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Corinthians empurra mais de R$ 100 milhões em calotes de impostos com a barriga

Nos últimos dias, tanto o presidente Andres Sanches, quanto o gestor de finanças, Roberto Gaviolli, esforçaram-se em expor, publicamente, um quadro absolutamente fantasioso de tranquilidade financeira do Corinthians.

Disseram que o novo balancete, contendo o dinheiro da venda de Pedrinho (que sequer entrou nos caixas alvinegros), diminuirá o déficit do clube ou até produzirá superavit, ainda que quase próximo de zero.

Não contam, porém, que a dívida alvinegra, produzida por eles, bate na casa do Bilhão de Real (independentemente dos novos números), sem contar as pendências do estádio, e que pouco restará nos caixas do Timão da negociação tratada como ‘salvação da lavoura’.

Na contabilidade, será inserido o valor total, mas os repasses de comissionamentos e direitos de terceiros (quase 80% do montante) será ‘maquiado’ com sessão de direitos econômicos de atletas, empréstimos de agentes, etc.

Outra esperteza foi confessada, em coletiva, por Gaviolli: o clube, pela enésima vez, empurrou com a barriga calotes milionários em impostos.

Desta vez, mais de R$ 100 milhões:

“Agora em junho, acabamos de fazer uma renegociação de alguns passivos, um deles relevantes, que eram obrigações fiscais… nós ‘reparcelamos’ junto à Receita Federal… isso é um alongamento de dívida… estamos falando de mais de R$ 100 milhões dos passivos de curto prazo que foram alongados para possibilitar a administração desse passivo adequadamente”

Gaviolli omitiu que a totalidade da dívida de ‘curto prazo’ do Corinthians ultrapassa os R$ 200 milhões e segue crescente.

A cara de pau é tamanha que a ‘façanha’ está sendo apresentada, na mídia (Sanches repetiu a informação em programa esportivo no final de semana), como grande obra da gestão, quando, em verdade, trata-se de endividamento em cima do que já era devido, com os correspondentes acréscimos de juros e demais correções.

Vale lembrar que o Corinthians possui, desde que a ‘Renovação e Transparência’ assumiu o poder, o hábito de nunca pagar impostos, sejam eles quais forem, iniciativa defendida, primordialmente, pelo ex-financeiro Raul Corrêa da Silva e avalizada pelo advogado Sérgio Alvarenga, na condição, à época, de diretor jurídico.

Desde então o alvinegro segue alongando essas dívidas, que já perfazem quase quatro centenas de milhões de reais, sendo que um quarto disso precisou ser emprestado, às pressas, para evitar a prisão dos cartolas alvinegros, acusados de sonegação fiscal e apropriação indébita em três procedimentos criminais ainda vigentes.

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