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Promiscuidade e ‘furo’ no jornalismo esportivo

Leandro Quesada e Andres Sanches

A comprovação, em matérias do Blog do Paulinho, de que o repórter Mauro Naves mantém relacionamento comercial com cartolas e jogadores de futebol, é apenas parte da promiscuidade que assombra os bastidores da cobertura esportiva no Brasil.

Evidentemente, existem várias exceções.

Nem todos os que caem em tentação, porém, o fazem pelos mesmos objetivos.

Há os que não estão nem aí com a profissão e querem apenas enriquecer.

Outros encontram grandes dificuldades em conseguir informações, e, por conta disso, passam a barganhar favores em troca dos ‘furos’.

Nesse caso, o profissional ultrapassa, quase sempre, a tênue linha da omissão e distorção de fatos objetivando preservar seus informantes.

Mauro Naves parece, pelas evidências, encaixar-se em ambos os casos.

Alguém se lembra de um ‘furo’ relevante do jornalista global que não esteja contido no trivial, ou seja, escalação antecipada de alguma equipe, contratações, convocações, tudo o que, minutos depois, será exposto, oficialmente, pelos próprios objetos de notícia em notas oficiais ?

Este é o ponto.

A sucessão de ‘furos’ desimportantes em troca da ética, moral e respeito que deveriam nortear o jornalismo.

Não que para chegar ao relevante se deva vender a alma ao diabo.

Voltando a Naves: em décadas cobrindo a CBF, o jornalista, certamente o mais bem relacionado com presidentes, diretores, treinadores e jogadores da Casa Bandida, nunca notou a corrupção desenfreada na entidade ?

As diversas matérias de concorrentes à respeito, que, em tese, seriam bola nas costas do referido jornalista, indiciam três possibilidades: promiscuidade (pelos ‘furos’ menores), incompetência ou malandragem.

O pior é que esse tipo de comportamento acaba por gerar ao público a falsa sensação de que os campos da CBF seguem floridos e não, como de fato são, absolutamente enlameados.

Obviamente o exemplo de Naves não é único, bastando passada de olhos rápida na cobertura dos principais clubes brasileiros, ou escutando as entrevistas coletivas, recheadas de perguntas agradáveis, para notar uma espécie de cartel de notícias boas (quase todas repetidas ), reiterando, para deixar bem claro, com exceções (não muitas, lamentavelmente).

Quantas vezes, noutro exemplo intrigante, logo após estourar algum escândalo na imprensa contra o presidente do Corinthians, Andres Sanches, o dirigente foi convidado, no mesmo dia, a ser “entrevistado” pelo jornalista Leandro Quesada, então na rádio Bandeirantes ?

O teor do bate-papo sempre foi defensivo ao cartola alvinegro.

Em qual padrão poderíamos encaixar o comportamento de Quesada, algumas vezes visto em ‘entretenimento’ com o cartola alvinegro, dupla sobre a qual recaem boatos de bastidores preocupantes?

Difícil saber ao certo, apesar do público, cada qual a seu critério, provavelmente, já ter formado opinião.

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