O vergonhoso final de Paulistinha (se houver)

Por unanimidade, os clubes de São Paulo, embora não tenham a menor ideia de como e quando, decidiram dar sequência ao Paulistinha, paralisado há algum tempo por conta do isolamento necessário ao combate do coronavírus.
Portões fechados e testes em árbitros e atletas serão obrigatórios.
Em verdade, não se tratará do mesmo torneio disputado desde o início do ano, porque os clubes do interior, entre os quais os que ocupavam os primeiros lugares na classificação, dispensaram a maioria de seus atletas, por questões financeiras e contratuais.
Mais estruturados, os grandes da Capital, além do Santos, enfrentarão – se de fato ocorrerem as partidas – equipes recheadas de juniores.
Uma aberração esportiva para justificar o repasse de dinheiro da Rede Globo.
Encabrestados, os dirigentes de equipes pequenas que demonstraram, recentemente, repúdio pela continuidade do torneio, silenciaram, covardemente, na reunião, talvez porque saibam bem o que significa contrariar a cúpula da FPF, que não destoa em nada do que sempre existiu de pior na cartolagem nacional.
