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Radialista entrega reunião com senador Kajuru e um de seus ‘laranjas’ em rádio de Goiânia

No último dia 29 de maio, o Blog do Paulinho revelou que o senador Jorge Kajuru iria se utilizar de três ‘laranjas’ para ocultar sua propriedade na ressuscitada ‘Rádio K’ de Goiânia.

Kajuru coloca “laranjas” na Rádio K para fugir de credores

São eles: Evandro Gomes, Charlie Oliveira e Mané de Oliveira.

Recentemente, o locutor esportivo Ricardo Lima, ao recusar oferta de Kajuru para trabalhar na emissora, entregou, em mensagem postada nas mídias sociais, parte da operação.

Citou encontro, em hotel de Goiânia, que manteve com o senador e também seu preposto ‘Charlie’, em que discutiu-se diversos procedimentos, entre os quais a política de não emissão de notas fiscais a patrocinadores.

Soubemos também, por fonte distinta, que Kajuru estaria trocando anúncios na rádio por promessas de emendas parlamentares.

Nada surpreendente para quem, conforme comprovaram escutas da Polícia Federal, vendeu o silêncio por alguns trocados do bicheiro Carlinhos Cachoeira.


Confira abaixo o desabafo do radialista Ricardo Lima, que, involuntariamente, acabou por entregar Jorge Kajuru como proprietário de rádio em Goiânia:

Ricardo Lima

Muitos amigos, parentes e pessoas que gostam da minha atuação como radialista esportivo, estão me ligando e querendo saber porque que eu não estou na nova equipe das ‘FERAS DO KAJURU’ na RADIO SAGRES 730-AM.

Pensei que, não precisaria explicar, mas, como tem muita gente me ligando e toda hora eu conto a mesma história, resolvi contar aqui no FACEBOOK, uma REDE SOCIAL frequentada pela maioria dos meus amigos, tanto no meio rádio, quanto de outras atividades.

Fui convidado pelo Kajuru, tivemos uma reunião muito proveitosa em um hotel em Goiânia, após essa reunião tive mais quatro contatos com o Charlie Pereira e três com o Jose Carlos Lopes.

No primeiro encontro, Kajuru e Charlie propuseram-me pagar uma quantia ‘x’ durante três meses e que depois desse período eu teria que viabilizar o meu próprio salário através de uma cota de publicidade.

Seria âncora em programas e jornadas esportivas no rádio e em um projeto de TV.

Sempre fui contra ao profissional de rádio ter que vender publicidade pra fazer o seu salário. Se o comerciante resolve cancelar a publicidade, a partir desse momento esse profissional não tem renda e aí, como que ele vai fazer daqui a 30 dias???

Outro detalhe, como a rádio e nem a empresa emitiriam notas fiscais para esses patrocinadores, eu teria que abrir uma empresa de publicidade pra emiti-las e consequentemente justificar aquela mídia na programação esportiva.

Outra situação que pra mim é complicada: por ser prestador de serviço não teria a minha carteira de trabalho assinada e, consequentemente, perderia direito a contar tempo de serviço para uma futura aposentadoria, não teria direito a férias remuneradas e nem 13° eu seria uma empresa.

vender publicidade nesse seguimento é normal e natural, mas eu quero ser pago pelo meu trabalho de radialista e não de publicitário. A venda da publicidade é um ‘plus’ no seu salário.

Me considero um ótimo profissional de rádio.

Mesmo longe da atividade tenho plenas condições de ser o âncora e o reporter que fui quando trabalhava no radio esportivo.

Deixei de atuar no radio esportivo porque a condição salarial à época beirava a miséria, com radialistas mudando de profissão porque não estavam conseguindo colocar o básico em casa.

Mais uma vez, vem o kajuru e movimenta todo o rádio goiano e tomara que a nossa classe seja novamente valorizada.

O radio esportivo goiano precisava dessa sacudida. A equipe ‘feras do esporte’ da radio Bandeirantes vai ter que buscar reforços e o Nivaldo Carvalho tá mostrando força e contratando grandes profissionais, a radio brasil central, uma empresa estatal, precisa retomar o seu projeto escrete de ouro, a equipe da cbn com o correto ze roberto também vai ter que dar uma mexida e tomara que surjam outras equipes para absorver vários profissionais que estão surgindo e também os que estão parados.

Portanto meus amigos, fiz um breve resumo do motivo que não fui contratado pelas ‘FERAS DO KAJURU’.

Infelizmente eu preciso ter um salário que me satisfaça, carteira de trabalho assinada. A venda de uma possível cota de publicidade é consequência da audiência da equipe e também do meu trabalho.

Nos vários contatos que tive com o kajuru ele sempre disse que eu estaria na linha de frente, pelo profissional correto que sempre fui e pelo carinho que meu pai, Jota Junior, sempre teve por ele.

Afinal meu pai descobriu em São Paulo um diamante bruto com 16 anos e apresentou essa jóia ao radio mineiro e depois ao rádio goiano. O resto da História todos sabem.

Ser radialista está no meu dna, quem sabe a qualquer momento estejamos fazendo rádio esportivo. desculpem ter me alongado, mas em síntese, foi isso que aconteceu. Vida que segue.

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