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Candidato a presidente do Corinthians reage com truculência às revelações de que é agenciador de jogadores

Claudinei, Augusto Melo e Valmir

Ontem (24) revelamos áudio em que Augusto Melo, candidato a presidente do Corinthians, apresentou-se como agente de jogadores e detalhou seus esquemas comerciais com parceiros do clube.

Em áudio, Augusto Melo admite ser agente de jogadores e detalha esquemas com parceiros do Corinthians

Daí por diante, o Parque São Jorge ferveu.

Pressionado, Melo desandou a contar inverdades em canais de comunicação que abordaram o assunto.

Mas a tarefa, até para quem seria especialista no assunto, não era das mais fáceis, ou seja, desmentir a si próprio e aos documentos postados, anteriormente, também pelo Blog do Paulinho, demonstrando a atuação do candidato não apenas em Santa Bárbara, mas também em Rondônia e até nos bastidores alvinegros.

Com discurso nitidamente ensaiado, Augusto, como se fosse atenuante, alegou que foi “contratado” pelo Barbarense para trabalhar como Diretor, pagando as contas do clube, sem receber salários, mas que, diante de seu ótimo desempenho, recebeu autorização do Presidente da agremiação para ganhar uma ‘comissãozinha’ na venda de jogadores.

Não bastasse a natureza inverossímil da história – que, de fato, não era verdadeira, o cartola confirma, como se fosse algo positivo, ainda mais a quem pretende dirigir um clube com as responsabilidades e necessidades do Corinthians, que sobrevive de negociar atletas de futebol.

“Ah! Não fiz no Timão, apenas no Barbarense”, que é outro mote do discurso, também não alivia nada e, ainda assim, é mais uma inverdade.

Não bastasse esse comportamento, aparentemente desesperado de Melo na imprensa, o que ocorreu nos bastidores foi ainda pior.

Algumas pessoas procuraram o Blog do Paulinho e revelaram ameaças graves de gente ligada ao candidato.

Coincidentemente, horas depois, Melo e seus parceiros passaram a viralizar dois áudios que, supostamente, ao menos na cabeça deles, desmentiriam o próprio Augusto – algo surreal, além dos citados documentos.

O primeiro, do garoto Caroço, é absolutamente revelador dos limites – ou da falta deles, que esse grupo é capaz de romper para chegar ao poder.

Aparentemente intimidado, o jovem atleta repete o ‘novo’ discurso de que Augusto era apenas ‘diretor’ do Barbarense e que seu ‘verdadeiro’ empresário era Adilson Pavão, finalizando a fala com um revelador ‘fechou?”, como se questionasse a seus pressionadores se o áudio estaria de acordo com o combinado.

No outro, uma mentira evidente.

Daniel de Castro, presidente ATUAL do Barbarense, também confirma a versão de Augusto, dizendo que o contratou como diretor e ‘liberou’, por mérito, que ele ganhasse dinheiro negociando jogadores.

Trata-se, porém, de uma impossibilidade.

O presidente do Barbarense, em outubro de 2018, época da assinatura do contrato entre o grupo de Augusto e o clube do interior, era Jairo Araújo de Macedo e não o que se prestou a tão deplorável papel na data de ontem.

Além disso, o acordo, assinado pelo ‘alaranjado’ José Valdemar da Silva Bezerra, cunhado de Valmir Costa, um dos quatro sócios de Augusto ao lado de Beto, Adilson Pavão e Claudinei Alves, é claro em especificar que o grupo, desde o primeiro dia, fazia jus a 80% sobre a comercialização de atletas (que eles trouxessem e os que lá estavam), não apenas uma pequena ‘comissão’, sem menção alguma a posto de diretoria ‘não remunerada’.

Até porque, convenhamos, que sentido faria um suposto torcedor do Corinthians pagar as contas de um clube para quem não torce e ainda trabalhar de graça para a agremiação?

Por fim, um testemunho pessoal deste jornalista.

Encontrei-me três vezes com Augusto Melo ao longo de 2020.

Em duas oportunidades, na pizzaria do Ângelo, na Mooca, o candidato, questionado sobre sua proximidade com o agente Lima, que, sabe-se agora, é também um de seus sócios, negou conhecê-lo e disse ainda nunca ter ganhado dinheiro com transação de jogadores de futebol.

Estavam na mesa Valmir Costa e o associado do Corinthians Rolando Wholers, conhecido como Ciborg.

Na outra, no escritório do Rubens Gomes, o Rubão, ocasião em que apresentou-me o famoso projeto da ‘roda-gigante’, Melo, mais uma vez, em tom moralista, rechaçou que sobrevivesse de intermediar jogadores.

Se, anteriormente, desconfiava do discurso de Augusto Melo e, principalmente, da origem de seus recursos de campanha, hoje tenho a certeza de que não se trata de um nome adequado para negociar um ‘carro usado’, quando mais para ser votado na condição de postulante à presidência do Corinthians.

Senti nojo, também, ao escutar o garoto Caroço com voz  intimidada, desdobramento de um ato, tudo indica, de profunda covardia.

Não que os adversários políticos do candidato sejam bons, mas Augusto, de longe, é a pior opção.

Os que ainda permanecerem, diante das recentes revelações, como tripulantes de um barco nitidamente infestado por piratas que almejam tomar de assalto todas as possibilidades de negócios possíveis de um clube como o Corinthians, serão coniventes.

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