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Coluna do Fiori

fiori - dicunto

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

http://www.navegareditora.com.brEmail:caminhodasideias@superig.com.br

apito limpo

“Não há graus de vaidade, apenas graus de habilidade em disfarçá-la”

Mark Twain – foi um escritor e humorista norte-americano crítico do racismo

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VAR esculachado

Desde o primeiro participar do VAR convenço-me que por arrogâncias e melindres entre muitos representantes das leis do jogo a tecnologia não está sendo o assessório para dirimir dúvidas, vez que: o egoísmo não os abandona; como exemplo:

O acontecido na contenda Botafogo 1 x 0 Fortaleza quando dos lances comentados logo abaixo

Entendo

Que a escala de árbitros e assistentes da ativa para componentes do VAR continuarão gerando problemas e desconfiança do publico

Providencia

Severas devem ser tomadas. Não o fazendo! Terão continuidade

Sugestão

Eduquem ex-árbitros da CBF e federações que sejam independentes de achegos com dirigentes, políticos e outros que tais, para exercerem atividade VAR; certamente, estes casos diminuirão

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3ª Rodada da Serie A do Brasileirão – 2019

Sábado 04/05

Vasco 1 x 1 Corinthians

Árbitro: Rodrigo D’Alonso Ferreira (SC)

VAR

Heber Roberto Lopes

Item Técnico

Quando de um ataque da equipe vascaína, Carlos Augusto defensor corintiano derruba o oponente Rossi,

– de pronto, árbitro aponta escanteio; ouvindo o VAR, caminhou até o monitor,

– corretamente, voltou atrás, determinando penalidade máxima;

– cobrada por Max Lopes, findada no fundo da rede corintiana

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: 02 para vascaínos e 01 para corintiano

Domingo 05/05

São Paulo 1 x 1 Flamengo

Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (FIFA-MG)

VAR

Emerson de Almeida Ferreira (MG)

Item Técnico

Correto por ter acatado o assistente 01: Guilherme Dias Camilo (FIFA-MG), no momento que apontou a posição de impedimento do flamenguista Lincoln, lance findado com a bola no fundo da rede do tricolor do Morumbi

No todo

Trabalho aceitável

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: 01 para são-paulino e 07 para flamenguistas, dentre estes Thuler, que, deveria ter recebido o vermelho pela falta maldosa cometida no são-paulino Pato

Grêmio 4 x 5 Fluminense

Árbitro: Raphael Claus (FIFA-SP)

VAR

Thiago Duarte Peixoto

Item Técnico

Correto por ter ouvido o VAR, voltando atrás, por ter apontado inexistente impedimento do gremista André no instante que tocou a bola profundo da rede da equipe carioca;

– mais a frente, marcou corretamente a penalidade máxima cometida por Kannemann defensor gremista no momento que segurou o oponente Matheus Ferraz,

– penalidade batida por Pedro, findada no fundo da rede

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: 02 para defensores gremistas e 01 para defensores do tricolor das laranjeiras

Botafogo 1 x 0 Fortaleza

Árbitro: Wagner Reway (FIFA-PB)

VAR

Leandro Pedro Vuaden (RS)

Item Técnico

Deixou de marcar duas claríssimas penalidades máximas, uma para cada equipe; explico:

1ª – No instante que o botafoguense Gilson posicionado no interior de sua área deu um chega pra lá no oponente Wellington Paulista;

– avisado pelo VAR que ocorrera a infração, o assoprador de apito caminhou até o monitor, desprezou a verdade, mantendo-se no desacerto

2ª – Quando da violenta e maldosa cabeçada desferida por Juan Quintero defensor do Fortaleza no oponente Diego Souza; desta feita, Leandro Vuaden principal componente do VAR se fez de migue

Ressalva

Através de Vídeo da TV somente os lances acima

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Política

Bilhete a Jair

Mais de meio século depois, o fantasma de Jânio continua a assombrar o Brasil

Jânio Quadros implicava com o biquíni e Jair Bolsonaro, com os gays. Jânio distribuía bilhetinhos e Jair, tuítes. Jânio não gostava de negociar com o Congresso e Jair, idem. Jânio se incomodava com os constrangimentos institucionais. Certa vez lançou uma provocação a seu ministro das Relações Exteriores, Afonso Arinos de Melo Franco: “Creio que a maioria os ingleses pegaria em armas para defender o seu Parlamento. E o senhor, ministro, pegaria em armas para defender o Congresso brasileiro?”. Bolsonaro, em evento organizado por VEJA na pré-­cam­panha em 2017, disse: “Se o Kim Jong-­un lançasse uma bomba H que só atingisse o Parlamento (brasileiro), você acha que alguém ia chorar aqui?”. Os paralelos entre o efêmero presidente de 1961 e o atual são numerosos. Mais de meio século depois, o fantasma de Jânio continua a assombrar a política do país.

Entenda-se por “fantasma de Jânio” a herança de despreparo, aventureirismo e pouco-caso com as instituições que com indesejável fre­quên­cia se tem reencarnado nos ocupantes da cadeira presidencial. Fernando Collor foi o primeiro a vestir o modelo. Ao despreparo e ao aventureirismo juntava-se, nele, a mistificação de apresentar-se como “o caçador de marajás”, tal qual o outro empunhava a vassoura que varreria a corrupção. Faltava a Collor, no entanto, o vezo de fiscal de costumes que aproxima o atual presidente de seu remoto antecessor. Bolsonaro proibiu anúncio do Banco do Brasil que apresentava jovens de cores da pele, penteados, trajes e trejeitos diversos, e ainda comentou: “O Brasil não pode ser um país do mundo gay, do turismo gay”. Antes, havia proibido livro didático que expunha desenho da genitália feminina e feito circular, a título de alerta, vídeo com aberração sexual. Jânio, em sete meses de governo, proibiu, ou tentou proibir: biquínis nas praias; maiôs mais atrevidos nos desfiles de miss; anúncios na TV de maiôs e peças íntimas femininas; corridas de cavalo nos dias de semana; brigas de galo; lança-perfume; e — para culminar — espetáculos “de hipnotismo e letargia, de qualquer tipo ou forma, em clubes, auditórios, palcos ou estúdios de rádio e de televisão”.

O Jânio de outrora e o Jair de hoje partilham as tendências: (1) de ocupar-se de coisas pequenas, mais próprias de delegados de polícia, juízes ou, no máximo, prefeitos; e (2) de acreditar que uma canetada muda tendências comportamentais. O biquíni, a despeito de Jânio, prosseguiu sua gloriosa carreira até o fio-dental, e promete ir além. O turismo de homossexuais, consolidado graças ao Carnaval e às paradas gay, não há de ser estancado pela bronca do chefe de governo. Diga-se a favor de Jânio que nunca foi desatinado como Bolsonaro ao acrescentar, quando falou sobre o turismo gay: “Quem quiser vir aqui fazer sexo com mulher, fique à vontade”. Na constrangedora afirmação, o machismo mais tóxico se punha a serviço do mais predador dos turismos sexuais. Em outro plano, Jânio nunca cometeu o despautério de assacar contra o ensino da filosofia e da sociologia, nem a barbaridade de prometer aos fazendeiros licença para matar os invasores (uma inspirada reação na internet perguntou: “Índio também vai poder matar o invasor de suas terras?”).

Jornalistas do período e historiadores registraram as insuficiências do presidente de 1961. “Era evidente a má vontade de Jânio para com o Le­gislativo. (…) Elegera-se sempre ‘contra os políticos’, ainda que fosse um dos maiores”, escreveu o jornalista Carlos Chagas. O historiador Thomas Skidmore, no conhecido Brasil: de Getúlio a Castelo, afirma que faltavam a Jânio “discernimento e tenacidade para governar”, e, ao comentar suas dificuldades no dia a dia da administração, acrescenta: “Talvez estivesse agindo como alguém que sobe muito depressa e muito alto para sua capacidade”. Um autor de hoje, encarregado de analisar Bolsonaro, pode aplicar a semelhantes considerações um simples “copia e cola”. E com mais razão ainda pode fazê-lo socorrendo-se das brincadeiras que o jornalista Pompeu de Sousa estampava nas páginas do Diário Carioca. Assim como Jânio expedia seus bilhetinhos aos assessores, Pompeu (infelizmente sem parentesco com este que vos fala) publicava bilhetinhos ao presidente. O do dia 18 de março de 1961 vale para o Jair sem tirar nem pôr:

“Assim é seu governo, Excelência. Cada dia uma decisão, uma orientação, uma revogação do dia anterior. Uma revogação de si mesmo. Governo, Excelência, é exatamente o contrário disso. Por isso é que continuamos à espera de que Vossa Excelência comece a governar”.

Autoria do jornalista Roberto Pompeu de Toledo – Publicado em VEJA, edição nº 2633

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Finalizando

“Se o diabo é o mestre da mentira, os políticos são seus melhores discípulos”

Joseluz – Pensador

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Chega de Corruptos e Corruptores

Se liga São Paulo

Acorda Brasil

SP-11/05/2019

Confira abaixo o programa “COLUNA DO FIORI”, desta semana, que foi ao ar em nosso canal do YouTube.

Nele, o ex-árbitro comenta assuntos, por vezes, distintos do que são colocados nesta versão escrita:

*A coluna é também publicada na pagina Facebook:  “No intervalo do Esporte”

*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.

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