Coluna do Fiori

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE
Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.
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“Maldita seja a língua mentirosa que derrama ácido sobre os compromissos de quem assume a verdade!”
Helgir Girodo – Pensador
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Sufrágio para eleger nova diretoria do SAFESP poderá ser agendado entre os dias 18 e 20/12/2019

Zunzunzuns
Das esquinas próximas a sede da entidade indicam que haverá 03 Chapas concorrentes lideradas por:
1ª – Aurélio Sant’Anna Martins e Regildenia de Holanda Moura
2ª – Liderada por José Assis Aragão
3ª – Encabeçada por Renato Aparecido Fazanaro Canadinho
Diserto
a – Aurélio está inscrito no quadro de árbitros da FPF no ano 2020;
b – Regildenia é instrutora da CONMEBOL
c – José Assis Aragão exerce a atividade de delegado da presidência FPF
d – Renato Aparecido Fazanaro Canadinho, renunciou a presidência da Associação de Árbitro de Piracicaba e Região,
Igualmente
Não restaurara sua inscrição como Analista Federação Paulista de Futebol
Diante destes possíveis candidatos
Apesar de não o conhecer, sou convencido que Renato Aparecido Fazanaro Canadinho seja possuidor de forte caráter e métodos que independem das perversas interferências dirigentes e outros que tais
Advertência
Por determinação judicial caberá a Comissão Eleitoral abraçar o Regulamento 2004
Não bancando
Certamente os prejudicados recorrerão à justiça
Recomendo
Juízo, necas de perseguição e bom senso
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30ª Rodada da Série A do Brasileirão – 2019
Sábado 02/11
Fortaleza 2 x 2 Atlético-MG
Árbitro: Rodolpho Toski Marques (FIFA-PR)
VAR
Heber Roberto Lopes (SC)
Item Técnico
Aceitável
Item Disciplinar
Cartão Amarelo: 04 para defensores da equipe mandante e 03 para visitantes
Cartão Vermelho: Para Gigio defensor atleticano após segundo amarelo e vermelho direto para Jose Augusto da Cruz Albuquerque treinador de goleiro do Fortaleza
Palmeiras 1 x 0 Ceará (VT dos lances)
Árbitro: Felipe Fernandes de Lima (MG)
VAR
Igor Junio Benevenuto de Oliveira (MG)
Item Técnico
O placar apontava Palmeiras 1 x 0 gol legal do Zé Rafael
Dentro
Da área Vitor Hugo zagueiro palmeirense derrubou seu oponente Chico
Sem
Pestanejar e corretamente Felipe Fernandes de Lima apontou a marca da cal
Penalidade
Batida por Bérgson, defendida pelo goleiro Weverton
Entretanto
Errou o árbitro por não ter anulado a cobrança por invasão da área cometida por palmeirenses
VAR
Com toda tecnologia o principal componente tinha o dever e obrigação de comunicar a irregularidade, mas se fez de migue
Impedimento
Sinalizado corretamente por Felipe Alan Costa de Oliveira assistente 01, no instante que Gustavo Comes cabeceou a redonda profundo da rede adversaria
VAR
Ouvido, impedimento confirmado
Duvidei
Da marcação de impedimento do atacante cearense Bérgson no instante que dominou a redonda para colega mandar profundo da rede palmeirense
VAR
Ouvido confirmou
Acredito
Que os componentes do VAR não prestaram atenção no momento que o penúltimo palmeirense adiantou o pé no momento que a bola foi passada para Bérgson
Item Disciplinar
Cartão Amarelo: 02 defensores do Palmeiras e 02 para defensores do Ceará
Domingo 03/11
Flamengo 4 x 1 Corinthians
Árbitro: Jean Pierre Goncalves Lima (RS)
VAR
Leandro Pedro Vuaden (RS)
Item Técnico
Acertou ao marcar a penalidade máxima do goleiro corintiano Cassio no momento que derrubou o oponente Arrascaeta com deu forte tapa no pé direito
Penal
Batido por Bruno Henrique, rebatido por Cassio, sobrando para Bruno Henrique mandar profundo da rede. Flamengo 1 x 0
Item Disciplinar
Cartão Amarelo: 01 para defensor corintiano
No todo
Desempenho aceitável dos representantes das leis do jogo
31ª Primeira Rodada – Quarta Feira 06/11
Corinthians 3 x 2 Fortaleza
Árbitro: Caio Max Augusto Vieira (RN)
VAR
Adriano Milczvski (PR)
Item Técnico
Via TV, abrangi que o segundo gol do Fortaleza consignado por Kieza foi legal
Todavia
Com toda tecnologia os componentes do VAR demoraram tempão para confirmar
Assistente 01
Alessandro Álvaro Rocha de Matos (FIFA-BA) acertou por ter sinalizado a posição de impedimento do atacante Kieza no momento que recebeu e cabeceou a redonda profundo da rede corintiana
VAR
Ouvido confirmou impedimento
Item Disciplinar
Cartão Amarelo: 02 para defensores do Corinthians e 03 para defensores do Fortaleza
Quinta Feira 07/11
São Paulo 0 x 2 Fluminense
Árbitro: Daniel Nobre Bins (RS)
VAR
Jean Pierre Goncalves Lima (RS)
Item Técnico
Acertou por ter dado prosseguimento a contenda e interpretado corretamente a lei do jogo quando da batida da bola no cotovelo de um dos defensores da equipe carioca
Item Disciplinar
Cartão Amarelo: 02 para equipe mandante e 01 para visitante
No todo
Trabalho oportuno dos representantes das regras do jogo
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Política
Autocombustão

O poder do desagregador pode ser forte, mas é efêmero
Governantes conflituosos e desagregadores fazem parte da história política aqui e alhures. Questão de personalidade, coisa de gente a quem apraz criar confusão, cultivar desafetos, afastar possibilidades de afetos. É um jeito, e cada um tem o seu, conforme já pontificava aos 5 anos de idade a pequena Bárbara Kramer a pretexto de reivindicar flexibilidade nas (maçantes?) regras maternas. Coisa dos nascidos para negociar.
Diferentes são as maneiras daqueles vocacionados para o embate permanente, cujo estilo não admite a alteridade. Não reconhecem valor na condição de outro, menosprezam o que é distinto, relegam ao plano das irrelevâncias pessoas e situações das quais discordam e as quais consideram equivocadas. Esse é o tipo desagregador que em geral se dá mal, notadamente na política, uma arte que pressupõe e almeja o encontro se não necessariamente das ideias, mas certamente das soluções.
Crises brasileiras estão cheias desses exemplos. O que foi a negociação da transição democrática? Um caso pronto e acabado de elogio à negociação comandada por agentes moderadores do jaez de Tancredo Neves, Franco Montoro, Ulysses Guimarães e companhia, aí incluído José Sarney, que assumiu no susto a Presidência e levou a transição de maneira incrivelmente bem negociada com uma Assembleia Constituinte na rua e um regime militar ainda nos calcanhares.
A eleição direta que se seguiu à retomada do poder civil levou à Presidência um confrontador. Na figura de Fernando Collor, eleito em clima de guerra contra o inimigo que denominou “marajás” em contraponto à conciliação de Sarney, vista à época como malsã condescendência ao sistema de privilégios.
Collor confrontou-se com os parlamentares, aos quais se referia como “essa gente”. Gente que, na oportunidade criada por protestos da sociedade, o derrubou mediante processo de impeachment motivado por denúncias de corrupção. É consenso hoje que não teria caído se tivesse dado valor à institucionalidade do Congresso como representante legítimo da sociedade.
A esse trauma seguiu-se a eleição de dois conciliadores, com intervalo de ocupação da Presidência pelo adepto do atrito Itamar Franco. A despeito do acerto de ter posto FH no Ministério da Fazenda, Itamar perdeu a parada da escolha do candidato à Presidência. Preferia Antônio Britto àquele que lhe controlava os arroubos de temperamento e viria a ganhar duas eleições em primeiro turno por força da capacidade de bancar a equipe de autores do Plano Real e da habilidade de transitar entre os tradicionalmente contrários.
Dois deles, Antonio Carlos Magalhães e Jader Barbalho, seriam vitimados nos respectivos mandatos justamente pelo espírito de confrontação que a ambos assolava. Jader e ACM caíram, e FH prosseguiu. Aos trancos, pois sentiria as perdas na campanha eleitoral de 2001, que no ano seguinte viria a eleger Luiz Inácio da Silva, em sua quarta tentativa para chegar à Presidência.
Foi sucedido por outro conciliador e ao mesmo tempo um ás na confrontação de palanque. Lula se manteve no poder e dele saiu com grande apoio popular, a despeito dos escândalos de corrupção, em boa parte por causa do jeito de ele agregar companhias e se fazer gostar. Até hoje, mesmo preso, é querido e faz sucesso no meio político. Gente que invocava Lula na maior saudade quando Dilma chegou lá.
Logo de início se estabeleceu a diferença entre criador e criatura, que viria a se expressar de modo explícito no segundo mandato, no qual as péssimas relações de Dilma com o Congresso, a sociedade, a lógica e a linguagem não resistiriam à insatisfação com aquele jeito abrutalhado de ser. A presidente caiu por crime de responsabilidade que provavelmente teria sido mitigado não fosse ela uma desagregadora militante.
O estilo faz o homem e a mulher. Na atual conjuntura temos na Presidência um desagregador cujas maneiras de espalha-brasas acrescentam-se às dos filhos e de uma penca de seguidores que não se dão conta do potencial ruinoso contido na escolha da dinâmica do embate permanente. Acreditam que, assim, vão se dar bem por obra das tropas mais fiéis.
Pode até ser, embora a trajetória dos desagregadores não os favoreça e muito menos dê notícia de que seja esse o melhor jeito de se conservarem em seus altos postos. Ao contrário, a história demonstra que os desagregadores foram efêmeros, enquanto os agregadores perduraram. É o que está registrado, à disposição de quem se propuser a aprender. Se não quiser perder o poder num repente e sem saber muito bem por quê.
Dora Kramer: Jornalista e comentarista – Publicado na VEJA edição nº 2660
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Finalizando
Enquanto o combustível da humanidade for o ódio, corrupção social, separação e desagregação de vidas .
O transporte publico não vai pra frente.
O mundo para ninguém anda e nem sai do lugar.
Adágio de: Carlinha Crespo
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Chega de Corruptos e Corruptores
Se liga São Paulo
Acorda Brasil
SP-09/11/2019
Confira abaixo o programa “COLUNA DO FIORI”, desta semana.
Nele, o ex-árbitro comenta assuntos, por vezes, distintos do que são colocados nesta versão escrita:
*A coluna é também publicada na pagina http://esporteformigoni.blogspot.com
*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.
