O vergonhoso final de Paulistinha (se houver)

Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da FPF

Por unanimidade, os clubes de São Paulo, embora não tenham a menor ideia de como e quando, decidiram dar sequência ao Paulistinha, paralisado há algum tempo por conta do isolamento necessário ao combate do coronavírus.

Portões fechados e testes em árbitros e atletas serão obrigatórios.

Em verdade, não se tratará do mesmo torneio disputado desde o início do ano, porque os clubes do interior, entre os quais os que ocupavam os primeiros lugares na classificação, dispensaram a maioria de seus atletas, por questões financeiras e contratuais.

Mais estruturados, os grandes da Capital, além do Santos, enfrentarão – se de fato ocorrerem as partidas – equipes recheadas de juniores.

Uma aberração esportiva para justificar o repasse de dinheiro da Rede Globo.

Encabrestados, os dirigentes de equipes pequenas que demonstraram, recentemente, repúdio pela continuidade do torneio, silenciaram, covardemente, na reunião, talvez porque saibam bem o que significa contrariar a cúpula da FPF, que não destoa em nada do que sempre existiu de pior na cartolagem nacional.

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