas.
Falou-se, inclusive – desta vez um jornalista, que um dos fatores prejudiciais para o desempenho da Seleção Brasileira contra a Itália no Mundial de 1982 foi exigência semelhante da CBF, que ocasionou bolhas em carne viva nos pés de Toninho Cerezo – e não somente dele.
Esse tipo de discussão, após décadas de constatação desses equívocos, demonstra o atraso da cartolagem.
Por sorte, ao que parece, a empresa, atenta à insatisfação dos atletas, não gostaria, ainda mais em tempos que as informações se difundem com celeridade, de ficar conhecida como a marca que prejudicou a luta brasileira nos Jogos Olímpicos.
