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Futebol e Clube Social no Corinthians

Lançados, até o momento, três candidatos à presidência do Corinthians, além da difícil tarefa de retirar as finanças do clube da UTI, se faz necessário que os postulantes estejam antenados às mudanças exigidas pelos novos tempos.

É primordial que administração de futebol e clube social sejam separadas.

São mundos tão diferentes que merecem uma reflexão mais aprofundada.

Nem todos os frequentadores do Parque São Jorge são corinthianos, mas moradores de suas redondezas, conforme demonstra lista de associados recentes a que o Blog do Paulinho teve acesso.

Portanto, possuem interesses, por vezes, conflitantes aos da equipe esportiva.

Por essa razão se faz necessário outra reparação.

O futebol do Corinthians, inegavelmente carro chefe da agremiação, há décadas tem o futuro definido por quem não se importa tanto assim com ele.

Para adequar-se à realidade, aos fatos, não à burra tradicionalidade, o Timão, além de separar as gestões de clube e futebol, deveria eleger dois presidentes, com funções pré-definidas e critérios de votações distintos.

O mandatário esportivo seria eleito pelos sócios-torcedores, mais numerosos e, em regra 99,9% corinthianos, tendo como responsabilidade primordial cuidar não apenas das equipes principais e de base, mas também do estádio de Itaquera.

O outro presidente, o do clube, poderia ser votado pelas três mil pessoas habituais, que frequentam as atividades do Parque São Jorge e estão mais preocupadas com o que lá ocorre do que se os cartolas embolsam, indevidamente, dinheiro do mercado da bola.

Não à toa são eles que mantém no poder, há mais de uma década, dirigentes que já foram, inclusive, indiciados por práticas criminosas no exercício de seus cargos no Corinthians.

O futebol tem que estar nas mãos dos corinthianos, enquanto o clube seguirá frequentado por tribos diversas, como, veladamente, já acontece há tempos.

Evidentemente, os atuais candidatos a presidência não serão atingidos por nada disso, mas poderiam – e deveriam – pensar na possibilidade de mudança, trabalhando por um estatuto moderno, mais adequado à realidade, viabilizando o futuro de um clube que insiste em viver como se ainda estivesse sob a luz do lampião no bairro do Bom Retiro.

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