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O jejum de Bolsonaro

Cada vez mais irresponsável, o presidente Jair Bolsonaro superou-se em entrevista à rádio Jovem Pan:

“A gente vai junto com pastores e religiosos anunciar para pedir um dia de jejum ao povo brasileiro em nome de que o Brasil fique livre desse mal o mais rápido possível”

Em seu ‘raciocínio’ medieval, o povo, que já tem dificuldades de se alimentar por conta de diversos fatores ligados a seu desgoverno, deverá seguir passando fome, para ‘combater’ o coronavírus que se torna mortal, principalmente, àqueles que, por razões diversas, mas, principalmente, alimentação desregrada, possuem baixa imunidade.

Minutos após a fala, seu exército de criminosos cibernéticos, comandados de dentro do armário do rebento mais raivoso, já propagava a ‘convocação’.

O episódio não chega a ser surpreendente, diante tudo o que já se sabe, de antemão, não apenas das limitações éticas, intelectuais e morais de Bolsonaro, mas também sobre os estelionatários que se vendem como líderes religiosos e destinam parte do amealhado ao sustento, também político, de Governo e governante.

Resta saber se o desatino será tratado como se deve pelos demais poderes brasileiros.

Trata-se de crime grave, cometido por um chefe de nação contra a saúde de seu próprio povo, que deveria ser julgado em Haia, mas também por aqui.

Até quando parlamentares insistirão em ‘bater palma para maluco dançar’, garantindo a essa gente miliciana o poder de arrebentar com toda uma nação?

Bolsonaro age com tamanha delinquência e destemor pela certeza de que um processo de impeachment, neste momento, seria barrado por semelhantes dentro da Câmara e do Senado, ainda que estes deputados e senadores, além de seus mais próximos, sejam também vítimas de seu despautério.

Falta vergonha, decência, amor à humanidade e também ao país para que essa gente faça o que deveria ter feito há tempos.

Bolsonaro, comprovadamente, já cometeu mais de uma dezena de crimes de responsabilidade.

Bastaria aos parlamentares seguirem a lei para livrar o Brasil de um futuro ainda mais aterrador do que está sendo a atualidade.

Enquanto o presidente prega jejum a quem tem fome, seu desgoverno é garantido, até então, pelos que alimentam-se, diariamente, da imoralidade e do desprezo absoluto pelas regras básicas de civilidade.

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4 comentários em “O jejum de Bolsonaro”

  1. É o pretenso Vaticano evangélico a caminho. Os evangélicos querem mandar. Os evangélicos não se importam com suas ovelhas e absolvem a perversidade e a imoralidade.

  2. Isso é coisa de picareta da fé que não faz a menor idéia de como funciona o jejum perante Deus. Acha que é um “sacrifício” que fazemos para que Deus se incline à nós, quando é exatamente o contrário.

    Podem escrever e venham me cobrar depois: é certeza ABSOLUTA que situação vai continuar piorando depois desse jejum fajuto. E os jumentos vão ficar perdidos tentando entender por que não funcionou… Nunca vão entender que DE DEUS NÃO SE ZOMBA.

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