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A base é vítima e oportunidade de negócios no Corinthians

André Campoy, agente influente na base do Corinthians, conversa com Fernando Alba, ex-diretor do departamento amador nas gestões Andres Sanches e Mario Gobbi

Como indicado no próprio nome da categoria, a ‘base’ de um clube de futebol deveria ser, se gerida de maneira honesta e competente, o departamento de formação de jogadores.

De lá sairiam os atletas que completariam as necessidades da equipe principal, evitando, como ocorre no Corinthians, mais de uma centena de contratações equivocadas e beneficiadoras de terceiros.

Num mundo decente, esses atletas ‘pertenceriam’ ao clube, não aos agentes de jogadores, e seriam capacitados sob a mística da história alvinegra, para, quando atingissem maturidade, jogassem, profissionalmente, pela agremiação.

Infelizmente, no mundo real corinthiano, as coisas não são tratadas dessa maneira.

Desde 2007, quando o grupo capitaneado por Andres Sanches assumiu o poder no Parque São Jorge, a base do Corinthians transformou-se num ‘Mercadão’.

Para entrar em qualquer equipe, do Sub-1 ao Sub 20, o jogador tem que pagar, direta ou indiretamente, a alguém.

A ‘peneira’, desde então, está limitada aos mais ricos ou, se pobre, àqueles que conseguiram ser apadrinhados por terceiros.

O esquema é escancarado, e, quem não leva vantagem, fecha os olhos para se manter no emprego.

Contaminado na essência, o departamento de base do Corinthians sofrerá duro golpe nos próximos dias.

Andres Sanches demitirá treinadores e jogadores, sob alegação de falta de recursos para mantê-los, por conta do coronavírus.

Esse dinheiro, que o clube não tem, está ‘investido’ em dezenas de jogadores profissionais, emprestados a clubes menores, com os salários pagos pelos caixas alvinegros.

Esquenta-se, a custo do dinheiro corinthiano, currículos de atletas não capacitados para benefício de terceiros.

Parte da grana banca, também, os mais de trinta contratados para o ‘time B’, um entreposto de jogadores ligados a agentes que não deram certo no juniores e foram descartados para a equipe profissional.

Preencheria um livro a listagem de desperdícios, por incompetência ou gastos ‘malandros’ da diretoria do Corinthians, ao longo desses treze anos de ‘Renovação e Transparência’.

O corte na base, além de simbólico do caos administrativo e financeiro, abrirá um leque para novas ‘malvadezas’ de cartolas do Timão, que, em tempos de vacas magras, apegam-se em qualquer oportunidade de lucratividade.

A que critério será conduzida a escolha de jogadores dispensados do Corinthians?

Haverá privilégio aos empresariados por notórios parceiros da diretoria, como Fernando Garcia, Kia Joorabchian e Carlos Leite?

Quanto, em tese, custaria uma não dispensa?

Se vivo fosse, Al Capone seria, talvez, tratado como amador diante de Andres Sanches, que já foi apontado como criminoso em diversos inquéritos policiais, alguns envolvendo o Corinthians, e, diferentemente do mafioso famoso, nunca passou um minuto sequer na prisão (ao menos de 2007 para cá).

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