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Duelo de mentiras no Parque São Jorge

Ontem (12), o jornalista Flavio Prado conversou, em ‘live’, com o conselheiro do Corinthians Fran Papaiordanou, um dos coordenadores de campanha do empresário Paulo Garcia, dono da Kalunga e irmão do agente Fernando Garcia.

Esse grupo pretende vencer as eleições alvinegras.

O assunto principal do bate-papo era defender Garcia de sua ligação com o grupo situacionista que, há anos, infelicita o Parque São Jorge.

Tudo porque, dias atrás, outro grupo ligado a Andres Sanches, mas que também se declara, em meio ao caos, como se fossem oposicionistas, utilizou-se do desfrutável Felipe Ezabella para dizer o óbvio: que Paulo Garcia indicou dirigentes e, de certa forma, dividiu a gestão recente do Corinthians.

Ambos, porém, utilizam-se da omissão para confundir a cabeça do eleitorado corinthiano.

Fran listou a Flavio Prado o nome de todos os atuais dirigentes da gestão Andres Sanches, no intuito de isentar Garcia: “O Paulo não escolheu nenhum deles”, mas qualquer conhecedor mínimo da política alvinegra sabe que o vice, Alexandre Husni, sempre esteve com o dono da Kalunga e que o atual presidente do Conselho Deliberativo, Antonio Goulart, puro fantoche do empresário, somente chegou ao cargo por conta de acordo da eleição passada.

Para refrescar a memória: Paulo Garcia lançou-se candidato para dividir votos oposicionistas, garantindo a eleição do atual presidente.

Em sua análise política, Fran inseriu, corretamente, o grupo de Ezabella, Raul Corrêa da Silva, Sergio Alvarenga e demais espertalhões como colaboradores de Sanches, ainda que em gestões doutros presidentes, como Gobbi e Roberto Andrade, que somente chegaram ao cargo porque beijaram as mãos daquele que, há algum tempo, dá as cartas no Corinthians.

Mas, no mesmo raciocínio, esqueceu-se de que Garcia comandou os departamentos de futebol e financeiro de Andrade.

E não apenas isso.

Foi trabalho de bastidores do dono da Kalunga que salvou Roberto Andrade do impeachment.

Existe também, com cargo na última gestão e, atualmente, na condição de iminência parda, a atuação de Antonio Rachid, que é controlado por Paulo Garcia em todas as suas ações, retribuindo a ‘retaguarda’, conforme evidenciado, recentemente, na orquestração de compra de votos ao candidato.

Uma sujeirada só.

Não fosse, nos últimos anos, a promiscuidade de ambos os grupos, que arrotam oposição, mas, na prática, deram sustentação ao corrompido poder da denominada ‘Renovação e Transparência’ e essa gente não estaria há mais de uma década destruindo administração e finanças do Corinthians.

Pior: todos conscientes de a quem ajudavam, tamanha era a folha corrida de muitos, sem contar as revelações diárias da imprensa.

Nenhum deles foi enganado.

Todos que colaboraram para o atual estado desesperador do Corinthians devem ser tratados, ainda que tenham agora mudado o discurso, como iguais.

A mudança, necessária, somente ocorrerá fora desse circulo vicioso de nomes e espertezas.

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