Conselheiro do São Paulo coloca Sérgio Moro em xeque

Conselheiro do São Paulo, Newton do Chapéu acabou por realizar, fora do clube, procedimento que há tempos era esperado pelo torcedor: instigar o poder público a combater e investigar a corrupção no futebol.
Ao motivar o Ministério da Justiça, à cargo do ex-juiz Sergio Moro, a criar um Força Tarefa específica para desvendar os crimes dos dirigentes, apresentando detalhes do “caso Carlos Miguel Aidar” (boa parte com documentação revelada, em primeira mão, pelo blog do Paulinho), o cartola são-paulino poderá contribuir para a mudança da cultura do esporte mais popular do país, onde impera o “toma-lá-dá-cá”.
Resta saber qual será a reação do afamado Super-Ministro, que, em xeque, terá que comprovar a fama de tolerância zero contra a bandidagem.
Em se omitindo, Moro dará razão aos que dizem que somente atua em casos que, politicamente, possam contribuir para seu evidente desejo de, um dia, ocupar a Presidência da República.
Mexer com a cartolagem nem sempre é o melhor caminho para os que tem objetivo, único, de ascensão ao poder.
Os próximos meses serão reveladores sobre o assunto, que, se de fato tocado com seriedade, será gerador de uma renovação nunca antes vista nas agremiações, com dezenas de cartolas atrás das grades, agentes de jogadores e, talvez, até alguns atletas.
