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Palmeiras, Comercial e Giuliano Bertolucci são investigados por fraude à execução judicial

Em setembro de 2015, a Pró Futebol, empresa do agente de jogadores Beto Rappa, venceu ação judicial em que cobrava calote em pagamento de comissões do Comercial de Ribeirão Preto.

O valor atualizado é de R$ 1,7 milhão.

Após infrutíferas tentativas de cobrança, Rappa conseguiu bloquear os 10% que o clube possuía sobre o atleta João Pedro, recentemente vendido pelo Palmeiras ao Porto (Portugal) por R$ 18,4 milhões.

Ou seja, R$ 1,8 milhão.

50% eram do Verdão e 40% da dupla Bruno Paiva e Marcelo Goldfarb.

No dia 22 de junho de 2018, o Palmeiras foi intimado de que deveria repassar o valor a ser pago pelo clube ao Comercial para Beto Rappa, sob pena de incorrer em crime de desobediência.

Até o momento, nada foi pago.

Rappa descobriu, então, a existência de um acordo firmado, suspeita-se, após a ordem judicial, entre Palmeiras, Giuliano Bertolucci e Comercial, em que os tais 10% passariam a ser propriedade do agente.

A Justiça decidiu apurar a possibilidade de fraude à execução.

Diz despacho datado da última terça-feira (29), assinado pela juíza Roberta Luchiari Villela, da 7ª Vara Civel de Ribeirão Preto:

“(…) intime-se a Sociedade Esportiva Palmeiras para que forneça nos autos, em dez dias, o contrato firmado entre o Clube em questão, o executado e o Sr. Giuliano Bertolucci, envolvendo a cessão
de direitos econômicos em relação ao atleta João Pedro Maturano dos Santos, consignando-se que, juntado o documento nos autos, será decretado sigilo em relação aos autos, preservando-se, assim, a confidencialidade que envolve o negócio;

(…) Sem prejuízo, fica a Sociedade Esportiva Palmeiras intimada da impossibilidade de efetuar eventual pagamento ao cessionário Giuliano Bertolucci, até que se decida sobre a alegada fraude à execução envolvendo a cessão de direitos em questão, tendo em vista que, eventualmente reconhecida a fraude, a cessão será declarada ineficaz e o pagamento deverá ser feito nestes autos”

“Determina-se, ainda, ao Palmeiras que, no caso de o pagamento de valores decorrentes do contrato terem sido efetuados em favor do cessionário, deverão as datas dos pagamentos ser demonstradas, para que se avalie eventual descumprimento das ordens emanadas. Advertência: o descumprimento da ordem importar em responsabilidade pelo crime de desobediência”

Se comprovada a fraude, tratar-se-a de mais um exemplo, do submundo do futebol, de que a esperteza quando é demais acaba, por vezes, engolindo os espertos.

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