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Andres Sanches abriu mão, sem consultar o Conselho do Corinthians, de receber R$ 200 milhões da Odebrecht

Em entrevista à jornalista Marilia Ruiz, o presidente do Corinthians, Andres Sanches, deixou escapar o que, há tempos, esconde de torcedores, associados e conselheiros do Corinthians:

“O acordo (com a Odebrecht) está avançado. O Corinthians repassou CIDS (Certificados de Incentivo ao Desenvolvimento da Prefeitura de SP), aceitou parte da obra não acabada…”

“Em breve não haverá pendência alguma contratual de nenhuma das partes”

https://www.uol.com.br/esporte/colunas/marilia-ruiz/2020/05/19/andres-sanchez-nao-se-comparam-as-situacoes-de-cruzeiro-e-corinthians.htm

Ao deixar de cobrar ‘parte da obra não acabada’ do estádio de Itaquera, Sanches abriu mão de R$ 200 milhões, calculo aproximado, à época, dessa pendência.

Valor que entrou na conta final da Arena.

Pior: sequer haveria necessidade desse ‘ajuste’, conforme demonstra a documentação da recuperação judicial da Odebrecht, que descartou a dívida do Timão, qualificando-a como dinheiro perdido.

Ou seja, a empresa aceitaria receber ‘qualquer valor’ para se ver livre desse problema.

Apesar dessa facilidade, em vez de pagar ‘apenas’ R$ 160 milhões à construtora pelo restante da pendência – valores divulgados pelo próprio mandatário alvinegro – o clube acertará a despesa em R$ 350 milhões.

Somados com os R$ 556 milhões de CIDs repassados, em 2019, à Odebrecht, o montante total é de R$ 916 milhões.

Sem contar as diversas centenas de milhões de reais já honrados pelos repasses de arrecadação do estádio, a dívida com a CAIXA, que pode ultrapassar, pós-pandemia, os R$ 600 milhões, a multa pela não realização de contrapartidas, na casa de R$ 40 milhões e do dinheiro tomado do Arena Fundo, quase R$ 50 milhões.

Além disso, para finalizar as obras do estádio, conforme previstas em projeto, o Corinthians terá que gastar mais do que os R$ 200 milhões que abriu mão de receber, por conta da evidente elevação de preços ao longo dos últimos anos.

O caos é o limite.

As mentiras de Andres Sanches, porém, são ilimitadas.


Abaixo partes mais relevantes das obras, previstas em contrato, mas não entregues pela Odebrecht:

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