Família que pretende assumir poder no Corinthians perde posse de veículo ‘escondido’ de 22 execuções judiciais

Duílio ‘do Bingo’ Monteiro Alves

Enrolados até a medula com dívidas diversas, entre as quais dezenas de ações trabalhistas, sem contar quase R$ 25 milhões em impostos, Duílio ‘do Bingo’ Monteiro Alves e seu pai, Adilson, passaram por novo vexame, há pouco mais de um mês.

O TJ-SP manteve decisão da 34ª Vara Civil, de julho de 2020, que tomou-lhes a posse de um veículo Jaguar, modelo S-Type V6 SE, 2000/2001, cor preta, de placa DDI-6066, chassi SAJAA01J11FL97128, renavam 00753787571, deixado para reparos, em agosto de 2008, na Oficina Mecânica do Sr. Carmine Grizólia.

A dívida original era de R$ 12 mil.

O carro permaneceu abandonado, mas estacionado na parte de fora da oficina por seis anos (março de 2015), até ter os ‘direitos de posse’ repassados ao Sr. Luiz Gonzaga Filho, que, cinco anos depois, ingressou na justiça para tornar-se proprietário definitivo do veículo, baseando-se na lei do ‘usucapião’:


Art. 1.260. Aquele que possuir coisa móvel como sua, contínua e incontestadamente durante três anos, com justo título e boa-fé, adquirir-lhe-á a propriedade.

Art. 1.261. Se a posse da coisa móvel se prolongar por cinco anos, produzirá usucapião, independentemente de título ou boa-fé.

Art. 1.262. Aplica-se à usucapião das coisasmóveis o disposto nos arts. 1.243 e 1.244.


Assim que citado, Adilson Monteiro Alves, que era o nome constante na documentação (o veículo, em verdade, era do ‘Bingo Circus, que mantinha em sociedade com o filho Duílio), defendeu-se alegando que deixou o carro na oficina pelo fato de existirem 22 bloqueios judiciais por conta de ações trabalhistas em seu desfavor, sem, porém, justificar, adequadamente, a falta de pagamento do serviço e a consequente ‘desmotivação’ em reaver o bem.

Ou seja, em tese, teria confessado a prática de ocultação de patrimônio para fraude processual.

Parte dos bloqueios judiciais no veículo de Duílio e Adilson Monteiro Alves

Por conta das provas apresentadas, no dia 02 de julho, o juiz Adilson Aparecido Rodrigues Cruz reconheceu a procedência do ‘usucapião’ e concedeu o domínio de Luiz Gonzaga Filho sobre o Jaguar que era dos ‘bingueiros’ corinthianos.

A dupla recorreu e perdeu, novamente, no último dia 08 de outubro, quando o Tribunal de Justiça manteve o resultado do julgamento.

Não se trata do primeiro vexame da família, que possui, no momento, todos os bens e saldos bancários indisponíveis, indicadores claros da necessidade, urgente, de socorrerem-se do Corinthians para a própria subsistência.

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