Avança a proposta de transformar clubes em empresas no Brasil

Ontem, num webinar promovido pela AASP (Associação dos Advogados de São Paulo), o senador Carlos Portinho (PL-RJ), relator do Projeto que objetiva transformar clubes em empresas, esclareceu pontos importantes da proposta, que deve ser finalizada até a metade do ano.
Um deles é a alteração do texto anterior que previa, em caso de falência de uma agremiação, a separação de sua marca, impedindo que fosse juntada em eventual leilão.
Portinho disse que não há como retirar dos credores a possibilidade de ressarcimento do principal ativo do devedor.
Ou seja, se fechar as portas, outros investidores deverão comprar a marca e dar sequência ao clube.
A CBF, segundo o Senador, estaria aberta à mudança, embora, por razões conhecidas, é sempre bom não apostar no que diz a cartolagem nacional.
Outra modificação relevante é a inclusão do passivo da agremiação na transformação em empresa, ou seja, quem investir comprará o produto no exato estado em que se encontra.
Pela proposta original, a empresa seria criada numa espécie de nova contabilidade, com as dívidas anteriores sendo pagas de acordo com os acertos e condições pretéritas inerentes a um clube, supostamente, sem fins lucrativos.
A adesão ao ‘clube-empresa’ será facultativa, mas, é pouco provável que as equipes mais relevantes fiquem de fora.
Apesar de que, em alguns casos, principalmente em sistemas feudais, como o do Corinthians, haverá briga de foice para retirar a mamata dos que sobrevivem do clube sem fiscalizações, nem punições relevantes.
