Advertisements
Anúncios

As mentiras de Andres Sanches e o constrangimento de Rosenberg no episódio da penhora da taça do Mundial 2012

Ontem, após vexame de ter a taça da conquista mundial de 2012 penhorada, por conta de dívida com a UNISANTANA (R$ 2,5 milhões), o presidente do Corinthians, Andres Sanches, e seu primeiro ministro, Luis Paulo Rosenberg, entraram em desespero.

Mentiram e tentaram desviar o foco da irresponsabilidade contando piadas sobre o Palmeiras, em entrevistas coletivas distintas, para, no final, de maneira constrangedora, assinarem acordo com a universidade, obrigando um de seus proprietários a, publicamente, ajudá-los a enganar o torcedor alvinegro.

Tanto Sanches quanto Rosenberg tentaram jogar a culpa do início do processo na gestão Alberto Dualib.

“(…) é um processo desde 2005, 2006 que eu me lembre”, disse Andres; “(…) o rompimento contratual se deu na administração Dualib”, falou Luis Paulo.

Não é verdade.

O Corinthians rompeu contrato, unilateralmente, com a Unisantana, no início de 2008, durante a gestão Andres Sanches, com anuência do então vice, Felipe Ezabella, e do corpo jurídico comandado por Sérgio Alvarenga, para dar lugar a outra instituição de ensino, ligada a conselheiro apoiador da “Renovação e Transparência”.

No mesmo ano, iniciou-se a contenda judicial.

Após comprovada a irregularidade na quebra contratual, a Justiça determinou que o Corinthians pagasse os valores devidos à instituição, e, por conta de desobediência, tentou penhorar todos os bens possíveis do alvinegro, de imóveis a veículos, mas estes já estavam comprometidos por outras pendências.

Então, quando Andres Sanches disse na coletiva que a penhora da taça do mundial tratava-se de uma ação midiática, porque o clube tinha patrimônio disponível para penhora, novamente voltou a faltar com a verdade.

A Unisantana conseguiu, na sequência, bloquear as contas do Corinthians e também os recebíveis em cartão de crédito, mas, estranhamente, nada encontrou.

Depois disso, a credora partiu para a penhora da premiação da Copa do Brasil, gerando estranho pagamento antecipado da CBF ao clube – nunca ocorrido, anteriormente – motivando denúncia criminal, recente (desta semana), não antiga, como disseram os cartolas alvinegros, por crime de fraude contra as citadas agremiações e seus dirigentes.

Somente após essa verdadeira peregrinação para receber o que lhe era devido, que a Unisantana, inteligentemente, conseguiu tornar indisponível o bem maior de um clube, o símbolo de suas conquistas, representada num troféu.

Diante da repercussão terrível de tudo, desde a exposição do problemas à coletiva de Sanches, o diretor Luis Paulo Rosenberg, nitidamente nervoso (tremia na entrevista), convocou novo encontro com jornalistas, levando a tiracolo o presidente da Unisantana, anunciando que chegaram a um acordo, e que a instituição se utilizará de espaço publicitário do clube para quitar a pendência.

Ninguém acreditou, porém, quando o primeiro ministro falou que a negociação para a “parceria” com a universidade já existia, mesmo durante a ação judicial de cobrança, e que a execução, assim como a reclamação posterior ao MP, foram iniciativas isoladas do advogado, sem conhecimento da nova gestão da Unisantana.

Este lamentável e vexatório episódio serviu não apenas para expor a irresponsabilidade dos dirigentes do Corinthians, como também mostrou o “caminho das pedras” para outros credores alvinegros – e não são poucos – conseguirem receber os calotes do clube, sem contar a ampliação dos fatos reprováveis que dificultam qualquer negociação de patrocínio com empresas relevantes.

Advertisements
Anúncios

Facebook Comments

Deixe uma resposta

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

×
Olá, seja bem vindo ao Blog do Paulinho ! Deixe aqui suas dúvidas, sugestões e denúncias. Todas as mensagens serão lidas
%d blogueiros gostam disto: