Advertisements

Coluna do Fiori

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

http://www.navegareditora.com.brEmail:caminhodasideias@superig.com.br

apito limpo

“Pessoas sem firmeza de caráter gostam de culpar o destino. Isto as alivia da necessidade de fazer valer sua própria vontade e de assumir a responsabilidade das coisas”

Ivan Turgueniev: foi um romancista, poeta, escritor e divulgador da literatura russa no Ocidente

———————————————————

Nota de passamento

Deste para o planeta superior, do ex-árbitro e diretor do SAFESP de minha época: João Leopoldo Ayeta, acontecido dia 27/03 no município Monte Alegre do Sul situado no circuito das aguas do estado de São Paulo; ensejo que seu espirito tenha muita Luz e Paz.

Rememorando

Entre eu e João Leopoldo Ayeta adveio lamentoso embate usado espertamente pelo então presidente José de Assis Aragão, findado na minha primeira expulsão do SAFESP

//// // // // //// // // // // // /// /// ///

A correta

Participação do MP na paralização do Paulistão 2021, certamente está evitando o propagar do vírus COVID 19 para os atletas, árbitros e todos os que exercem atividade nestes eventos, conduziu minha atenção para uma das partidas da Copa do Nordeste 2021

Quarta Feira 31/03

Santa Cruz 1 x 2 Sport

Árbitro: Wagner Reway (PB)

Assistente 01: Luís Filipe Gonçalves Correa (PB)

Assistente 02: Schumacher Marques Gomes (PB)

Item Técnico

1º – No ato marcou a penalidade máxima cometida por um defensor do Sport no oponente Alan Cardoso, acontecida na metade do campo fiscalizada pelo assistente 01;

Porém

O boto-branco do sibilo demorou tempão para autorizar a cobrança da penalidade cobrada por Pitico, redonda no travessão, voltado e jogo seguiu.

2º – Boto-branco concordou com o assistente 01, no momento que ergueu o bração balanceando a bandeirinha sinalizando a posição de impedimento do jogador Willian Alves, defensor do Santa Cruz no instante que cabeceou a redonda profundo da rede adversaria.

3º – Placar apontava 0x0, quando do lance sucedido no interior da área da metade do campo fiscalizada pelo assistente 02, findado no fundo da rede da Santa Cruz;

De imediato

via TV, não notei irregularidade, depois de ver o vídeo, verifiquei que o pé direito do Rafael Thyere estava pouco a frente do penúltimo oponente; fator que, pela distância, deve ter prejudicado a visão do assistente 02.

4º – Gol do empate 1 x 1 teve origem na penalidade máxima cometida por Patric defensor do Santa Cruz no oponente Madson, cobrada por Chiquinho.

5º – O gol da vitória do Sport gol da virada, saiu de pênalti sinalizado pelo boto-branco lances depois da bola cabeceada por Adryelson ter batido na mão esquerda acima do ombro do opositor Ítalo;

Penal

Batido por Toró decretando a vitória do Sport.

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: 06 para defensores do Sport e 01para defensor do Santa Cruz

Cartão Vermelho: Marcel: do Santa Cruz e Rafael Thyere do Sport

Observação

Seguido da marcação da falta cometida por Rafael Thyere, boto-branco o advertiu com cartão amarelo; não acreditando em si, assoprador ouvindo o assistente 01, mudou do amartelo para o vermelho.

Conclusão

Wagner Reway como sempre expôs péssimo trabalho nos itens técnico e disciplinar


Confira abaixo o programa “COLUNA DO FIORI”, desta semana.

Nele, o ex-árbitro comenta assuntos, por vezes, distintos do que são colocados nesta versão escrita:

*A coluna é também publicada na pagina http://esporteformigoni.blogspot.com

*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.


Política

Uma ‘justiça’ de mentira nesta república da trapaça

Trapaceiro chefia Executivo, Centrão controla Congresso e STF mente em votos

Primeiro presidente eleito pelo voto direto sob a Constituição de 1988, dita “cidadã” por Ulysses Guimarães, Fernando Collor prometeu combater privilégios e foi derrubado em impeachment por corrupção. Fernando Henrique nomeou o grupo responsável pelo Plano Real, que pôs fim à inflação, mas traiu o espírito da Lei de Responsabilidade Fiscal, que patrocinou, ao impor a própria reeleição, e nutriu o embrião do Centrão ao adotar o presidencialismo de coalizão (ou de colisão?). Lula entregou dois governos a empreiteiros corrupteiros, que, como relatou o figurão do Partido dos Trabalhadores (PT) Antônio Palocci, redigiram 900 de mil medidas provisórias, impostas ao Congresso. E levou seu poste Dilma Rousseff a ganhar duas disputas atribuindo a adversários o crime de surrupiar refeições do trabalhador, em campanhas de marqueteiros pagos por propinas de beneficiários, segundo vasto relato de magotes de delatores. Ela caiu do alto da torre em impeachment por contabilidade fajuta.

Em meio mandato, Itamar Franco foi o único da lista a honrar o cargo de 1988 para cá. Pilhado numa conversa marota com Joesley Batista, nos porões do Jaburu, Michel Temer chegou até a ser preso, quando seu meio mandato finou. E Jair Bolsonaro ganhou a disputa em 2018 aplicando golpes que aprendeu na prática da velha política, da qual se dizia exterminador. Em meio mandato, o atual chefe do Executivo superou os antecessores em trapaças: eleitos a bico de pena da Primeira República, apaniguados do ditador do Estado Novo fascistoide, o mar de lama de Getúlio, acusações contra JK, truques de Jânio e a corrupção censurada dos generais que deram o golpe em 1964. Vitorioso sem debates e eleito num palanque de leito hospitalar, ele traiu os votos que recebeu de antipetistas, de quem queria ver gatunos na cadeia e do soi-disant mercado, que confiou em suas lorotas de reformas e privatização. Sob a bandeira de “mais Brasil e menos Brasília”, ele acorrentou 100 milhões de brasileiros que produzem a 11 milhões e meio de marajás que desmandam na “Pátria amada”, que não ama os filhos deserdados.

Tudo sob vigilância e controle do Centrão de antanho, de Arthur Lira, sub-Cunha importado das Alagoas de Renan e Collor. E Rodrigo Pacheco, que imita Tancredo Neves por também ter nascido em Minas, sem, contudo, passar de um “Pacheco” do folclore publicitário: o torcedor abestalhado da melhor seleção dos tempos em que o Brasil era bom pelo menos no futebol. Com mais de 70 projetos de impeachment óbvio na gaveta, a dupla distribuiu R$ 3 bilhões de emendas parlamentares para tomar o poder no Congresso, mais desmoralizado hoje do que antes. E em vez de atender à necessidade premente do cidadão que morre sem ar em filas de UTIs lotadas, mercê do gosto pela morte do capetão sem noção, ora ensaia um golpe ao antigo modelo, convocando capitães da indústria e da banca para repetir 1889, 1937 e 1964. A medida saneadora urgente é adiada pelo desvio da trapaça, que eles conhecem bem.

Trata-se de mais um capítulo do “acordão” para salvar compadritos comprometidos nos autos das operações, principalmente a Lava Jato, do futuro em celas, como as que foram reservadas para Lula e Marcelo Odebrecht. E para cuja consecução só falta o acréscimo do acento agudo na segunda sílaba. Ninguém perde por esperar: o acórdão “vem aí”, como Jânio em 1960. Já começou a ser engendrado nas altas instâncias do Judiciário. O ex-presidente do Superior Tribunal de Justiça João Noronha e o procurador-geral da República, Augusto Aras, deram a gazua para o primogênito presidencial, Flávio Bolsonaro, escapar das evidências da extorsão de funcionários fantasmas da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e dormir no luxo da mansão de quase R$ 6 milhões. E a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) abriu o expediente para, depois de higienizar a ficha suja do ex Lula, incriminar o juiz Sergio Moro, que o condenara.

Edson Fachin omitiu cinco anos de confirmações da competência da vara federal, abrindo a temporada de caça a Moro, ao exercer a memória tardia da militância petista, que o guindou ao nada excelso pretório. Gilmar Mendes, que humilhou o colega Nunes Marques por sua origem nordestina e citou os inimigos Modesto Carvalhosa e Rodrigo Janot, que nada tinham que ver com a pauta, mentiu. Foi seguido por Ricardo Lewandowski, que se referiu exaustivamente ao produto de invasão de sigilo telefônico de autoridades, mas a ignorou no voto. E a procuradora Cármen Lúcia, que dispensa sobrenomes, imitou o relator vencido na amnésia, mudando para dar o voto vencedor. Não se sabe se por gratidão ao ex-sindicalista, que a indicara comovido com os vestidos costurados pela mãe, assim como as próprias roupas por dona Lindu, ou pelo charme do colega ao lado. Votou entre uma bem remunerada palestra e outra do Instituto do Direito Público, do vizinho.

Nada combina mais com esta república da trapaça do que uma “justiça” de mentira, que, ao cobrar parcialidade do paciente, nunca lhe deu sequer um mísero segundo de defesa.

José Nêumanne: Jornalista, escritor e poeta – publicado no Estadão do dia 31/03/2021

——————————————————–

Finalizando

“A política não corrompe. Acredito que homens corruptíveis viram políticos para poderem justificar essa tendência criminosa”

Adágio de: Mirian Lôbo

———————————————————-

Chega de Corruptos e Corruptores

Se liga São Paulo

Acorda Brasil

SP-03/04/2021

Facebook Comments
Advertisements

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Open chat
Olá, seja bem vindo ao Blog do Paulinho ! Deixe aqui suas dúvidas, sugestões e denúncias. Todas as mensagens serão lidas
%d blogueiros gostam disto: