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Coluna do Fiori

fiori - dicunto

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

http://www.navegareditora.com.brEmail:caminhodasideias@superig.com.br

apito limpo

“Tem gente que usa tantas máscaras que acaba acreditando nas próprias mentiras e esquecendo quem realmente é”

Adágio de: Ivette Amorin

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Algarismo das chapas, nome dos candidatos a presidente, vice e diretor financeiro que concorrerão na eleição SAFESP no dia 18/12/2109

Chapa 1 titulada: Nossa Força, Nossa Voz! Por um SAFESP Atuante!

Presidente: Renato Canadinho Ap. Fazanaro Neto

Vice-presidente: Silvio Roma

Diretor Financeiro: Carlos Donizete Pianosqui

Chapa 2 titulada: O SAFESP é dos árbitros

Presidente: Aurélio Sant Anna Martins

Vice-presidente: Regildênia de Holanda Moura

Diretor Financeiro: Fabricio Porfirio de Moura

Chapa 3 titulada:  Aliança para recuperar

Presidente: José de Assis Aragão

Vice-presidente: José Sidney Esteves

Diretor Financeiro: Benedito Martinho Correia de Oliveira

Reafirmo

Aos litigantes e interessados que nunca tive e não tenho pacto com ninguém, sempre fui e sou independente

Não

Acovardei, nem acovardarei, qualquer que tenha sido ou venha ser a situação

Jamais

Beijei as imundas mãos dos dirigentes da CBF desde o tempo do corrupto João Havelange, igualmente da FPF (exceto a pessoa dos presidentes José Ermírio de Moraes Filho e Alfredo Mitidieri)

Verba de representação para quem preside o SAFESP

Tempos passados, conversando com o presidente Arthur Alves Junior perguntei se havia verba de representação;

De pronto

Arthur respondeu: Sim. Abri mão de recebê-la

Inquiri

Como sobrevive

Contrapôs

Ajuda do meu pai e aluguel de casas

Senhores candidatos à presidência

Atualmente a verba deve estar entre três a três mil e quinhentos reais mês

Pesquiso

Havendo sincera e decente auditoria das quatro ou cinco ultimas gestões,

Até o concluso

E melhoria do caixa; os senhores admitem abrir mão da verba?

Aviso

Para ter acesso a comentários mais detalhados sobre a movimentação de bastidores das eleições do SAFESP acesse à edição em vídeo na parte final desta coluna

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34ª Rodada da Série A do Brasileirão – 2019

Sábado 23/11

Santos 4 x 1 Cruzeiro

Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS)

VAR

Daniel Nobre Bins (RS)

Item Técnico

Aceitável

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: 02 para santistas – 02 para cruzeirenses

Domingo 24/11

Atlético-MG 0 x 1 Atlético-PR

Árbitra: Edina Alves Batista (FIFA- SP)

Assistente 01: Emerson Augusto de Carvalho (FIFA- SP)

Assistente 02: Bruno Salgado Rizo (SP)

VAR

Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral (SP)

Item Técnico

1º – Na primeira etapa Edna Alves Batista acertou por ter corroborado com o assistente 02,

– no tempo que sinalizou impedimento do atleta Di Santo defensor da equipe mineira no lance findado com a redonda no fundo da rede

2º – Na segunda etapa a árbitra voltou a acetar, desta feita, no momento que apoiou o assistente 01,

– quando da marcação da posição de impedimento do atleticano mineiro Patric no momento que mandou a bola profundo da rede

VAR

Impedimentos confirmados

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: 03 para defensores da equipe mineira e 02 para paranaenses

Botafogo 1 x 0 Corinthians

Árbitro: André Luiz de Freitas Castro (GO)

VAR

Elmo Alves Resende Cunha (GO)

Item técnico

Compatível

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: 04 para botafoguenses e 02 para corintianos

No todo

O desempenho do principal representante das leis do jogo foi idêntico aos dois contendores; ou seja: Bem fraquinho

35ª Rodada – Quarta Feira 27/11

Corinthians 3 x 0 Avaí

Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhaes (FIFA- RJ)

VAR

Rodolpho Toski Marques (FIFA- PR)

Item Técnico

Admissível

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: 01 para defensor do Avaí

No todo

Joguinho tão feio quanto bater na mãe

Quinta Feira 28/11

Fortaleza 2 x1 Santos

Árbitro: Diego Pombo Lopez (BA)

VAR

Rodrigo Dalonso Ferreira (SC)

Item Técnico

Contenda que chamou atenção por ter sido bem disputada:

Arbitro

Diego Pombo Lopes acertou por ter marcado a falta cometida por Juninho defensor do Fortaleza no oponente Evandro;

Mas

Errou apontando falta fora da área

VAR

Sugeriu que revesse a origem do fato

Arbitro

Foi ao monitor, rapidamente voltou pro campo, corretamente, apontou a marca da cal

Penal

Batido por Carlos Sanches, redonda no poste esquerdo do goleiro, voltando pro Sanches tocar e cometer infração apontada pelo árbitro

Item Disciplinar

Festival de Cartão Amarelo: 04 para defensores da equipe mandante e 09 para santistas

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Política

STF, o poder das antessalas

Ministros do Supremo tentam fazer história agora, já que antes não tiveram de fazê-la

Ao elaborar a primeira Constituição da República, o jurista baiano Rui Barbosa imaginou um Supremo Tribunal Federal (STF) que exercesse o papel moderador do imperador Pedro II. Criou um poder com pesos demais e freios de menos. A escolha de grandes juristas para ocupá-lo mascarou esse problema. O marechal Castelo Branco chegou a criar cinco vagas, mas logo depois, no Pacote de Abril, Geisel e Golbery mantiveram os 11 de um time de futebol. Até que veio a democracia de 1988 e os civis no poder substituíram os sábios de antanho pelos ocupantes das antessalas dos palácios que passaram a ocupar na democracia dos que nunca tinham comido mel e se lambuzaram todos.

Em Memórias do Esquecimento, o jornalista e militante da esquerda armada contra o regime militar Flávio Tavares reconheceu o papel honroso desempenhado em sua biografia por um dos cinco ministros adicionados por Castelo. Trocado pelo embaixador Charles Elbrick, Tavares teve seu habeas corpus negado pelo Superior Tribunal Militar. Mas no STF, sua defesa, apresentada por Evaristo de Moraes e George Tavares, foi aceita pelo relator Adalício Coelho Nogueira, que fez história ao dar o primeiro habeas corpus a um acusado pela então novíssima Lei de Segurança Nacional. Essa decisão passou, então, a regular pleitos do gênero.

Certa vez, o colega Carlos Marchi e eu almoçamos com Tavares no restaurante do Estado, ocasião em que ele nos alertou, com desalento: “Vocês ainda vão testemunhar quão nefastos serão os resultados da ignorância de Lula sobre o futuro do Brasil”. Na ocasião, o ex-sindicalista estava em seu primeiro mandato e os resultados de sua arrognância (neologismo cunhado por Roberto Campos, misturando arrogância com ignorância) ainda estava a produzir pérolas de suas escolhas para o mais alto grau do Poder Judiciário. Lula abandonou critérios que nortearam a presença de Nelson Hungria e outros grandes nomes do Direito na vida acadêmica e na cena forense.

Ele indicou pessoas de seu convívio pessoal ou ocupantes de sua assessoria partidária. Ricardo Lewandowski era obscuro assessor do obscuro Aron Galante, ex-prefeito de São Bernardo do Campo, berço sindical de Lula. Desde os tempos de estudante de Direito, Dias Toffoli nunca teve outra ocupação na vida que não fosse trabalhar para o PT ou petistas no poder. Nunca produziu nada que pudesse ser confundido com uma obra do Direito e nunca foi mais do que assessor jurídico da Casa Civil e de bancadas petistas e advogado-geral da União na gestão federal sob o PT. O voto estapafúrdio por ele produzido para justificar o caso mais estrambólico da história da Justiça, em que misturou alhos (Receita Federal) com bugalhos (Coaf que virou UIF), resulta exatamente de uma ignorância crassa em que citou o título de uma coluna de Nelson Rodrigues (A vida como ela é) como se fosse uma frase dele. Isso fez com que fosse comparado a O homem que sabia javanês, conto satírico de Lima Barreto, protagonizado por um vigarista que se passava por professor do idioma remoto, desmascarado quando não comprovou o que dizia saber, seu meio de vida.

A procuradora mineira Cármen Lúcia, autora de belas frases (“cala-boca já morreu” e “caixa 2 é crime”), mera retórica vazia, é outra escolha do profeta de Caetés que passa longe da fama de um Moreira Alves.

Nelson Jobim, o político gaúcho que já se orgulhou de ter alterado a redação de tópicos da enxundiosa Constituição que hoje nos governa para o bem e para o mal, é autor do veredicto mais correto para ser justa sua escolha para fazer parte do time do STF. Ele, que já foi ministro do tucano Fernando Henrique e do petista Lula e também membro e presidente do STF, cunhou uma exata justificativa para escalar o Olimpo desse poder dito “moderador”: “Para ser ministro do Supremo é preciso fazer História antes”. Nada de fazer depois!

A partir dessa sábia definição é possível concluir que, após a farra populista posterior à queda da ditadura e ao fim da dita Nova República, nenhum o cumpriu para alcançar o topo da Justiça, incluindo o autor. José Sarney indicou Celso de Mello, assessor de seu ministro da Justiça, Saulo Ramos, famoso advogado que indicou o então subalterno para o posto e depois o descreveu de forma escatológica no livro de memórias Código da Vida. Pode-se discordar da escatologia, mas não do fato de o hoje decano não ter algum feito histórico antes do STF similar aos de Evandro Lins e Silva, Victor Nunes Leal, autor do clássico de ciência política Coronelismo, Enxada e Voto, e Hermes Lima, cassados pelo regime militar.

Fernando Collor nomeou o primo Marco Aurélio, cuja carreira é uma boa definição de nepotismo disponível no serviço público: foi nomeado juiz do Trabalho por influência do pai e desembargador do Tribunal Regional do Trabalho pelo general Figueiredo a pedido do pai poderoso, Plínio Affonso de Farias Mello. Fernando Henrique promoveu um habitante do planeta das antessalas do poder civil, Gilmar Mendes, egresso de uma Procuradoria da República, para soltar antigos companheiros do mesmo ambiente, Paulo Preto, assessor técnico de Aloysio Nunes Ferreira na gestão presidencial tucana, entre muitos outros privilegiados.

Alçada de cargos da burocracia da Justiça do Trabalho para tribunais superiores, Rosa Weber foi nomeada por Dilma Rousseff e desde então tem mostrado enorme dificuldade para ler textos de seus votos, da lavra de assessores, como o foi no mensalão o ex-juiz Sergio Moro. A experiência de Michel Temer no ensino do Direito não o levou a indicar um jurista do porte de Cândido Motta ou Prado Kelly, nomeado por Castelo, preferindo Alexandre de Moraes, que fez carreira sob Kassab e Alckmin. Mas não História.

Aliás, nenhum dos 11 atuais fez. Talvez por isso se empenham muito em fazer agora. E normalmente no lado errado.

José Nêumanne: Jornalista, poeta e escritor – Publicado no Estadão do dia 27/11/2019

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Finalizando

“O juiz não é nomeado para fazer favores com a justiça, mas para julgar segundo as leis”

Platão: foi um filósofo e matemático do período clássico da Grécia Antiga

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Chega de Corruptos e Corruptores

Se liga São Paulo

Acorda Brasil

SP-30/11/2019

Confira abaixo o programa “COLUNA DO FIORI”, desta semana.

Nele, o ex-árbitro comenta assuntos, por vezes, distintos do que são colocados nesta versão escrita:

*A coluna é também publicada na pagina http://esporteformigoni.blogspot.com

*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.

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