Depois de Garrincha, Zagallo foi o melhor da Seleção Brasileira contra a Inglaterra, em 1962

Ontem (25), o Blog do Paulinho reverenciou a história ao assistir, pela Sportv, a partida em que o Brasil venceu a Inglaterra por três a um, pelas quartas de final da Copa do Mundo de 1962.
Nosso entendimento sobre aquela equipe, antes baseado apenas nos registros da época, solidificou-se.
É preciso fazer justiça a Zagallo.
Muitas vezes minimizado diante da constelação de atletas dessa geração de ouro, o atacante era um grande jogador.
Nesse embate contra os ingleses, duríssimo, indefinido até a marcação do terceiro gol, Zagallo foi o melhor jogador em campo, excetuando-se, é claro, o genial Garrincha, que participou dos três tentos nacionais, assinalando duas vezes e batendo a falta que resultou na finalização de Vavá.
O ‘velho Lobo’, na casa dos 30 anos, demonstrou grande preparo físico, habilidade, noção tática e de cobertura perfeitas, além de técnica apurada, como no escanteio do primeiro gol, batido, com perfeição, de três dedos, na cabeça de Mané.
Garrincha é um caso a parte.
Vê-lo jogar numa película sem edição acentuou ainda mais a admiração por um jogador que acertava e errava mais do que os outros, porque não fugia do embate, estava sempre querendo a bola nos seus pés, sem medo algum de partir para cima do adversário e arriscar as jogadas mais difíceis.
Verdadeiro inferno para seus marcadores e um deleite aos torcedores.
Dos demais, nessa partida, destaque para a postura segura de Gylmar dos Santos Neves, apesar de traído pela trave no lance do gol inglês, a classe de Nilton Santos, a técnica de Djalma Santos, a competência de Zózimo, a destreza de Zito e a extrema habilidade, também fruto de genialidade, de um Didi que conseguia esbanjar categoria mesmo contundido durante boa parte das quartas de final.
