Coluna do Fiori

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE
Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.
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“As pessoas não carecem de força, carecem de determinação”
Victor Hugo – foi um romancista, poeta, dramaturgo, ensaísta, artista, estadista e ativista pelos direitos humanos francês de grande atuação política em seu país
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Excessiva

E misteriosa, as teimosas intervenções do VAR, igualmente, o voltar atrás dos assopradores de latinha em muitas partidas do Brasileirão e Copa do Brasil
Amostra
Contendas do Brasileirão e Copa do Brasil, avaliadas a seguir
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10º Rodada da Série A do Brasileirão – 2019
Sábado 13/07
Grêmio 2 x 1 Vasco da Gama
Árbitro: Rodolpho Toski Marques (FIFA-PR)
VAR
Paulo Roberto Alves Junior (PR)
Item Técnico
Acertou
No instante que marcou a penalidade máxima cometida por David Braz no minuto que puxou o vascaíno Henriquez.
– Pikachu abriu o placar mandando a bola profundo da rede gremista
Vasco prejudicado
Pikaju dominou a redonda, driblou dois gremistas e chutou a bola profundo da rede;
– de pronto, corretamente o boto-branco estica o braço esquerdo apontando o centro do campo
VAR
Pouco antes do reinicio VAR diz que ocorreu irregularidade no lance antecedente ao domínio do Pikaju,
– quando da disputa normal do vascaíno Rossi no oponente Matheus Henrique
Voltou atrás
Boto-branco FIFA foi ao monitor, reviu o lance, voltou para campo, desmoralizou-se, anulando gol legal do atacante vascaíno
Item Disciplinar
Cartão Amarelo: 02 para gremistas e 06 para vascaínos
São Paulo 1 x 1 Palmeiras
Árbitro: Bruno Arleu de Araujo (RJ)
VAR
Rodrigo Carvalhaes de Miranda (RJ)
Item Técnico
Não interviu no resultado
Item Disciplinar
Cartão Amarelo: 03 para palmeirenses e 03 para são-paulinos
Domingo 14/07
Corinthians 1 x 0 CSA (Centro Esportivo Alagoano)
Árbitro: Wagner Reway (FIFA-PB)
VAR
Carlos Eduardo Nunes Braga (RJ)
Item Técnico
Deixou de marcar a claríssima falta penal sofrida por Daniel Alves, defensor corintiano teve seu pé direito pisado pelo oponente Celsinho
VAR
Apesar das diversas câmeras seu principal componente, assistente e carradas de penduricalhos se mancaram, segue o jogo
Item Disciplinar
Cartão Amarelo: 02 para corintianos e 06 para alagoanos
Copa do Brasil 2019 – Quartas de Final: partida de volta
Quarta Feira 17/07/19
Bahia 0 x 1 Grêmio
Árbitro: Braulio da Silva Machado (FIFA-SC)
VAR
Bruno Arleu de Araujo (RJ)
Item Técnico
Como principal:
Vagou
Por estar bem distante, acertou ao marcar a falta cometida por Moisés no oponente Alisson; contudo, errou feio apontando a marca da cal
Recuou
Após ouvir o VAR, Braulio da Silva Machado caminhou até o monitor, reviu o lance, voltou ao campo, sinalizando fora da área
Item Disciplinar
Cartão Amarelo: 04 para defensores do Bahia e 04 para gremistas, que, somado ao recebido pelo técnico Renato Gaúcho: totalizam 05
Cartão Vermelho: 01 para o baiano Moisés quando da falta acima citada
Atlético-MG 2 x 0 Cruzeiro
Árbitro: Flavio Rodrigues de Souza (SP)
VAR
Thiago Duarte Peixoto (SP)
Item Técnico
Interpretando
Que não ocorreu o lance claramente faltoso em cima do atleticano Fabio Santos após rebote vindo do interior da área oponente; deixou o jogo seguir, proporcionando,
Contra ataque
Cruzeirense findado com Pedro Rocha mandando a bola profundo da rede atleticana
Confusão
Após bola estar no fundo da rede, Pedro Rocha tirou a camisa, indo comemorar em frente à torcida atleticana,
– gerando a revolta dos defensores atleticanos, resultando na expulsão de: 01 atleticano e 01 cruzeirense
VAR
Foi ouvido após o bafafá, boto-branco caminhou até o monitor, viu e reviu, demorou tempão para se contrariar e apontar a falta que estando em cima do fato, interpretara não ter ocorrido
Item Disciplinar
Cartão Amarelo: 03 para atleticanos e 03 para cruzeirenses
Cartão Vermelho: citados no irem confusão
Internacional 1 x 0 Palmeiras (no tempo normal)
Na disputa por pênaltis
Internacional 5 x 4 Palmeiras
Árbitro: Rafael Traci (SC)
VAR
Rodrigo D’Alonso Ferreira (SC)
Item Técnico
Mostrou insegurança voltando atrás em dois momentos
1º – por estar distante ao assinalar inexistente penalidade máxima favorável à equipe alviverde quando da queda e simulação do Filipe Melo que houvera sido tocado por um oponente
2º – Por ter marcado falta inexistente em cima do palmeirense Felipe Melo após cobrança do escanteio e cabecear de um oponente, findado com a redonda no fundo da rede alviverde
VAR
Foi ouvido nos dois fatos, assoprador foi ao monitor, voltou ao campo para invalidar o que houvera sinalizado
Em Tempo
Após anular a decisão da inexistente falta penal em Felipe Melo,
– sou convicto que o assoprador deveria ter-lhe advertido com cartão amarelo por simulação
Item Disciplinar
Cartão Amarelo: 03 para defensores do Internacional e 04 para defensores do Palmeiras
Cartão Vermelho: 01 para defensor da equipe mandante e 01 para visitante
Flamengo 1 x 1 Atlético-PR (tempo normal)
Decisão por penalidades máximas
Flamengo 1 x 3 Atlético-PR
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (FIFA-GO)
VAR
Igor Junio Benevenuto de Oliveira (MG)
Item Técnico
Aceitável
Item Disciplinar
Cartão Amarelo: 02 para flamenguistas e 03 para atleticanos
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Política
O poder como capricho

Caso o convite a Eduardo Bolsonaro para a embaixada em Washington seja oficializado, é responsabilidade do Senado barrar a indicação, que avilta o bom senso.
É um disparate, em todos os sentidos, a ideia de o presidente Jair Bolsonaro indicar o seu filho Eduardo para o posto de embaixador do Brasil em Washington. Caso o convite seja oficializado, é responsabilidade do Senado barrar a indicação de pai para filho, indicação essa que avilta o bom senso, menospreza a defesa técnica e qualificada do interesse nacional, transforma o Estado em assunto de família e manifesta, uma vez mais, a dificuldade de Jair Bolsonaro para compreender o que é ser presidente da República, muito diferente de ser chefe de um clã.
“No meu entender, (Eduardo Bolsonaro) poderia ser uma pessoa adequada e daria conta do recado perfeitamente em Washington”, disse o presidente, após apontar as razões pelas quais entende que seu terceiro filho poderia ser o embaixador do Brasil nos Estados Unidos: “Ele é amigo dos filhos do Trump, fala inglês e espanhol, tem vivência muito grande de mundo”.
O papel do embaixador é representar o País e o interesse nacional, numa relação de confiança e, ao mesmo tempo, de independência perante outro país. As nações que têm a pretensão de serem respeitadas no cenário internacional dispõem de um corpo diplomático bem formado e tecnicamente qualificado. Não faz nenhum sentido que o Brasil, com uma tradição diplomática do mais alto nível, deixe a embaixada em Washington nas mãos de um amador, por mero capricho familiar.
O embaixador não está em representação de uma pessoa, de um partido ou de uma causa. Ele representa o Estado brasileiro. Tanto é assim que “compete privativamente ao Senado Federal aprovar previamente, por voto secreto, após arguição em sessão secreta, a escolha dos chefes de missão diplomática de caráter permanente”, como dispõe a Constituição.
Após o presidente Jair Bolsonaro anunciar o possível mimo ao filho, Eduardo disse que “aceitaria qualquer missão que o presidente me der”. Mostrando que sabe tão pouco quanto o pai sobre a diplomacia, o deputado federal pelo PSL falou de suas credenciais para o cargo. “Não sou um filho de deputado que está do nada vindo a ser alçado a essa condição. (…) Sou presidente da Comissão de Relações Exteriores, tenho uma vivência pelo mundo, já fiz intercâmbio, já fritei hambúrguer lá nos Estados Unidos, no frio do Maine, Estado que faz divisa com o Canadá, no frio do Colorado, em uma montanha lá. Aprimorei o meu inglês, vi como é o trato receptivo do norte-americano para com os brasileiros”, disse.
A fala de Eduardo Bolsonaro, absolutamente adequada em uma cena de comédia e absolutamente inadequada na discussão sobre o preenchimento de um posto diplomático da importância da embaixada em Washington, só confirmou sua ignorância sobre as relações internacionais. Em novembro do ano passado, na condição de filho do presidente eleito, Eduardo circulou pelos Estados Unidos com um boné de cabo eleitoral de Donald Trump. A Constituição de 1988 define, entre os princípios que devem nortear o País em suas relações internacionais, a independência nacional, a autodeterminação dos povos e a igualdade entre os Estados. Com o boné “Trump 2020”, Eduardo Bolsonaro desrespeitou, de uma só vez, os três princípios constitucionais.
Na mesma viagem aos Estados Unidos, Eduardo Bolsonaro deu outro exemplo de seu desconhecimento sobre a complexidade das relações internacionais e o interesse nacional. Questionado sobre uma possível mudança da embaixada do Brasil em Israel para Jerusalém, Eduardo pontificou: “A questão não é perguntar se vai, a questão é perguntar quando será”. A ideia, mera imitação dos caprichos de Trump e que poderia custar muito caro ao Brasil, foi por ora abandonada pelo governo.
É evidente que Eduardo Bolsonaro não tem nenhuma credencial para o cargo de embaixador do Brasil nos Estados Unidos. O único atributo que leva seu nome a ser cogitado para o posto em Washington é ser filho de Jair Bolsonaro. Uma indicação assim, tão despótica – no sentido mais exato do termo –, desmerece o País interna e externamente. Se o capricho familiar for adiante, que o Senado, em sinal de respeito ao País e à Constituição, lhe aponha o devido veto.
Opinião do Estadão publicada no dia 16/07/2019
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Finalizando
“Discutir com um homem que renunciou à sua razão é como medicar um cadáver”
Thomas Paine – foi um político britânico, revolucionário, inventor, intelectual e um dos Pais Fundadores dos Estados Unidos da América
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Chega de Corruptos e Corruptores
Se liga São Paulo
Acorda Brasil
SP-20/07/2019
Confira abaixo o programa “COLUNA DO FIORI”, desta semana, que foi ao ar em nosso canal do YouTube.
Nele, o ex-árbitro comenta assuntos, por vezes, distintos do que são colocados nesta versão escrita:
*A coluna é também publicada na pagina http://esporteformigoni.blogspot.com
*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.
