Recuperação judicial da Odebrecht revela que divida do Corinthians com a CAIXA é de R$ 650 milhões

Ontem (18), a Odebrecht protocolou, na Justiça de São Paulo, o maior pedido de recuperação judicial da história brasileira.
R$ 98,5 bilhões.
Desdobramento, evidente, dos atos de corrupção de seus dirigentes, apontados, em alguns casos, pelos próprios, em delações premiadas ofertadas à Operação Lava-Jato da Polícia Federal.
Foram inseridas, no montante das dívidas da construtora, pendências com a CAIXA, referentes às obras do estádio utilizado pelo Corinthians, em Itaquera.
Ao todo, R$ 650 milhões, que já estavam em inicio de execução.
Destes, R$ 400 milhões foram intermediados pela CAIXA junto ao BNDES.
Os demais R$ 250 milhões correspondem a debentures firmados pela construtora junto à instituição, sob alegação de obras emergências à Arena do Timão.
Todas essas pendências estão asseguradas com patrimônio da Odebrecht, mas, por contrato firmado entre as partes, são de responsabilidade do Corinthians.
Em síntese, o banco cobra da construtora, que se acerta com o clube.
Por conta disso, todo o patrimônio do Corinthians, desde terrenos do Parque São Jorge, passando pela arrecadação do estádio até símbolos da agremiação foram cedidos ao ‘Arena Fundo’, gerido por braço da Odebrecht, enquanto durar a pendência com o negócio.
Ficou claro, diante da revelação de números oficiais da dívida com a CAIXA, que, se o Timão está pagando as parcelas do financiamento, estes valores não incidiram em diminuição da pendência.
Se faz necessária urgente reunião para fornecimento de explicações aos conselheiros alvinegros.
É necessário saber, entre outras coisas, no que a recuperação judicial da Odebrecht afetará os cronogramas de pagamentos alvinegros da pendência do empréstimo com o BNDES.
A única certeza é a de que a pendência direta do Corinthians com a construtora, praticamente quitada (através do repasse de CIDs e arrecadações) foi priorizada diante das existentes com instituições bancárias, sem que a empresa fosse questionada dos mais de R$ 200 milhões em obras, quando não inacabadas, levantadas em desconformidade com o previsto em contrato.
