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Caso Battisti termina em vexame para PT, PSOL e Jair Bolsonaro

A história de Cesare Battisti, assassino comum, condenado, nos anos 90, a duas prisões perpétuas na Itália na condição de terrorista (um de seus quatro homicídios se deu com explosão em local público) por crimes cometidos na década de 70, é absolutamente conhecida, mas, por vezes, contada de maneira equivocada.

Não procede o tratamento que recebeu do Presidente Lula, que acreditou na bravata de refugiado político e concedeu-lhe asilo no Brasil.

Battisti nunca foi ligado à esquerda – ao contrário, suas ações eram, exatamente, para contrapô-la na Europa – assumindo este conveniente personagem, de socialista ou comunista, somente após a justiça retirar-lhe a liberdade.

No Brasil, PT e PSOL, mais preocupados em utilizá-lo como símbolo de perseguição do que em estudar a verdadeira história, caíram no conto e, por conta disso, cometeram grave erro ao ampará-lo oficialmente.

Mas não foi apenas a autoproclamada esquerda brasileira que derrapou neste episódio: a direita, agora personificada em Bolsonaro, também em equívoco ou, talvez, em oportunismo, tratou o caso como uma cruzada contra o comunismo, sem levar em consideração a realidade dos fatos que envolvem o assassino em questão.

Em verdade, a prisão de Battisti não teve um dedo sequer do atual Governo, que ainda assim tentou, até o minuto final, angariar para si o mérito inexistente.

O STF autorizou a extradição e o presidente anterior, Michel Temer, a chancelou.

A única ligação do Governo Bolsonaro com este episódio revelou-se uma sucessão de incompetências: Battisti fugiu do país, os órgãos de investigação brasileiros, driblados, promoveram mais de trinta buscas em locais que ele nunca esteve e, por fim, não participaram da prisão, efetivada pela polícia italiana com facilitação do serviço secreto boliviano.

Ontem, ainda, no intuito de tentar uma última cartada – de trazer Battisti para o Brasil e exibi-lo como troféu de um campeonato do qual não participou – Bolsonaro apequenou-se, e a seus Ministros, obrigados a reunir-se em pleno domingo com objetivo de discutir a prisão de um criminoso comum, realizada fora de nossas fronteiras.

Tomara, nos outros tantos problemas a serem resolvidos no Brasil pelos próximos quatro anos, todos demonstrem a mesma volúpia e preocupação.

No final, Bolsonaro ainda trabalhou em seu gabinete extra-oficial, o twitter, orgulhando-se do que não fez, falando do que nunca existiu (tratando Battisti como homem de esquerda), ampliando ainda mais a sensação, entre os que pensam, do seu despreparo para exercer a Presidência do Brasil.

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3 comentários em “Caso Battisti termina em vexame para PT, PSOL e Jair Bolsonaro”

  1. Esqueceu-se da vergonhosa atuação STF nesse caso? O STF fez duas votações sobre Battisti. Roberto Barroso, o atual ministro do STF foi o advogado de Battisti. Na 1a votação decidiu-se se o refúgio dado por Tarso Genro era legal. Contra Gilmar Mendes, Lewandowski, Cesar Peluso, Ellen Gracie e Ayres Britto*****. A favor Joaquim Barbosa, Eros Grau, Marco Aurélio, Cármen Lúcia. Celso de Melo e Toffoli se abstiveram. Refúgio ilegal, Battisti extraditado! Houve uma 2a votação pra definir se a decisão era final ou se tinha de ser submetida ao presidente da república, aí Ayres Britto que votou pela legalidade da extradição, mudou de lado abriu-se a brecha pra Lula mantê-lo no Brasil. Portanto dos que estão ainda hoje no STF, Celso de Melo e Toffoli se abstiveram, Gilmar Mendes e Lewnadowski votaram pela extradição e Cármen Lúcia e Marco Aurélio pela permanência.

  2. A Itália fez muito bem em levar Battisti da Bolívia para Roma, não quiseram dar o troféu Battisti para Bolsononaro exibir por medo de alguma decisão judicial do STF libertasse Battisti. Afinal o STF ainda é um puxadinho do PT e os ministros petistas já autorizaram um presidente da república dar refúgio para Battisti desrespeitando uma lei e um tratado de extradição em vigor.

  3. Distorção total da verdade, quem segurou este terrorista no Brasil foi o Lula e depois no STF com o tal de Fux. E ele fugiu pra Bolívia assim que o Temer assinou a extradição. O Bolsonaro não teve nada a ver com isso. Que forçação de barra hem Paulinho

    Paulinho: Existem boas escolas de interpretação de texto… vale a pena… evitará esse tipo de análise, que destoa totalmente do que escrevi

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