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Oposição irrelevante facilita a vida de Andres Sanches no Corinthians

Recentemente, o presidente do Corinthians, Andres Sanches, mentiu ao Conselho Deliberativo sobre diversos assuntos, entre os quais a situação financeira do negócio estádio de Itaquera.

Descobriu-se, então, que, diferentemente do apregoado, o clube não possui acordos de pagamentos firmados, oficialmente, nem com a CAIXA, muito menos com a Odebrecht.

A revelação, em vez de se dar por expediente interno, como deveria, somente chegou ao conhecimento dos conselheiros pela imprensa, após vazamento de ação judicial do banco executando garantias fornecidas pelo Timão.

Este fato aliado à recente perda de ação judicial para a Prefeitura, que pode levar a sede alvinegra, no Parque São Jorge, à interdição, seriam suficientes para, em qualquer clube decente, gerar aos responsáveis pelo caos, no mínimo, o afastamento temporário.

Mas o Corinthians vive um momento político peculiar, facilitador para a impunidade de seus malfeitores.

Desde as últimas eleições do clube, não existe mais um nome de peso liderando a oposição alvinegra, que, em tese, seria a responsável pela fiscalização das barbaridades.

O último personagem relevante, o atual presidente do Tribunal de Conta de São Paulo, Roque Citadini, afastou-se, por decisão pessoal, de pretensões presidenciais.

Os demais, pelo menos entre os que se apresentam, não possuem tamanho ou coragem suficiente para duelar contra os desmandos de Andres Sanches, fortalecido, além do mais, pela proteção financeira do empresário Paulo Garcia, que domina parte do conselho.

Nessa toada, apesar dos rolos judiciais que envolvem o presidente do Corinthians, ainda que condenado criminalmente, seja pelos afamados ‘golpes de arara’ ou pelos problemas investigados pela desmoralizada ‘Lava-Jato’, é pouco provável que, pelas urnas, ocorra a troca de poder, que frequenta o mesmo grupo há quase treze anos.

A solução seria uma representação oficial de conselheiros na Justiça, fundamentada em comprovada denúncia de ‘gestão temerária’, com pedido liminar de afastamento.

Mas quem teria coragem de propô-la ?

Sanches navega, apesar da turbulência externa e do péssimo desempenho da equipe de futebol, quando dentro do Parque São Jorge, onde, de fato, são decididas as coisas, em situação controlada, sem adversários que possam afrontá-lo, seja por voto ou pela relevância política.

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