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Diretor do Corinthians tenta embolsar R$ 103,7 mil, mas se dá mal

Jaça e Andres Sanches

No dia 30 de maio de 2017, Jacinto Antônio Ribeiro, vulgo Jaça, diretor do Corinthians e coordenador de campanha de Duílio ‘do Bingo Monteiro Alves à presidência alvinegra, depositou um cheque no valor de R$103.730,00 na conta da ‘Jaça Comercio de Material de Construção Ltda’, da qual é proprietário, apesar dela existir apenas no papel.

Por azar, o documento foi devolvido pelo Banco do Brasil.

A emitente, MB Equipamentos Industriais Ltda, que nunca havia sequer escutado falar no nome do afamado ‘bicheiro’, pega de surpresa com a comunicação bancária, tratou de sustar o restante do talão e começou a investigar o que poderia ter acontecido.

Descobriu que a assinatura era de Vanessa Miranda Puca, ex-funcionária da empresa, que possuía, até a data de seu desligamento, procuração para fazê-lo.

Porém, o documento foi revogado em 20 de abril de 2017, razão da devolução do cheque pelo banco.

Vanessa não sabia, até então, da revogação, sendo notificada somente na data de 02 de junho de 2017 (três dias depois do depósito).

Outra curiosidade, é que a ex-funcionária da MB morava na Rua Dentista Barreto nº 318, coincidentemente o mesmo endereço de Jaça, sendo ela na casa nº 72 e ele na de nº 73.

Tem mais.

Depositado no dia 30 de maio de 2017, o cheque foi preenchido com a data de 17 de janeiro de 2017, apesar do Banco do Brasil ter emitido o talão somente dois meses depois, em 21 de março de 2017.

Em meio a tantas evidências que faz supor, talvez, até a possibilidade de golpe, um sujeito que dizia-se representante de Jaça abordou o Sr. Flávio Augusto Ivashkievich, dono da MB, avisando que o cheque seria protestado se não ‘resolvessem a questão’.

Detalhe: tanto a empresa quanto seu proprietário nunca tiveram sequer uma devolução de cheque até o episódio relatado.

Para evitar confronto, o Sr. Flávio entrou em contato com Jaça, tentando contornar a situação.

O diretor alvinegro respondeu que nada tinha a ver com isso e que queria receber o dinheiro porque havia fechado um negócio com Vanessa, sem dizer, porém, do que se tratava.

Diante da aparente ‘má-fé’, o Sr. Flavio, através de advogado, no dia 02 de junho de 2017, enviou a Jaça uma notificação extra-judicial, tão inteligente que chega até a ser engraçada.

Destacamos alguns trechos:

“(…) enfatiza-se que a presente notificação só está sendo dirigida ao endereço residencial de Vossa Senhoria uma vez que, o representante legal da MB Equipamentos Industriais Ltda, em diligência própria, constatou que o estabelecimento comercial ‘Jaça Comércio de Material de Construção Ltda” atualmente encontra-se com as suas portas fechadas”

“(…) foi relatado ainda a Vossa Senhoria que a empresa ora notificante possuía inúmeros documentos que comprovavam a fraude e o dolo perpetrado pela Sra. Vanessa Miranda Puca”

“Requer, ainda, alternativamente, que exiba à notificante a causa subjacente que dera origem ao recebimento do título de crédito no valor de R$ 103.730,00 especificando a transação comercial entabulada entre Vossa Senhoria e a Sra. Vanessa Miranda Puca, até porque residem um de fronte para o outro”

Mesmo após todos esses desdobramentos, Jaça, em vez de ‘se render’, teve coragem de processar a MB, exigindo receber o que, inacreditavelmente, garantia lhe ser devido.

Por razões óbvias, o cartola alvinegro se deu mal.

O juiz Rodolfo Cesar Milano, da 43ª Vara Civil, no dia 17 de março de 2020, deu ganho de causa ao Sr. Flávio, condenando Jaça a pagar 10% sobre os R$ 103,7 mil, acrescidos das demais custas processuais.

Diante do contexto, pode-se dizer que o cartola até saiu no lucro.

E se a MB resolvesse motivar o MP-SP para apurar, minuciosamente, toda essa trama?

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