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Diretor financeiro do Corinthians, ligado à Odebrecht, toma surra do Blog do Paulinho na Justiça

Luias Paulo Rosenberg, Andres Sanches e Matias Ávila

Recentemente, o diretor de finanças do Corinthians, Matias Antonio Romano de Ávila, que desconhece contabilidade e é corretor de seguros na vida privada, processou o Blog do Paulinho, temeroso que verdades a seu respeito, entre as quais a ligação com a Odebrecht, viessem à tona.

Tomou duas surras.

Primeiro no pedido de liminar, em que pedia a retirada do blog da internet; por fim, desde a última terça-feira (22), no mérito, com direito a didática sentença (quase um “pito”) da juíza Monica di Stasi Gantus Encinas, da 3ª Vara Civel de São Paulo.

Ávila assinará, na condição de dirigente, apesar de seguir ordens do “primeiro ministro” Luis Paulo Rosenberg e ter aceitado ingerência de Raul Corrêa da Silva na confecção de recente “Relatório de Sustentabilidade”, o novo balanço alvinegro, desde já, segundo fontes, marcado por informações destoantes de números oficiais revelados, dias atrás, pelos órgãos de fiscalização governamentais.

Abaixo os trechos principais da Sentença:

“Trata-se de ação de obrigação de fazer cumulada com danos morais e pedido de tutela antecipada proposta por MATIAS ANTONIO ROMANO DE ÁVILA contra PAULO CEZAR DE ANDRADE PRADO”

“Segundo descreve, o blog do Réu teria afirmado ser o Autor sócio oculto em corretora de seguros que pertence a familiar, sendo dita informação falsa, visando atribuir-lhe prática de ilícito”

“Relata, ainda, que o Requerido atribuiu-lhe a prática de negócio jurídico dissimulado para promover a venda de jogadores da base do Clube Paulista Corinthians,na qual hoje exerce as funções de Diretor de Finanças, praticando atos ilícitos e insinuando ganho por participação em negócios outros”

“Assim, a divulgação das informações acima que exerce atividade de corretor de seguros e de que participa na condição de sócio oculto de corretora de seguros afeta sua boa imagem; mancha a sua reputação; denigre a imagem de suafamília e pode lhe acarretar sanções administrativas perante a Superintendência de Seguros Privados SUSEP.Por estes fatos, principalmente, foi proposta a presente ação”

“No caso ora em análise, dos fatos narrados não se observa a consequência jurídica demandada pelo Requerente”

“O Requerido é um jornalista blogueiro voltado para os bastidores futebol”

“É de se notar que a imparcialidade não tem como subsistir nos blogs, que são constituídos em sua essência principal na livre opinião, que é formado pela personalidade do blogueiro e o meio que resolveu se especializar enquanto jornalista formador de opinião e, no caso, na área futebolística”

“É certo que as notícias apresentados pelos documentos acostados pelo Requerente às fls. 4, 33/34 e 53/54, são matérias críticas, mas longe estão de representar matéria de ordem criminosa”

“As pessoas que ocupam cargos notórios e assim vamos considerar, no momento, o Autor, um diretor, principalmente, de finanças, de um time de futebol como o Corinthians, altamente popular e visado, têm o seu direito de privacidade tutelado em intensidade mais branda, por óbvio”

“Também se entende e compartilho do mesmo pensamento, que não é possível reconhecer violação da privacidade, uma vez que os fatos mostrados são do conhecimento público, ou pelo menos acessíveis a todos os interessados, ou, mesmo, se a divulgação limita-se a reproduzir informação antes difundida, como nos parece ser o caso”

“Entender que noticiar que o Requerente é corretor de seguros pode ser ato que lhe mancha a reputação ou pode lhe acarretar sanções junto ao órgão de fiscalização de seguros porque em data momento foi diretor de empresa seguradora, é, no mínimo, o que podemos chamar de desarrazoado”

“Outro fato importante a destacar: a circunstância de já ser público o fato divulgado juntamente com a imagem afasta a alegação de ofensa à honra ou à intimidade, como é o caso da fotografia republicada pelo Requerido”

“Aliás, reconhecido isto pelo próprio Autor. Não há como se cogitar de lesão à privacidade nem tampouco ao direito de imagem nestes casos.

“É sabido, mas fundamental que aqui se mencione, que os pressupostos do dever de indenizar são a culpa ou o dolo do agente, salvo nos casos de responsabilidade objetiva, a relação de causalidade (entre o fato e o dano) e o dano em si (lesão ao bem jurídico)”

“Não há caracterização de dolo por parte do Requerido, nem há lesão concreta, palpável”

“Como mencionei acima, são notícias públicas e de fácil aferição pela massa da sociedade os fatos noticiados.Observo e destaco – que a “indústria do dano moral” se faz presente no meio judiciário em nível crescente e absurdo, exigindo do Poder Judiciário extirpar o excesso, a banalização do instituto, tão arduamente conquistado e legítimo, naturalmente com cautela e bom senso exigidos”

“Isto posto, julgo IMPROCEDENTE os pedidos formulados na peça exordial, extinguindo o processo com resolução do mérito, nos termos do artigo 487, I, do Código de Processo Civil”

Confira a matéria que Matias Ávila queria retirar do ar:


Nomeado por Rosenberg, novo diretor de finanças do Corinthians é ligado à Odebrecht

Matias Ávila, diretor de finanças do Corinthians

Por indicação do “primeiro ministro” Luis Paulo Rosenberg, que é, quem, de fato, ditará as ordens no departamento, o Corinthians indicou para a diretoria de finanças o corretor de seguros Matias Antonio Romano de Ávila, que não tem experiência alguma com contabilidade.

O site do clube anunciou o novo dirigente como ex-vice presidente da seguradora Sul-América.

Matias, porém, desligou-se da empresa em março deste ano, alegando, em evento da instituição, que havia sido submetido a uma cirurgia do coração, o que lhe fez repensar sua vida e tomar algumas decisões, como desacelerar o ritmo de trabalho.

Deve ter melhorado de saúde nos últimos quatro meses.

Na Sul-América, Matias Ávila (nome pelo qual é conhecido no mercado), era vice presidente comercial, e, segundo ata de reunião da seguradora, datada de abril de 2017, tinha como função a “contratação e supervisão de representantes de seguros (corretores) e pelo serviço por eles prestados)

Porém, em desconformidade com a circular SUSEP nº 127, que, em seu Capítulo VI, Seção II (dos impedimentos), no art. 23, diz: “É vedado ao corretor de seguros e ao preposto: manter relação de emprego, direção ou representação com sociedade seguradora, resseguradora, de capitalização ou entidade de previdência privada aberta, Matias, novo dirigente de finanças do Corinthians, é proprietário oculto da “Aio Corretora de Seguros e Beneficios Ltda – ME”, inscrita na Junta Comercial em nome de seu filho Luciano Giovanelli Romano De Avila, ex-funcionário da Odebrecht.

A empresa, coincidentemente, foi criada dois meses após Matias Ávila ter sido empossado na vice-presidência comercial da Sul-América, no final de 2015.

Ligação com a Odebrecht

Luciano de Ávila

Luciano Giovanelli Romano De Avila, ou apenas “Luciano Ávila”, filho e sócio do novo vice de finanças do Corinthians, trabalhou na Odebrecht entre agosto de 2008 até setembro de 2015.

Ocupou os cargos de engenheiro e também “Diretor de riscos e seguros” conforme revela se LINKEDIN (rede social profissional):

Durante este período, Luciano e Matias (novo dirigente alvinegro), pela empresa OCS Odebrecht Administração e Corretora de Seguros (a corretora da construtora do estádio do Corinthians) fecharam, no dia 03/10/2011, o milionário contrato de seguro da Arena Itaquera.

Quem bateu o martelo pelo clube foi Luis Paulo Rosenberg.

É relevante o comissionamento de um negócio deste porte no ramo de seguros.

A amizade de pai e filho com Rosenberg permaneceu à ponto de ambos terem sido chamados para jogar, no dia 01 de maio de 2014, partida entre funcionários da Odebrecht – antes da inauguração extra-oficial com o jogo entre Corinthians e veteranos do clube, e da oficial, contra o Figueirense.

Na ocasião, Luciano, rebento do novo diretor alvinegro, assinalou o primeiro gol do estádio, com direito a matéria da SPORTV, evidentemente fomentada por Rosenberg:

http://sportv.globo.com/site/programas/sportv-news/noticia/2014/05/autor-do-primeiro-gol-da-arena-corinthians-dedica-feito-ao-filho.html

Outra iniciativa interessante de Matias Ávila foi a fundação, em 2005, da Nossa Liga de Basquetebol, ao lado do ex-jogador Oscar Schimidt, retumbante fracasso, que, sem conseguir interesse da imprensa e dos patrocinadores, fechou as portas três anos depois, dizem, com extensa lista de credores.

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