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Quatro meses após o anúncio, Corinthians não recebeu pagamento por ‘naming-rigths’ do estádio de Itaquera

No dia 01 de setembro de 2020, o então presidente do Corinthians, Andres Sanches, anunciou, com direito a transmissão ao vivo, a venda dos ‘naming-rights’ do estádio de Itaquera para a complicada ‘Hypera Pharma’, que tem o proprietário cumprindo prisão domiciliar pela prática, confessada, de corrupção.

Tratava-se, porém, de um ato midiático, porque o contrato, de fato, foi assinado apenas em novembro.

O intermediário do negócio, José Colagrossi Neto, ganhou cargo, altamente remunerado, de Superintendente de Marketing e Comunicação do clube.

Apesar disso, desde o dia da apresentação, a Arena ostenta a marca da ‘Neo Quimica’, uma das marcas da ‘Hypera’.

Ou seja, lá se vão mais de quatro meses de propaganda.

Levando-se em consideração os valores divulgados sobre o negócio, correspondentes a R$ 15 milhões anuais, o período citado equivaleria a um gasto de R$ 7,2 milhões.

Anteontem (14), a BRL TRUST, gestora do Arena Fundo FII, protocolou Informe Mensal, na CVM, detalhando receitas e despesas da administração do estádio de Itaquera.

Até o momento, assim como nos Informes passados, não consta entrada de dinheiro dos ‘naming-rights’.

Na próxima terça-feira (19), o Conselho Deliberativo do Corinthians se reunirá para dar posse aos novos integrantes e votar nas eleições para a gestão do órgão, o que não impede, diante de tão grave fato, que os participantes da negociação sejam questionados sobre o assunto.

No mais, segundo o Arena Fundo, o Timão segue lhe devendo R$ 46,8 milhões, referentes a calotes nos repasses de arrecadações do estádio.

Apesar de constituído com finalidade única de enviar o dinheiro do Corinthians para a CAIXA, o Fundo diz ter R$ 5,7 milhões ‘no cofre’, sendo R$ 999,8 mil para ‘disponibilidades’ e R$ 4,7 milhões aplicados em Renda Fixa.

Mesmo com esse dinheiro sob poder, o Arena contabiliza dívida de R$ 1,8 milhão.

R$ 1,3 milhão discriminado como ‘outros valores a pagar’ e R$ 496 mil da taxa de manutenção devida à BRL Trust.

Por fim, o estádio que valia R$ 820 milhões – se quitado à vista – quando da construção, hoje está avaliado em R$ 744,4 milhões, perfazendo uma depreciação próxima dos R$ 80 milhões.


Clique no link a seguir para ter acesso ao Informe mensal do Arena Fundo FII, datado de janeiro de 2021, sobre as contas de dezembro de 2020

Informe Mensal – Arena Fundo – janeiro 2021

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