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Empresário que denunciou ‘rachadinha’ responde, com novos documentos, a 2ª Nota Oficial do Fluminense

Diego Perez

Por DIEGO PEREZ

Sócios e Torcedores,

Em relação à segunda nota oficial divulgada pelo o Fluminense, primeiramente, faço questão de deixar aqui registrado o meu veemente repúdio, até porque, bem mais do que esclarecer os fatos, dedicou-se apenas a atacar a minha pessoa. E não satisfeito com isso, o clube ainda investiu tempo e esforço para divulgar um texto apócrifo, covarde, com informações falsas, com o objetivo de me desqualificar moralmente, além de tentar me vincular à política clubista.

Qualquer homem de mediana capacidade cognitiva sabe, perfeitamente, que um texto apócrifo não possui qualquer valor, mesmo porque esconde, sob as saias de quem o incentivou a agir como biltre, tão-somente um covarde desqualificado, sem honra e sem dignidade, daí porque não perderei tempo respondendo ao cachorro, ainda mais por desconhecer o seu dono.

Eu já havia sido alertado quanto à possibilidade de que pessoas que hoje vivem o dia a dia do Fluminense, pessoas subservientes ao extremo, iriam me bombardear, iriam tentar macular a minha imagem, enfim, o que me leva a dizer que a nota oficial e o boçal texto apócrifo não chegaram a me surpreender.

O que interessa é que estou falando a verdade, não estou atacando moralmente absolutamente ninguém ligado ao Fluminense e tampouco divulgando as minhas impressões pessoais a respeito das personagens envolvidas nesse canhestro episódio.

Assim, exatamente por essa razão, entendo que caberia ao clube, ao invés de tentar me agredir, agir com dignidade, com decência, trazendo a verdade à tona, mesmo que para isso tenha que pagar um preço alto.

A verdade acima de tudo!

A nota oficial cita um determinado processo, envolvendo a minha pessoa, de 15 anos atrás, pelo o qual respondo, juntamente com outras empresas, e que ainda não tem sentença transitada em julgado, tratando-se de uma demanda cível e não criminal, detalhe que o poltrão que redigiu o frágil texto fez questão de omitir.

Pergunto: qual a relação existente entre essa minha ação cível com os fatos que eu divulguei e que, sim, têm o Fluminense também como protagonista?

Não tenho qualquer tipo de ligação com o clube, sequer torço pelo o Fluminense, instituição secular e pela a qual nutro respeito, diante da sua grandeza.

Reiterando o que já havia dito, a divulgação dos fatos sobre essa viciada relação da Live Sorte com o Fluminense se fez absolutamente necessária, em razão das sérias e graves ameaças que me foram dirigidas pelo o representante da empresa que, como todos sabem, fechou o negócio diretamente com o clube, quebrando, inclusive, cláusula de exclusividade existente.

Ameaçar blogs e veículos de comunicação com ações judiciais, apenas por terem esses divulgado uma operação, no mínimo, suspeita, não me parece a melhor estratégia, revelando, inclusive, que o clube se vê sob uma liderança autoritária, despótica e que não aceita ser flagrado em situações “esquisitas”.

Continuando, volto a agradecer o Blog do Paulinho e à FLUNEW’S pela a possibilidade que me foi dada de denunciar o que deveria efetivamente ser denunciado, em respeito aos milhões de torcedores tricolores.

A nota oficial diz que:

“(…) Os sites e blogs, ao cederem espaço ao Sr. Diego Pérez, terão que prestar contas pois, no mínimo não se preocuparam ao menos em saber com quem estavam lidando, cuidado básico do jornalismo profissional que, infelizmente, não é praticado por estes mesmos sites e blogs.(…)”

Ora, antes da divulgação da matéria, os sites e os blogs procuraram escutar o Fluminense, cuidado básico do jornalismo profissional, sendo certo que esse mesmo Fluminense se fechou em copas, optando pelo silêncio.

E prossegue a nota oficial:

“(…) Em primeiro lugar, o Sr. Diego Pérez foi afastado da condução das tratativas, pois não ofereceu ao Fluminense o simples mandato da empresa que dizia representar.(…)”

Se eu não detivesse poder para negociar, como teria eu chegado às pessoas que falavam em nome do Fluminense? Se eu não tinha um “mandato”, como e por qual razão o Vice-Presidente Jurídico do Fluminense conversou por algumas vezes comigo, me solicitando, inclusive, documentos?

 

 

 

Eu tanto tinha capacidade representativa que o contrato que a Live Sorte fechou com o Fluminense teve como base todos os elementos e toda a documentação que, naquele mesmo sábado de tarde, haviam sido fornecidos por mim.

Sustenta a nota oficial que:

“(…) Daí a insistência da empresa, que esbarrava sempre na falta de mandato e no óbice devido ao histórico do Sr. Perez. (…)”.

Meu histórico?

A nota oficial diz que o meu histórico, em razão de um processo cível ainda não concluído, teria lançado dúvida quanto a minha idoneidade.

É sério isso?

Se isso fosse verdade, por qual motivo essa “desconfiança” somente foi registrada na segunda nota e não na primeira?

Por que razão o Fluminense não anexou à nota oficial as solicitações que me foram enviadas, por e-mail, por WhatsApp ou por qualquer outra forma de comunicação, na qual exigia de mim a apresentação de uma procuração formal?

Jamais me pediram para apresentar qualquer mandato, a verdade é essa.

Estou encaminhando para a imprensa o contrato de exclusividade que eu firmei com a Live Sorte, assim como o áudio do Renato Ambrósio, seu representante legal, que me autoriza a falar em nome da empresa, inclusive.

Agora, o Fluminense nunca quis saber quem eu era, se eu tinha poderes para representar a empresa, apenas queria saber do dinheiro que estava para entrar.

Tenho dezenas de e-mails e conversas via WhatsApp com o clube, mesmo porque foram mais de 15 dias de negociação, não existindo um único pedido por parte do clube para a apresentação do tal mandato.

A adorno da coroa é a seguinte pérola:

“(…) Destaque-se que a ausência de maiores garantias fez com que se resolvesse pelo recebimento do patrocínio em espécie, sem colocar o clube em risco quanto à inadimplência do contratante. Não é a forma usual, mas foi o possível para garantir a operação, que resultou na entrada de recursos com que se quitou o plano de saúde dos funcionários e os direitos de imagem dos jogadores.

É sabido que nesse tipo de negociação não há “garantias” para se apresentar, sendo o pagamento, antes da realização do evento propriamente dito, a maior e a única garantia!!!

O clube receberia, como de fato recebeu, na frente!!!

Há melhor garantia do que essa?

O Fluminense tenta passar a imagem de que agiu com zelo, seriedade, enfim, e por isso fala em “garantias”, como visto acima. Só não conseguiu explicar o porquê de ter feito negócio de R$ 1 milhão com uma empresa constituída em Janeiro/2020, com capital social de R$ 50 mil, fechando negócio em um domingo, recebendo esse dinheiro em carro forte, até porque o sistema bancário se via inoperante.

No áudio abaixo, Renato Ambrósio, novamente, fala em pagar os famosos 20%:

Renato Ambrósio – Live Sorte

Pergunto:

  • 1. Qual a origem desse dinheiro???
  • 2. O clube, tão apegado às “garantias” não se preocupou com isso?
  • 3. Por que o clube não questionou como uma empresa, cujo capital social limitava-se a R$ 50 mil iria pagar R$ 1 milhão, em dinheiro vivo?

A empresa encontra-se sediada em Londrina/PR e nem que ela quisesse teria tido tempo hábil para transportar esse valor.

É importante observar que estamos falando em R$ 1 milhão, quantia muito expressiva, mas, há se apurar o que foi realmente pago, diante do disse Renato Ambrósio:

“O que pagamos para o clube foi mais do que isso que é falado e ele sabe que só foi combinado direto com o clube.”

Quem tem que esclarecer isso é o Fluminense e o próprio Renato Ambrósio, e não eu.

O fato inegável é que o Fluminense recebeu uma vultuosa importância, em espécie, em pleno domingo, fato admitido pelo o próprio clube, despertando as seguintes dúvidas:

  • 1. Quem autorizou o recebimento de R$ 1 milhão, em espécie, sem entrar no caixa do clube?
  • 2. Qual a número da nota fiscal emitida pelo o Fluminense, legitimando e oficializando o recebimento de R$ 1 milhão?
  • 3. Como o clube contabilizou essa receita, uma vez que o portal da transparência nada diz a respeito dessa transação?

Tudo leva a crer que essa importância foi paga “por fora”, justamente para não ser contabilizada, até porque no histórico do Fluminense consta inúmeras ações judiciais em fase de execução, razão pela qual o ingresso oficial dessa quantia poderia gerar bloqueios judiciais, a fim de garantir alguns credores.

E não é apenas isso que merece ser observado, uma vez que, se for verdade a notícia de que esse valor não entrou oficialmente nos cofres do clube, há fortes indícios de sonegação de receita e de fraude às ações de execuções em curso.

Quanto à participação da empresa FENG, cumpre esclarecer que foi justamente um preposto do clube, de nome KEVIS, que disse que sem essa citada empresa não haveria negócio.

Há um áudio tratando dessa questão, no qual Renato Ambrósio me informa ter enviado o contrato pra Golden, empresa ligada à FENG.

Uma curiosidade: como a FENG veio a ter conhecimento dessa negociação? Quem do Fluminense chamou para a mesa a referida empresa? Por que o preposto do clube disse que a negociação sairia apenas se a FENG fizesse parte do negócio?

Dando sequência, não se esqueçam de que está se falando de uma operação de R$ 1 milhão, em dinheiro vivo, não sabendo eu, obviamente, dizer como se deu a sua manipulação, a sua efetiva distribuição.

Não se esqueçam de que na primeira manifestação oficial do Fluminense, o problema era a existência de inconformidades jurídicas, inconformidades essas sanadas por mim, diretamente com o Vice-Presidente Jurídico, o que possibilitou que a negociação se fizesse concluída naquele mesmo sábado.

E horas antes da assinatura do contrato esse mesmo Vice-Presidente veio até a mim para pedir ainda algumas informações adicionais.

Na última nota, o problema passou a ser “mandato”, “garantias”, não podendo isso ser levado a sério.

Como eu havia dito, não fui condenado nesse processo aberto há 15 anos atrás, inexistindo sentença transitado em julgado.

E continuo sem entender o que tem isso a ver com os fatos graves informados pelo o representante da Live Sorte, no sentido de que teria que distribuir dinheiro “do presidente do clube ao faxineiro” para poder fechar negócio com o Fluminense.

Cabe deixar claro que os R$ 450 mil reais citados na tal nota oficial era referente à primeira negociação, do primeiro jogo.

Para o segundo jogo o valor seria de R$ 700 mil + R$ 200 mil em variáveis.

Tenho todos os prints das conversas mantidas com todos os envolvidos!

Na primeira negociação eu sequer havia ainda conversado com o jurídico do clube, apenas na segunda.

Eu era o único autorizado a negociar em nome da Live sorte com o Fluminense.

Já disse e reitero que o meu celular está disponível para toda e qualquer autoridade legalmente constituída, para o que se fizer necessário.

A postura adotada pelo Fluminense, em especial em relação à minha pessoa, posicionando-se ao lado de quem fez realmente as acusações, é, até certo ponto, compreensível, uma vez que é o acusador sabedor do real valor pago e a quem essa quantia foi pessoalmente entregue.

O Fluminense deveria ser grato por eu ter trazido à tona esses graves fatos, na defesa dos seus sócios e torcedores, ao invés de investir contra os veículos de comunicação ligados ao clube que tão-somente se deram ao trabalho de dizer que R$ 1 milhão, em espécie, foi pago ao Fluminense, em pleno domingo.

Solta o cachorro contra o funcionário do Correios e deixa de dar atenção ao contido na correspondência.

Isso se chama inversão de valores.

Com o propósito de demonstrar claro que não inventei qualquer coisa, convoco para uma acareação, na presença da imprensa, entre mim, o representante da Live Sorte, Renato Ambrósio, e todos os prepostos do Fluminense, incluindo aí o seu presidente.

Na Terça-feira, após o jogo, conversei com EDUARDO HOIZMAN que, por sua vez, reclamou comigo que não estava conseguindo manter contato com o Renato Ambrósio, da Live Sorte, e que ele não dava retorno, e perguntou se eu poderia de alguma maneira ajudar, até porque esse mesmo Renato ainda estava devendo dinheiro.

Enfim…

O Fluminense saber perfeitamente que não estou mentindo.

A verdade é a melhor amiga da vida e ela chega com o tempo.

A justiça está aí para impulsioná-la.

Volto a afirmar que jamais desferi qualquer ataque à honra e à dignidade de uma única só pessoa ligada ao Fluminense, não obstante todo esse imbróglio.

Agradeço imensamente aos muitos e muitos tricolores que estão me apoiando, deixando eu aqui registrado todo o meu apreço por essa instituição grandiosa.

Atenciosamente,

Diego Perez

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