O jornalismo afrontado

Por dever de ofício, porque, por escolha pessoal, jamais perderia tempo, escutei, em determinados momentos, trechos do programa que Marcelinho Carioca apresenta numa rádio de São Paulo.
A intenção era observar o comportamento do cartola corinthiano André Negão, que banca o empreendimento, no qual atua, também, como comentarista.
Ontem, porém, também por conta da profissão, dei-me o trabalho de escutar a ‘entrevista’ de Andres Sanches ao programa.
Confesso, senti vergonha alheia.
Também fiquei triste em ver profissionais que poderiam estar em condição melhor submetendo-se, certamente por questões financeiras, a serem comandados por alguém que não objetiva praticar, com seriedade, a profissão.
Quando Marcelinho, no ar, apresentou-se como jornalista, senti dor no peito, nesse coração que tanto ama o ofício.
Pior: em meio a brincadeiras homofóbicas, o sujeito, além de bajular o convidado, lembrou-lhe, quase como cobrança, da promessa de uma estátua sua na Arena de Itaquera, ainda não concretizada.
Triste momento da profissão.
Sim, porque Marcelo Carioca é formado em jornalismo.
O que não garante comportamento reto, assim como João de Deus não era Chico Xavier, Edir Macedo nada tem a ver com Jesus Cristo e Roger Abdelmassih envergonhou a profissão desempenhada com ética e competência por tantos heróis nem sempre reconhecidos como deveriam.


Escárnio e zombaria não é de Deus. Os evangélicos escolheram os homossexuais para vituperarem e vitimizar. Essa igreja está com as mãos sujas de sangue, quando um gay for morto ou agredido.