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Justiça absolve Palmeiras por vergonhosa rede da Arena Palestra

Em setembro, os torcedores Claiton Ramos Guedes, Rafael Spencer Souza e Thiago Mascarenhas Brandão ingressaram na Justiça contra o Palmeiras e a Alpark, empresa administrada pela WTorre.

A reclamação era sobre a vergonhosa rede, colocada na Arena Palestra, que impedia a torcida adversária de ter uma visão decente – esperada em novos estádios – de uma partida de futebol.

O pedido: além da devolução do dinheiro gasto em ingressos e estacionamentos, uma indenização por danos morais.

Porém, de maneira surpreendente, o juíz Domicio Whately Pacheco e Silva, da 1ª Vara Civil do Foro de Vergueiro, deu ganho de causa ao clube e à construtora.

Abaixo trechos destacados da sentença:

“(…) sustenta a Sociedade Esportiva Palmeiras que “a imagem somente não está mais nítida, muito provavelmente […] pela resolução da câmera utilizada para registrar a imagem, bem como diante da distância do setor da arquibancada ao campo””

“Argumenta que, “pelo fato da rede de proteção estar próxima aos Autores, a câmera utilizada focou em tal objeto, fazendo parecer que a rede atrapalharia a visão dos torcedores” (v. fls. 216),o que, a seu ver, não corresponderia à realidade”

“As fotografias apresentadas com a inicial, ademais, demonstram que, apesar de incômoda, a tela de proteção não impedia que os torcedoresacompanhassem a partida de futebol (v. fls. 32 e 34, em especial)”

“É compreensível, ademais, a preocupação da ré, considerando que, muitas vezes,os torcedores adversários atiram objetos no gramado, o que pode causar lesão aos jogadores, aos árbitros e aos demais torcedores”

“Seja como for, considerando que os autores parecem ter exagerado na narrativa, era deles o ônus da prova, diante da ausência de verossimilhança. Como afirmaram que não pretendiam produzir outras provas (v. fls. 164), não têm razão.”

“Ante exposto, julgo IMPROCEDENTES os pedidos, na forma do artigo 487, I, do Código de Processo Civil, sem fixar encargos sucumbenciais, haja vista a ausência de má-fédas partes (artigo 55 da Lei n.º 9.099/95).”

Difícil não sentir vergonha, diante das imagens expostas pela mídia e de diversos relatos de torcedores que enfrentaram o mesmo problema, de uma decisão judicial absolutamente distorcedora da realidade.

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