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Romeu Tuma Junior mentiu ao Blog do Perrone

O Blog do Perrone, no UOL, repercutiu a notícia da prisão ilegal deste jornalista, sob acusação de difamação ao “garoto propaganda” Milton Neves, em 09 de novembro de 2018, poucas horas após o ocorrido.

Antes, havíamos publicado pequeno resumo sobre os fatos:

“Nesse clima de intimidação à imprensa que existe no país, acabo de ser preso pela polícia de São Paulo, que cumpriu mandado por difamação, em processo no qual tratei o “garoto-propaganda” Milton Neves, anos atrás, como “barrigada perdida”

”O termo (usado contra Milton Neves), jocoso, utilizado em texto crítico, foi tratado pelo judiciário como pesos e medidas distintos do que ocorre habitualmente com diversos jornalistas. A perseguição é evidente”

“Meu recurso, que provavelmente seria vencedor, não foi aceito porque, estranhamente, meu ex-advogado à época, Romeu Tuma Junior, deixou de depositar as custas do processo, alegando que “não sabia” da obrigatoriedade de fazê-lo antecipadamente. Não se lembrou, também, de avisar-me do mandado de prisão, que descobri, sozinho, após consulta ao sistema do TJ-SP”

“Curiosamente, nos dias atuais, Tuma tem andado de braços dados com muitos dos denunciados por este espaço”

“A pena é de pouco mais de um mês, mas soube que tentam acelerar outros processos para que me deixem o máximo de tempo possível atrás das grades”

“O Brasil é um país em que bandidos tem privilégios, mas os que combatem seus crimes, principalmente quem não possui grandes conglomerados de mídia por detrás, em regra, são vítimas de violência. Por vezes, atentados contra a vida”

“No meu caso, neste momento, um novo e abusivo caso de prisão”

“Enfrentarei mais este desafio, com a coragem habitual, contando com o apoio dos fiéis leitores deste espaço, e de quem mais solidarizar-se com esse tipo de barbaridade”

Voltando à matéria do Perrone, o ex-delegado Tuma Junior rebateu nossas colocações, e mentiu, sabedor de que o contraponto inexistiria (pelo menos naquele período) pela impossibilidade, jurídica, de minha manifestação:

Diz trecho publicado no Blog do Perrone:

“Ao blog, Tuma Júnior negou as acusações. Afirmou que, quando assumiu o caso, Paulinho já tinha sido condenado a quatro meses e 20 dias de prisão em regime semiaberto. Após sua atuação, afirma, a pena foi reduzida para um mês”

Os documentos abaixo comprovam que Tuma Junior atuou desde o início do processo:

Existem também duas testemunhas evidentes: o próprio Milton Neves e o advogado Herói Vicente, com quem Tuma preferiu discutir na audiência, talvez para disfarçar sua inabilidade em defender seu então cliente.

No que diz respeito à recusa do recurso por não recolhimento de custas, o que, no mínimo, tratar-se-ia de grave infração do advogado para com o serviço contratado, Tuma alegou::

”Eu tentaria um recurso especial, que é muito difícil. Eles já não vinham pagando custas processuais. Avisei que que era preciso recolher as custas para entrar com o recurso. Ele não recolheu. Nem analisaram o recurso. Não é o advogado que paga as custas, é o cliente. E eu paguei várias custas pra ele. Quando a condenação saiu, não era mais advogado dele. Nem fiquei sabendo, a responsabilidade não era minha”

Tirante a evidente contradição de dizer que não era mais meu advogado quando a condenação saiu, sendo que ela, por razões óbvias, é anterior ao citado recurso, Tuma Junior fantasia um quadro inexistente de comportamento deste jornalista, do qual o leitor, atento à biografia de ambos, haverá de distinguir a verdade.

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